16 melhores vinícolas em Mendoza (as bodegas imperdíveis)

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O caminho do vinho ou rota do vinho da Argentina

Em nossa viagem para Mendoza, Argentina, ficamos duas semanas fazendo Workaway no Acequias Hostel And Bed & Breakfast, no bairro Chacras de Coria, em Luján de Cuyo, local onde estão várias das melhores vinícolas de Mendoza. Tivemos tempo suficiente para conversar com moradores locais, montar nosso roteiro do vinho mendocino, e visitar as melhores bodegas de Mendoza (a propósito, as vinícolas em Mendoza são chamadas de bodegas).

Hoje o Instinto Viajante abre espaço para o enoturismo, a cultura do deus Baco, e vamos compartilhar com você uma lista com as 16 melhores vinícolas em Mendoza, com descrições, endereços, preços, e contatos. Além de como visitar e dicas de viagem para deixar seu roteiro do vinho argentino perfeito!

Vinícolas em Mendoza, Argentina

O vinho argentino é produzido principalmente nas províncias de Mendoza, San Juan, Salta, La Rioja, Córdoba, e Catamarca. A región de Cuyo, ou região de Cuyo, no centro-oeste da Argentina, é considerada a principal ruta del vino argentino, ou rota do vinho argentino. Formada por Mendoza, San Juan e San Luis, esta destaca-se por produzir mais de 80% dos vinhos argentinos, e concentrar mais de 90% das bodegas produtoras de rótulos que são exportados para o mundo todo. O clima árido, seco, caloroso durante o dia, e frio pela noite, é perfeito para tornar a região uma das maiores produtoras de vinho no mundo. Dentre as variedades estão: Merlot, Cabernet Sauvignon, Barbera, Malbec, Syrah, Riesling, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Semillón e Chenin.

Nesse caminho do vinho, Mendoza é o maior destaque, e seus rótulos possuem tanto reconhecimento quanto os vinhos franceses e italianos. Ao todo, são mais de 1.200 vinícolas, produzindo milhões de Hectolitros por ano, geralmente armazenados em barrica de roble francés (barris de carvalho francês) pelas bodegas de Mendoza.

As vinícolas em Mendoza produzem principalmente vinhos Malbec, com destaques para as regiões de Luján de Cuyo, Agrelo, Valle de Uco, Tunuyán e San Carlos, e San Rafael. Algumas bodegas ficam em Godoy Cruz.

Produção de vinhos em Mendoza por região:

  • Norte: vinhos brancos, tintos jovens;
  • Leste: maior produção para todos os tipos, com destaque para o Malbec;
  • Valle de Uco: clima mais frio e maior altitude, ideal para vinhos com mais acidez;
  • Sul (San Rafael): possui principalmente produção com D.O.C (Denominación de Origen Controlada), com características específicas da região, e normas de produção.

A rota do vinho argentino um pouco menos turística

Se você tem mais tempo de viagem ou quer fazer uma viagem fora da rota turística, vale a pena explorar a província de San Juan, vizinha de Mendoza. Por ser menos turística, San Juan, que produz cerca de 20% dos vinhos argentino, conta com mais bodegas de produção verdadeiramente familiar e de pequena escala, e preços um pouco menores. A ruta del vino de San Juan é composta principalmente pelo Valle del Tulum, onde se produz o Syrah, além de vinhos finos e licores.

Leia todo artigo ou navegue pelos tópicos que mais lhe interessam e boa viagem!

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seta-instinto-viajante O que são os vinhos argentinos D.O.C?

D.O.C. significa denominación de origen controlado (denominação de origem controlada) e é um tipo certificação mundial para vinhos de qualidade superior. Ter o selo D.O.C. significa que o vinho foi produzido exclusivamente em Luján de Cuyo, Mendoza, sob normas específicas e controle desde a produção da uva até a finalização da produção do vinho, como por exemplo, tipo específico de sistema de rego, ficar em barril por pelo menos 10 meses e outros 10 meses em garrafa, etc.

Bodegas com vinhos D.O.C. em Mendoza: Bodega Lagarde, Bodega Luigi Bosca, Bodega Nieto Senetiner, Bodega Norton, e Bodega Leoncio Arizu.

seta-instinto-viajante As 16 melhores vinícolas em Mendoza, Argentina

A seguir estão as melhores vinícolas em Mendoza, em nossa opinião (não há ranking, a ordem é aleatória). Os critérios de escolha foram nossas visitas e experiências, e em conversas com moradores de Mendoza, fazendo com que a lista tenha algumas preciosidades não tão turísticas.

Bodega Catena Zapata | Valle de Uco

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Vinhedos da Bodega Catena Zapata, em Mendoza, Argentina. Foto: constancezahn.com

O vinho Catena Zapata é um dos mais procurados da Argentina. A bodega Catena Zapata foi fundada por Nicola Zapata, que chegou à Argentina em 1898, e plantou as primeiras uvas da vinícola em 1902. Hoje a família Zapata mantém a produção dessa que é uma das mais renomadas vinícolas de Mendoza. O passeio é bem feito, com muitas informações, e a arquitetura do lugar é única, com um prédio em forma de pirâmide. Vale a visita principalmente para degustação e compra dos rótulos. Faça a reserva com antecedência, pois a procura as vezes é tanta que fica lotada por duas semanas.

Endereço: J. Cobos, s/n, Agrelo, Luján de Cuyo | Valor: a$ 250 para a degustação básica, opção de degustação premium por a$ 350, e visita sem degustação, a$ 150 | Contato: Catena Wines & turismo@catenazapata.com | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol, português, e inglês

Bodegas Salentein | Valle de Uco

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Bodegas Salentein, em Mendoza. Foto: decanter.com

Sem dúvidas uma das 5 melhores bodegas em Mendoza. A Bodegas Salentein possui capacidade para mais de 5.000 barris e instalações impecáveis. Em um dos seus salões, onde há um piano e uma linda rosa dos ventos como decoração, acontecem alguns concertos musicais, devido a boa acústica. No momento da degustação há um guia que orienta o grupo para se atentarem a todo aroma e sabor proporcionados pelo vinho, e um posterior debate. Tente chegar cedo para visitar também a capela Capilla de la Gratitud e a Galería Killka, uma exposição permanente de alguns artistas argentinos e holandeses.

Possui Wine Bar, restaurante, e pousada. O almoço custa a$ 250-300 (menu do dia com almoço + sobremesa + bebida); a$ 650 (refeições acompanhadas de vinhos Salentein); ou opções de menu.

Endereço: Ruta Provincial 89, KM 14, s/n, 5.560, Los Arboles, Tunuyán | Valor: Tour Grupal – 1h15min (visita guiada + degustação + acesso a Galería de Arte) a$ 200 (menores de 13 anos não pagam. De 14 a 17 anos, a$ 100); Há ainda opções de Tour Exclusivo (a$ 390) e Tour Privado (a$ 620-950). | Contato: Bodegas Salentein & reservas.killka@mp-wines.com | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol e inglês

Bodega Andeluna Cellars | Valle de Uco

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Bodega Andeluna Cellars. Foto: tasteofargentina.com

A Bodega Andeluna Cellars possui nível internacional e bodegas espalhados por várias cidades no mundo. Seu tour é organizado, profissional e informativo, inclusive falando um pouco sobre fermentação malolática, assunto que não ouvimos em outros passeios. Outro ponto único é que, ao fim da visita guiada, há um menu para degustação, onde cada pessoa pode escolher os vinhos que deseja provar. Mas seu destaque mesmo é o ambiente agradável e acolhedor. Depois da visita há um ambiente com sofá, onde as pessoas podem ficar o quanto desejarem, ou tomar algo como café ou chá. Outra opção é passear pelo vinhedo.

Possui restaurante no local e o valor médio de uma refeição é de a$ 600.

Endereço: Ruta Provincial 89, s/n, Gualtallary. Tupungato | Valor: a$ 15o | Contato: Bodega Andeluna Cellars  & turismo@andeluna.com.ar | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol

Bodega Lagarde | Luján de Cuyo

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Espaço comum, de frente para os vinhedos, na Bodega Lagarde, em Mendoza – Instinto Viajante

A Bodega Lagarde foi onde fizemos o melhor passeio de vinho de Mendoza. A visita guiada é muito bem estruturada e os funcionários são simpáticos e profissionais. Para nós um dos pontos altos da bodega é o fato do passeio explicar todo processo produtivo, desde a colheita das uvas até o engarrafamento – uma explicação simples e clara, importante principalmente para pessoas que, como eu, não entendem muito da cultura do vinho. Outra coisa que enriquece o passeio é a degustação, pois foi a bodega onde provamos mais rótulos e em maiores quantidades – estávamos de estômago vazio e chegamos a sair “alegres” de lá.

Possui Wine Bar e restaurante. O almoço custa a$ 500-600 (menu do dia com almoço + sobremesa + bebida), chegando até a$ 800-900 para outras refeições. Menu infantil a$ 300.

Endereço: San Martín, 1.745, Mayor Drummond, Lujan de Cuyo | Valor: a$ 170 para a degustação básica. Existem mais opções até a$ 390 | Contato: Bodega Lagarde & turismo@lagarde.com.ar | Precisa agendar? Não é obrigatório, mas recomendam fazer. | Idiomas: espanhol e inglês (os funcionários sabem um pouco de português)

Bodega Carmelo Patti | Luján de Cuyo

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Escutando a aula do Carmelo Patti, uma lenda do vinho em Mendoza – Instinto Viajante

O diferencial da Bodega Carmelo Patti é sua raiz de produção familiar, algo que é mantido em sua essência ainda hoje. Nessa visita você não verá o tour mais profissional e estruturado dentre as vinícolas em Mendoza, mas sim um tratamento mais humano e despojado. Visitar a Bodega Carmelo Patti é como ir tomar vinho na casa de um amigo. Ao chegar no local é quase certo que você seja atendido pelo próprio dono, o “seu” Carmelo, sua filha Vanina, e outros familiares. Os vinhos da Carmelo Patti são assediados por muitos enólogos, sommeliers, e investidores do mundo inteiro que querem exportar seus rótulos em grande escala, mas “seu” Carmelo, segue negando-os, e mantendo sua produção familiar. Se você é um enófilo de verdade não deixe de visitar a Carmelo Patti, provar bons vinhos argentinos e ouvir as histórias dessa lenda mendocina.

A bodega não possui serviço de bar e restaurante.

Endereço: San Martín, 2614, Mayor Drummond, Lúján de Cuyo | Valor: grátis | Contato: Bodega Carmelo Patti & carmelo_patti@hotmail.com | Precisa agendar? Não | Idiomas: espanhol, mas adaptam ao português e inglês

Bodega Luigi Bosca | Luján de Cuyo

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Vinicola Luigi Bosca, em Mendoza, Argentina. Foto: macaronmagazine.com

O vinho Luigi Bosca é outro na lista de vinhos argentinos mais procurados, mas além de seus rótulos, a experiência de bodega e degustação valem a pena. A Bodega Luigi Bosca é de alto nível e possui uma boa degustação, incluindo ao menos quatro rótulos. O local vende a um bom valor e é possível negociar bons preços. Em relação ao tour, os guias são bem preparados e explicam com detalhes, respondendo bem as perguntas. A bodega possui duas salas com capacidade para mais de 3 mil barris cada, e uma pequena exposição de arte chamada Vía Crucis del Vino, de Hugo Leytes, com 14 peças que fazem um paralelo entre a produção do vinho ne a vida de Jesus Cristo.

Endereço: San Martín, 2044, Luján de Cuyo | Valor: a$ 250 (grátis, caso compre acima de a$ 350 em vinhos) | Contato: Bodega Luigi Bosca  & turismo@luigibosca.com.ar | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol

Bodega Cavas de Weinert | Luján de Cuyo

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Bodega Cavas de Weinert, lindas instalações históricas que parecem um castelo – Instinto Viajante

A Bodega Cavas de Weinert foi a única que vimos com dono brasileiro, o Bernardo Weinert. O que mais gostamos durante a visita foi o caráter histórico do tour, e as instalações da bodega. Parece que estamos caminhando por um pequeno castelo que virou museu. Eles possuem um dos três maiores barris da América Latina, construído em 1920, com capacidade para 44 mil litros de vinho, e ainda em uso. O local conta com várias salas subterrâneas (por isso o nome cavas) e dezenas de barris antigos, alguns com rótulos envelhecidos de alto padrão. Foi na Bodega Cavas de Weinert que aprendemos mais sobre a diferença entre vinhos para guardar e para consumo imediato.

Não há bar e restaurante, apenas serviço de tour e degustação. Ao comprar vinhos no local há 10% de desconto para pagamentos em dinheiro.

Endereço: San Martín, 5.923, esquina com Boedo, Carrodilla, Mayor Drummond, Luján de Cuyo | Valor: a$ 160 (pergunte se desejar saber sobre opções premium) | Contato: Cavas y Bodegas Weinert & promocion@bodegaweinert.com | Precisa agendar? Sim, com pelo menos 2h de antecedência | Idiomas: espanhol

Bodega Norton | Luján de Cuyo

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Bodega Norton, em Mendoza, Argentina. Foto: mendoza.travel

A Bodega Norton iniciou seus trabalhos com vinho em 1895 e ao decorrer de sua história teve troca de donos, mas seu vinho seguiu ganhando em qualidade e fama. O passeio inclui a visita pela bodega e suas instalações, com tamanha elegância. Também há uma volta pelos vinhedos, explicando a história da Norton e produção. Os guias são atenciosos e, ainda que os preços não sejam tão baratos, o ponto alto da visita é experimentar e comprar rótulos.

Possui bar e restaurante, com preços que vão desde a$ 380 até a$ 2.800.

Endereço: Ruta Provincial 15, KM 23,5, Perdriel, Luján de Cuyo | Valor: a$ 150 (adultos), a$ 25 (menores) | Contato: Bodega Norton  & turismo@norton.com.ar | Precisa agendar? Preferencialmente sim | Idiomas: espanhol e inglês

Bodega Séptima | Luján de Cuyo

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Bodega Séptima, em Mendoza, Argentina. Foto: bodegaseptima.com

A Bodega Séptima está muito bem localizada, aos pés da Cordilheira dos Andes, e vale a visita para experimentar seus diversos rótulos de espumantes e vinhos argentinos. A bodega é enorme, com capacidade para mais de 3 milhões de garrafas, e sua arquitetura é bonita, tradicional e conservada. Um diferencial oferecido pela bodega Séptima é o programa Atardeceres, horários de visitas vespertino/noturno para passar o fim de tarde, observando o por do sol nas montanhas da Cordilheira, curtindo a brisa, e observando a paisagem.

A bodega conta com o restaurante María, com almoços a partir de a$ 750 para adultos e a$ 200 para crianças (este valor incluir o tour pela bodega e degustação).

Endereço: Ruta Internacional 7, KM 1.061, Agrelo, Luján de Cuyo | Valor: a$ 120 | Contato: Bodega Séptima  & septimaturismo@codorniu.com | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol e inglês

Bodega Dominio del Plata | Luján de Cuyo

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Bodega Dominio del Plata, em Mendoza, Argentina. Foto: inmendoza.com

A Bodega Domínio del Plata, apesar de pequena, já é interessante desde seu projeto, que quebra alguns tabus da sociedade. Isso, pois, é uma vinícola projetada e gerenciada por uma mulher, a enóloga Susana Balbo. O projeto que foi iniciado em 1999 ficou famoso por seu sucesso e hoje é considerado único e original. No Brasil, usa-se o termo “vinhos de autor (a)”, quando o vinho possui marca e personalidade de seu autor – nesse caso, autora. Susana é uma referência para mulheres de Mendoza que trabalham e comandam vinhedos. O passeio é interessante por apresentar as instalações da bodega, linhas de produção, e, é claro, pela degustação. Mas o destaque fica pela originalidade do projeto, a marca, e pela quebra de tabu em uma sociedade ainda muito machista, infelizmente.

O local também conta com um bom restaurante e som ambiente. Refeições custam de a$ 685 a a$ 930.

Endereço: Cochabamba, 7.801, Agrelo, Luján de Cuyo | Valor: a partir de a$ 130 até a$ 300 (a$ 35 pesos para visitas sem degustação) | Contato: Susana Balbo Wines &  turismo@dominiodelplata.com.ar | Precisa agendar? Preferencialmente, sim | Idiomas: espanhol

Bodega Terraza de los Andes | Luján de Cuyo

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Bodega Terraza de los Andes, em Mendoza, Argentina. Foto: miraargentina.com

Os destaques da visita à Bodega Terraza de los Andes são sua paisagem e arquitetura, com impressionantes instalações em sua bodega e hotel. O local origina de 1898 e sua estrutura ainda está em ótimas condições, algo admirável se considerarmos a quantidade de terremotos sofridos por Mendoza. O nome Terrazas de los Andes é pelos chamados vinhedos de Terrazas, que possuem produção em diferentes altitudes. Inclusive o tour, explica um pouco sobre o envelhecimento dos vinhos, e as diferentes uvas e suas alturas de cultivo, informações bastante interessantes. A visita vale pelas informações passadas pelos guias, paisagens e bons vinhos. A Terraza de los Andes pertence ao mesmo grupo da Bodega Chandon.

Possui Wine Bar e restaurante. O almoço custa a$ 750-1.250 (menu com almoço + sobremesa + bebida). Menu infantil a$ 150.

Endereço: Cochabamba com Thames, s/n, Agrelo, Luján de Cuyo | Valor: a$ 150 simples, a$ 450 premium | Contato: Bodega Terrazas de los Andes  & visitor@terrazasdelosandes.com.ar | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol e inglês (os funcionários sabem um pouco de português)

Bodega Tapiz | Luján de Cuyo

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Bodega Tapiz, em Mendoza, Argentina. Foto: mendoza.travel

A Bodega Tapiz possui como destaque seu passeio único, pois o tour é realizado em uma carruagem puxada por cavalos em torno dos vinhedos. Em seguida, o passeio visita as instalações internas da bodega, com um guia brindando informações. Em algumas ocasiões, permite provar o vinho antes da finalização, algo raro entre as vinícolas de Mendoza. A paisagem é encantadora, com vista para a Cordilheira dos Andes, e a visita vale pelos bons vinhos e passeio diferente.

Seu restaurante é o Restó Tapiz, mas fica em outro endereço, Ruta Provincial 60, s/n, Russel, Maipú, onde também funciona uma pousada.

Endereço: Ruta Províncial 15, KM 32, Agrelo, Luján de Cuyo. | Valor: a$ 115 | Contato: Bodega Tapiz  & turismo@tapiz.com.ar | Precisa agendar? Preferencialmente sim. Idiomas: espanhol, português e inglês

Bodega Chandon | Luján de Cuyo

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A famosa Bodega Chandon, em Mendoza, Argentina. Foto: experiencemendoza.com

A Bodega Chandon e seus espumantes possuem fama e reconhecimento internacional, o que já vale a visita. Ela foi a primeira filial da Moet & Chandon fora da França. Além disso, o tour é interessante e bem profissional. Uma ótima visita se você curte vinícolas maiores, de produção em grande escala (são produzidas mais de 6 milhões de garrafas por ano). A bodega é muito bonita, com um jardim magnífico.

Possui o bistre Chandon que oferece refeições e bebidas, o valor é alto (em média, a$ 750 para adultos, e a$ 150 infantil), mas de qualidade.

Endereço: Ruta Nacional 40, KM 29, Luján de Cuyo, Agrelo | Valor: a$ 130 (grátis, caso almoce no local) | Contato: Bodega Chandon  & info@chandon.com.ar | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol, inglês e português

Bodega La Rural | Maipú

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Bodega La Rural, que abriga um grande e importante museu do vinho, em Mendoza, Argentina. Foto: visiongourmet.com.ar

A Bodega La Rural, da família Rutini, é outra que possui destaque por seu caráter histórico, isso, pois, possui el mejor museo del vino (o melhor museu do vinho), contando toda a história dos vinhos argentinos, em um tour guiado que remonta dezenas de anos passados. O guia fala desde os métodos tradicionais utilizados nos anos 1.800 até a nova indústria e máquinas modernas para a produção do vinho. Da parte antiga menciona-se muito sobre o cultivo, a poda, o rego, e a colheita – alguns destes métodos utilizados pela bodega até hoje. As próprias instalações e maquinário do lugar já são uma aula de história, mas há também o Museo del Vino Bodega La Rural, com mais de 4.000 objetos, ferramentas e máquinas.

Endereço: Montecaseros, 2.625, Coquimbito, Maipú | Valor: grátis, comprando qualquer item da loja de vinhos | Contato: Rutini WinesBodega La Rural & info@rutiniwines.com | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol

Bodegas López | Maipú

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Sala de degustação da Bodega Lopez, em Mendoza, Argentina. Foto: bodegaslopez.com.ar

Em se tratando de vinícolas em Mendoza com produção de larga escala nosso destaque vai para as Bodegas López. Fundada em 1898, hoje é uma verdadeira indústria do vinho, sendo uma das 5 maiores vinícolas de Mendoza. A visita interessa principalmente as pessoas que desejam ver uma indústria de vinho em funcionamento – os barris e tanques de fermentação são enormes. O impressionante setor de engarrafamento engarrafa 10 mil garrafas de vinho por hora. Se não é charmoso como as bodegas familiares e pequenas, vale pela curiosidade. Outro ponto positivo é que o passeio guiado e a degustação são gratuitos.

A bodega ainda possui um pequeno museu e o restaurante El Rincón de López, onde o almoço custa a$ 250-420. O menu infantil sai a a$ 150.

Endereço: Ozamis Norte, 375, General Gutiérrez, Maipú | Valor: grátis. Opções de degustações premium com queijos e vinhos por a$ 250 ou a$ 640 | Contato: Bodegas López  & lopezmza@bodegaslopez.com.ar | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol e inglês

Bodega Trapiche | Maipú

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Bodega Trapiche, em Mendoza, Argentina. Foto: vinosaurio.com

A Bodega Trapiche havia sido abandonada e foi revitalizada em 2006, mantendo seus traços originais que datam de 1912. A arquitetura é vistosa e possui ponto alto em sua sala de degustação, onde pisos de vidro mantêm a vista do piso inferior. O tour inclui passeio pela bodega, contando fatos históricos, e explicando a produção – os guias costumam ser legais. Há um setor que funciona como museu, com máquinas ainda em funcionamento. A vinícola também possui produção orgânica e uma granja de onde fazem adubos naturais.

Possui restaurante, com refeições a partir de a$ 390.

Endereço: Nueva Mayorga, s/n, Coquimbito, Maipú | Valor: a$ 100 | Contato: Bodega Trapiche | Precisa agendar? Sim | Idiomas: espanhol

seta-instinto-viajante Como visitar as vinícolas de Mendoza?

Você pode visitar as bodegas de bicicleta, carro, moto, ônibus, com agências de turismo e até mesmo a pé, dependendo de onde esteja hospedado. Se você não estiver tão próximo (a), a forma mais barata de visitar é de bicicleta ou tomando ônibus e caminhando alguns trechos. Alugar um carro é uma boa opção, pois amplia suas possibilidades e garante conforto.

Bicicleta

Em Mendoza há muitas locadoras de bicicletas, e alugar uma para visitar as bodegas de bike é uma das formas mais baratas de fazer esse passeio. Ao alugar uma bicicleta, pergunte se há alguma parceria com as bodegas. Existem locadoras de bike parceiras das vinícolas que rendem descontos para as visitas de degustação. Valor médio: a partir de a$ 100 por hora e a$ 150-250, o dia.

Ônibus

O sistema de transporte público de Mendoza é bom, e é possível visitar as bodegas de ônibus. Para isso, programe-se bem quanto aos horários e o que terá que caminhar. Os ônibus não aceitam dinheiro, é necessário comprar a tarjeta ciudadana, cartão magnético que é vendido (a$ 10) e recarregado em kioskos (pequenas lojas de conveniência). Em Mendoza é comum quando a pessoa não tem o cartão, e necessita tomar um ônibus, pedir para algum passageiro ou pessoa no ponto passar em troca do dinheiro. Valor: a$ 9.

Veículo próprio ou alugado

Se você possui um veículo ou tem condições de alugar, vale bastante a pena. Dessa forma sua possibilidade de ir mais longe, sem pagar tão caro, aumenta seu leque de bodegas mendocinas. Não é difícil, nem muito perigoso andar pela região. A gasolina custa, em média, a$ 18.

Agências de turismo

Há diversas agências de turismo que promovem tours pelas vinícolas de Mendoza. Esse passeio é interessante se você busca comodidade, sem se importar em quanto irá gastar. Valor médio: a$ 1.000-1.400 (várias bodegas em bicicleta), outras experiências em bodegas com traslado, a$ 1.200-1.600.

seta-instinto-viajante Dicas para visitar as vinícolas de Mendoza

Vinoteca – A primeira dica na verdade é em relação a Mendoza. Se você possui pouco tempo na cidade ou quer apenas conhecer um pouco sobre os vinhos sem visitar as vinícolas, vale a pena visitar uma vinoteca de Mendoza, como a Cava Sastre Burgos. No local, você irá conhecer um pouco da história do vinho, modo de produção, e degustar vários rótulos, pagando barato. Tendo uma produção pequena, seus vinhos são comercializados apenas ali. Endereço: Bv. Bartolomé Mitre, 1.538, Centro, Mendoza | Contato: cava@sastreburgos.com | Valor: a$ 90 pela degustação básica | Idiomas: espanhol e inglês.

Outra opção é a Dos Puntos, mais um espaço que junta vinho e arte.

Melhor época para visitar as Vinícolas de Mendoza – Se sua intenção é ver as parreiras de uvas bonitas e cheias, o melhor é ir no verão, principalmente em fevereiro e março.

Onde se hospedar – Para visitar as vinícolas, convém se hospedar em Chacras de Coria ou ao menos nos departamentos de Luján de Cuyo ou Maipú, que são onde estão concentradas as bodegas, dando opção de visitar algumas caminhando, inclusive. De qualquer forma, hospedar-se no centro não lhe deixa tão distante.

Pontualidade – Os passeios pelas vinícolas costumam começar no horário marcado, portanto tente não se atrasar.

Visite poucas vinícolas por dia – Prefira visitar duas ou três bodegas por dia, no contrário seu passeio será muito corrido, aproveitando pouco, o ambiente, as vinícolas e as conversas interessantes com os donos e funcionários após a visita guiada. Os passeios guiados costumam durar de uma a duas horas.

Perguntar e Agendar – A maioria das vinícolas e bodegas de Mendoza só permitem visitas mediante agendamento prévio, algumas delas lotam e precisam reservar com antecedência. Esteja atento para não deslocar-se em vão. Ao agendar também peça outras informações, quase todas as bodegas respondem com simpatia, e costumam passar inclusive o menu do restaurante e valores, assim você se programa melhor.

Vinícolas fechadas – A maioria das bodegas e vinícolas de Mendoza fecham apenas aos domingos. O que percebemos em nossas visitas é que algumas delas aparentavam estarem fechadas, mesmo quando estavam abertas. Geralmente há um portão grande sempre fechado e um serviço de portaria. Não vá embora, toque o interfone e aguarde o atendimento. Conhecemos pessoas que foram até o portão e não entraram por pensarem que a bodega estava fechada.

Pergunte – Cada vinícola possui uma estrutura, serviços oferecidos e valores diferentes. Algumas possuem visitas gratuitas, outras não; algumas oferecem opção de almoço; algumas possuem guias em português, outras apenas em inglês e espanhol; algumas necessitam agendamento para visitar, outras não. Portanto, pergunte todas as informações por e-mail ou telefone antes de visitar suas bodegas de interesse.

Almoço – Almoçar nas bodegas provavelmente sairá mais caro do que almoçar em algum restaurante de Mendoza. Tenha isso em conta e caso não queira gastar esse dinheiro, tome um café reforçado, e faça as visitas pela manhã, com pausa para o almoço; ou visite-as após o almoço. O importante é não ir de estômago vazio, pois isso potencializa os efeitos da bebida.

Descontos – Como dissemos acima, ao alugar uma bicicleta para fazer a visita, pergunte se há alguma parceria com as bodegas. Existem locadoras de bike parceiras das vinícolas que rendem descontos para as visitas de degustação.

Tour ou garrafa de vinho? – Note que em alguns casos, o custo da visita guiada pelas vinícolas de Mendoza são similares ao valor de alguns rótulos, ao serem comprados nas próprias bodegas. Isso significa que, se você está interessado exclusivamente em beber, pode ser mais vantagem visitar a bodega apenas para comprar as garrafas de vinho, sem realizar o tour. Você provará menos rótulos, mas em quantidade maior, degustando bem. Em alguns casos a visita com degustação é grátis se comprar garrafas no local, pergunte sobre isso também.

Quantas garrafas de vinhos posso trazer? – Se você deseja levar algumas garrafas de vinho para casa, saiba que é permitido levar 12 litros, ou seja, 16 garrafas. Geralmente, as pessoas levam em caixas de papelão e, para proteger, enrolar nas roupas. O melhor lugar para comprar os vinhos é mesmo nas bodegas, pois além dos bons preços, há alguns rótulos que só são vendidos no local.

Fiesta Nacional de la Vendimia – Mendoza possui muitas festas populares ao longo do ano, sendo a principal delas a Fiesta Nacional de la Vendimia, que comemora a colheita das uvas e vai desde dezembro, até março, quando ocorre a escolha da reina de la Vendimia de Mendoza (rainha da Vendimia de Mendoza). O Festival de música clásica por los Caminos del Vino ocorre em abril.

Azeites – Se você gosta de bons azeites, Mendoza também possui ótimas produções locais e lugares para degustar. Queijos também são fartos na região.

Segure o CTRL e clique nas miniaturas abaixo para ver mais algumas fotos nossas em vinícolas de Mendoza:

Obrigado pela leitura e boa viagem!

Contribuiu para este artigo: Javier Canete

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Compromisso ético: algumas dessas visitas foram cortesias para o Instinto Viajante, mas deixamos nossa palavra que isso não influenciou na escolha da nossa lista e, algumas, inclusive, nem foram citadas. Este artigo foi escrito de maneira ética e honesta.

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Comentários

  1. […] No caminho do vinho, Mendoza é o maior destaque, e seus rótulos possuem tanto reconhecimento quanto os vinhos franceses e italianos. Ao todo, são mais de 1.200 vinícolas, produzindo milhões de Hectolitros por ano, geralmente armazenados em barrica de roble francés (barris de carvalho francês) pelas bodegas. Fonte do texto e imagem: Instinto Viajante […]

  2. […] No caminho do vinho, Mendoza é o maior destaque, e seus rótulos possuem tanto reconhecimento quanto os vinhos franceses e italianos. Ao todo, são mais de 1.200 vinícolas, produzindo milhões de Hectolitros por ano, geralmente armazenados em barrica de roble francés (barris de carvalho francês) pelas bodegas. Fonte do texto e imagem: Instinto Viajante […]

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