Fontus, a garrafa d’água que enche sozinha

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E se você pudesse ter uma garrafa d’água que enche sozinha para trekking, caminhadas, andar de bicicleta e escalada? Seria perfeito, né?

Parece mentira, mas é essa a promessa da Fontus, uma garrafa inovadora que enche sozinha com a ajuda da umidade do ar, energia solar e energia cinética.

A garrafa d’água que enche sozinha para esportes de aventura

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Recentemente, emprendedores lançaram uma proposta ousada para captação de recursos no Indiegogo que promete desenvolver uma garrafa d’água que enche sozinha através da umidade do ar e energia solar. O projeto Fontus visa desenvolver um produto essencial para praticantes de esportes outdoor – ciclistas, escaladores, e adeptos de camping e trekking. Pessoas que podem ficar distantes de fontes de água renovável e necessitam se hidratar com frequência, mas não podem carregar muitos litros de água devido as caminhadas longas. Um item de sobrevivência inovador.

Fontus Airo & Fontus Ryde

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O projeto desenhou dois modelos de garrafas. A Fontus Airo mais voltada para praticantes de trilhas e trekking, camping e montanhismo que levam o equipamento a pé. Nesse caso a garrafa é levada na mochila junto de um invólucro com ligação USB que capta energia solar para o processo de captação da água no ar. A outra é a Fontus Ryde, desenvolvida para ciclistas, pois utiliza o movimento da bike para captar água.

Como é possível?

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As duas garrafas utilizam mais ou menos o mesmo processo para captar água do ar. A Fontus Airo capta a umidade do ar, condensa, filtra e armazena, já deixando pronta para beber. O detalhe é que o processo necessita energia para acontecer e essa energia é solar, portanto o tapete deve estar exposto ao caminhar. Essa energia chega a uma ventoinha que capta o ar do ambiente para a garrafa que possui capacidade de 800 mL. O sabor da água é diferente de uma água mineral comum devido ao processo, mas igualmente saudável e potável. O projeto inclui um compartimento embaixo da garrafa para pequenas cápsulas que “remineralizam” a água, tornando-a mais própria para as necessidades humanas.

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A Fontus Ryde possui um processo parecido, com a diferença de que não necessita cabo USB, ventoninha e captação de energia solar, pois sua energia é cinética, gerada através das pedaladas na bicicleta. A ventoinha é substituída pelo vento natural do esporte.

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E captar água do ar funciona na prática?

O projeto da Fontus ainda não foi finalizado, então não da pra garantir que ele irá funcionar. Contudo, seus desenvolvedores argumentam que a captação de água através da umidade do ar é realizada há mais de 2 mil anos e a atmosfera da Terra contém mais de 13 mil KM³ de potencial não explorado de água.

A mesma ideia de captar água da superfície do ar já é utilizada em alguns países da África e é totalmente plausível, sendo assim, é possível sim fazer.

Por enquanto é apenas um protótipo

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A Fontus – infelizmente – ainda é apenas um protótipo em busca de recursos e necessita mais teste e financiamento até ser comercializada. O lado positivo é que existe valor no projeto aos olhos de investidores, pois a campanha já captou mais de US$ 230 mil, ou seja, 769% (!) dos US$ 30 mil almejados pelos fundadores.

A ideia é finalizar o projeto e começar a vender os modelos da Fontus em abril de 2017 com entregas para o mundo inteiro. Os preços iniciais são altos: a Fontus Airo US$ 250 e a Fontus Ryde US$ 165, na promoção inicial, com valor original de US$ 225.

Apesar do valor inicial elevado, a proposta é excelente por dois motivos: é muito interessante para quem pratica esportes outdoor, camping e trekking com frequência. E porque a tendência de um produto sempre é se tornar cotididano e reduzir seu custo e valor final. O mais importante já foi feito – ter a ideia e desenvolve-la.

 

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