O que fazer em Bariloche, Patagônia Argentina (além do óbvio)

parque-llao-llao-bariloche-11

O que fazer em Bariloche, Patagônia argentina

Está buscando o que fazer em Bariloche, na Patagônia argentina, além dos passeios principais, como o Circuito Chico, esquiar no cerro Catedral, e a Ruta de los 7 Lagos?

Então você está no lugar certo para planejar sua viagem a Bariloche! Veja nossa lista completa com o que fazer em Bariloche, Argentina!

Lembro a você que esse artigo é destinado apenas a mostrar o que fazer em Bariloche. Se está planejando sua viagem, veja também o FAQ Viagem para Bariloche (+50 perguntas & respostas) Guia completo de Bariloche e planeje melhor a trip com dicas de viagem, como chegar e preços.

o-que-fazer-em-bariloche

Parque Llao Llao, em Bariloche, um dos passeios que não falaram para nós, mas que é um dos mais lindos da cidade – Instinto Viajante

San Carlos de Bariloche é uma das cidades mais turísticas da Argentina, e uma das mais visitadas por brasileiros que querem ver neve e esquiar. Localizada na região dos lagos argentinos, Bariloche possui natureza privilegiada, à margem do lindo lago Nahuel Huapi, que brinda seus moradores com várias praias de água doce; e cercada por cerros (montanhas) enormes (alguns parte da Cordilheira dos Andes) quase sempre com cumes nevados, mesmo no verão. Para quem deseja passear a céu aberto e curtir a natureza, o verão é a época mais apropriada, enquanto o inverno oferece a possibilidade de ver e brincar na neve, e esquiar.

que fazer em Bariloche, Argentina?

Responder o que fazer em Bariloche não é uma tarefa simples, já que a cidade possui inúmeros atrativos para todos os públicos: jovens, adultos, aposentados e famílias com crianças, além de agradar desde viajantes e mochileiros low cost até o turista tradicional, com diversos tipos de passeios e preços.

Recomendo viajar para Bariloche principalmente se você gosta de ecoturismo, passeios a céu aberto e esportes, como senderos (trilhas), trekking e passeios de barco. A cidade possui ampla gama turística, com muitos tipos de restaurantes e hospedagens, posto de gasolina, bancos e terminal de ônibus.

Devido a quantidade de coisas para fazer em Bariloche, dividimos este artigo em três sub-tópicos:

Ajude o Instinto Viajante a se manter no ar =) Clique aqui e doe quanto quiser. Obrigado!

seta-instinto-viajante que fazer em Bariloche com crianças

toboga_cerro_viejo_bariloche

Tobogã no cerro Viejo – ótimo passeio com as crianças em San carlos de Bariloche. Fonte: youtube.com/watch?v=A83mS4sEdyA.

Se você visita Bariloche com os filhos e a intenção é brincar na neve, indicamos o cerro Otto e o parque Piedras Blancas, que é bem divertido e mais barato que o famoso cerro Catedral (a idade para começar a esquiar é de 3 anos, mas a partir de 5 anos a criança aproveita mais o momento). Claro que, se estiverem com tempo e dinheiro, vale muito uma visita ao cerro Catedral. No mais, recomendo os seguintes passeios para crianças em Bariloche:

  • passar o dia nas praias, lagos e lagunas;
  • Parque Nahuelito;
  • Parque Ecoturístico cerro Viejo que possui escorrega;
  • Punta Princesa
  • cerro Campanario;
  • passeios de barco;
  • caminhadas pelo centro da cidade, Centro Cívico, Colonia Suiza;
  • visitas às cidades de Villa la Angostura e El Bolsón;
  • em dias de chuva, você pode optar pelo cinema com salas normais ou 3D.

Cada um desses passeios está detalhado em seus respectivos tópicos a seguir.

seta-instinto-viajante O que fazer em Bariloche, Argentina (os clássicos)

centro-civico-de-bariloche

Centro Cívico de Bariloche, Patagônia, Argentina – Instinto Viajante

Informações turísticas – O principal centro de apoio ao turista é a Secretaria de Turismo de San Carlos de Bariloche, no Centro Cívico, no centro, diariamente, de 8h as 21h. Lá há mapas com as atrações e guia de Bariloche. Há muitos informes em português devido a grande presença de turistas brazucas na cidade. Bem próximo daí também está a Intendencia del Parque Nacional Nahuel Huapi (Av. San Martín, 24), e a Asociación Argentina de Guías de Montaña (calle Güemes, 691). O terminal e aeroporto de Bariloche também possuem pequenos quiosques de apoio ao turista.

Centro Cívico

O Centro Cívico também é um local de interesse turístico. Achei organizado, limpo e com uma linda arquitetura com construções que mesclam madeira e pedras. Por estar um pouco mais alto, tem uma vista linda para o lago Nahuel Huapi. Vale a pena ver o amanhecer e/ou por do sol de lá.

Também no Centro Cívico de Bariloche está o Museo de la Patagonia (gratuito, com colaboração voluntária. Aberto de terça a sexta, das 10h as 12:30h; e das 14h as 19h; e sábados, das 10h as 17h), que conta um pouco da história da Patagônia e sua fauna.

Parque Nacional Nahuel Huapi

Parque Nacional Nahuel Huapi engloba boa parte da natureza que envolve Bariloche. São mais de 700 mil hectares de áreas protegidas que vão desde o caminho para a Ruta de los siete lagos até o cerro Catedral, passando por alguns povoados vizinhos e pelo cerro Tronador.

Nesse espaço estão muitos lagos, cachoeiras, praias de água doce, montanhas e a imponente Cordilheira dos Andes, limite natural com o Chile. Se você curte ecoturismo, o parque é um prato cheio, com possibilidades de muitas fotografias e esportes outdoor, incluindo rafting, cavalgadas, trilhas, trekking, montain bike, rapel e refúgios de montanha.

As atividades são praticadas durante todo ano, com foco nos lagos durante o verão, e na neve, durante o inverno. O parque possui áreas de camping organizado (pagas, mas com boa estrutura), camping agreste (mais baratos, mas sem duchas quentes), e de camping livre (gratuitas, mas sem estrutura e duchas). Não é permitido entrar com animais e fazer fogo.

Horário: de 8h as 21h (no verão); e de 8h as 17h (no inverno). Duração: ao menos 1 dia inteiro. Valor: Os setores pagos do parque custam a$ 150 para turistas do Mercosul. Mapa do Parque Nacional Nahuel Huapi. Mais informações: Intendencia del Parque Nacional Nahuel Huapi (Av. San Martín, 24).

Circuito Chico

Passeio mais famoso de Bariloche, aquele clássico que todos (as) os (as) turistas fazem. Trata-se de um city tour das paisagens naturais pelos arredores da cidade que saem todos os dias, pela manhã e tarde e percorre cerca de 65 KM.

É um ótimo tour em qualquer mês do ano. O passeio é oferecido por quase todas as agências de turismo e, apesar de parecer mais um tour monótono, vale a pena fazer.

Eu e a Isabela fizemos por conta própria, tomando ônibus de linha mesmo, e as paisagens são belíssimas.

Duração: em média, 4h. Valor: a partir de a$ 280, sem custo do teleférico do cerro Campanario, este custa a$ 150 (a$ 75 para crianças e idosos. Menores de 5 anos grátis), mas também pode ser feito em bicicleta, ou por conta própria, com veículos ou linhas públicas de ônibus. Lugares visitados pelo Circuito Chico com agências:

  • Parada 1 – Mirante do Cerro Campanario – o valor do teleférico não está incluso no passeio;
  • Parada 2 – Fábrica e loja Rosa Mosqueta, com óleos, doces, chás e outros produtos feitos com rosa mosqueta, abundante na região – os produtos costumam ser mais caros do que em outros lugares, como lojas e farmácias;
  • Parada 3 – Parque Municipal Llao Llao, Península Llao Llao, Mirante Ponto de Vantagem, Capilla San Eduardo, Hotel Llao Llao e píer Puerto Scarf – a parada no hotel é rápida, se você deseja ver com calma, aqui há uma visita guiada gratuita;
  • Parada 4 – Ponte Angostura, entre os lagos Nahuel Huapi e Moreno.

Circuito Grande

O Circuito Grande é a visita aos povoados vizinhos de Villa La Angostura e Villa Traful, no início da Ruta de los 7 lagos, totalizando cerca de 240 KM. O passeio por esse trecho, conhecido como Valle Encantado faz jus ao seu nome, pois é lindo e imperdível, visitando cinco lagos.

Importante: as saídas são pela manhã e esse passeio não costuma ser oferecido durante o inverno.

Duração: 1 dia inteiro (10h), mas se você puder, vale a pena um pernoite em Villa la Angostura e/ou em Villa Traful. Valor: empresas oferecem a partir de a$ 740 (sem incluir entrada no parque para o cerro Tronador; e teleférico do cerro Bayo). Ele também pode ser feito por conta própria, principalmente se você estiver com um veículo. O ônibus de linha que sai do terminal custa a$ 70 por trajeto até Villa la Angostura.

Cerro Catedral

ponto turístico mais famoso de Bariloche. A imponente montanha possui 2.405 M de altitude e é onde está uma das estações de esqui mais famosas da América do Sul, a Catedral Alta Patagonia. O local, a 20 KM do centro, é lindo em todas as épocas do ano, portanto pode ser visitado como mirante durante o verão, primavera e outono.

O Catedral Alta Patagonia possui estrutura impecável para quem deseja esquiar e curtir a neve, com ascensores, pistas de esqui e esqui nórdico, tubing (deslizar na neve com boias), culipatin (esqui-bunda), caminhadas e trekking na neve, trenós, parapente, mountain bike, etc.

Para quem visita Bariloche com os filhos, o espaço cerro Mágico do cerro Catedral é um parque de diversões para famílias, com atividades extra-esqui.

O cerro Catedral possui mais de 600 hectares de área de esqui e 53 pistas de diferentes níveis e idades, além de serviços de hospedagem, restaurantes, aluguel de equipamentos, aulas de esqui e snowboard, lockers para bagagem, lojas, e estacionamento.

Para chegar há traslados de agências, remis e táxis, e transporte público (veja os horários) a cada 30 minutos. Na base do cerro Catedral está o setor Villa Catedral, onde há hotéis, restaurantes, lanchonetes e lojas.

Temporada de esqui: de meados de junho até outubro. Horário: 9h-17h. Duração: merece ao menos um dia inteiro de passeio, mesmo que você não vá esquiar. Valores: Passes diários para esquiar custam a partir de a$ 770 (baixa temporada), e a$ 1.065 (alta temporada); meio dia custa a$ 615 (baixa) e a$ 910 (alta). Consulte aqui todos os valores. Passeio de meio dia ao cerro Catedral com traslado e guia, a$ 280.

Seu interesse é esquiar? Veja os melhores centros de esqui da Argentina; e os 21 destinos mais baratos para esquiar na Argentina.

cerro-catedral-bariloche-argentina

Cerro Catedral, em Bariloche, Patagônia, Argentina. Foto: seepatagonia.com

Cerro Campanario

O passeio mais lindo que fizemos na cidade. Sem dúvidas um lugar imperdível em sua lista com o que fazer em Bariloche, principalmente se você gosta de fotografias de paisagens!

No local está o melhor mirante de Bariloche, a 1.049 M de altura, contemplando uma vista panorâmica enorme que engloba a cidade, e os principais lagos e montanhas.

Fica a 17 KM do centro e de lá é possível ver facilmente a região da Colonia Suiza; os lagos Nahuel Huapi, Moreno; a laguna Trébol; a península de Llao LLao e San Pedro; a Isla Victoria; e os cerros Otto, Catedral; López, Goye.

Para subir, existem ascensores pagos ou uma trilha curta e gratuita, de 20 minutos de subida, que foi por onde subimos.

Dica: vá pela manhã para melhores fotos. Se não for possível, opte por um fim de tarde. Durante o dia, quando está sol, a luminosidade prejudica as fotografias.

Mais dicas de fotografia

Duração: 3h (subindo e descendo a pé). Valor: Traslado e guia cerro Campanario a partir de a$ 180 + Aerosillas (teleférico), a$ 150 (a$ 75 para crianças e idosos. Menores de 5 anos grátis). Pode ser feito por conta própria. O teleférico funciona das 9h as 17:30h e a chegar no topo há um fotógrafo que captura sua chegada e cobra pela foto (caso você queira comprar).

Cerro Otto, Parque Piedras Blancas e Confeitaria Giratória

O cerro Otto é um lindo complexo turístico, com mirante, que está a apenas 6 KM do centro. Possui vista para os cumes nevados, além dos setores Piedra de Habsburgo e Parque Piedras Blancas, que oferece lazer na neve e Centro de Ski Nórdico, principalmente para iniciantes e crianças, no Winter Park.

Dentre as atividades de Piedras Blancas estão: culipatin (esqui-bunda), caminhadas e trekking na neve, trenós, etc.

É um ótimo local para iniciantes que querem tomar aulas de esqui, pois é bem mais barato e próximo do que o cerro Catedral.

Também no cerro Otto está a famosa Confeitaria Giratória de Bariloche, que faz um giro de 360º a cada 20 minutos. Para subir há um ascensor pago desde a base, ou pode-se subir caminhando, em veículos, ou em bicicletas.

Atenção: o local é muito movimentado durante o inverno, mas fora de época é um lugar onde vêm acontecendo pequenos roubos. Nós subimos caminhando e infelizmente fomos roubados por 3 pessoas. Seja por nossa experiência, seja pelo que ouvimos das pessoas que vivem em Bariloche, recomendo visitar essa montanha de carro, remis/táxi ou carona, pois a maior chance de acontecer algo é caminhando pela trilha. Se desejar substitui-lo, indicamos subir o cerro Campanario, pois é o que possui a vista mais linda da cidade.

Duração: meio dia apenas para o mirante, um dia inteiro para as atividades em Piedras Blancas. Valor: Aerosillas (teleféricos) cerro Otto, a$ 150 (a$ 75 para crianças e idosos. Menores de 5 anos grátis); teleférico cerro Otto com visita a confeitaria giratória + ônibus de ida e volta do centro, a$ 300 / a$ 220, crianças de 6 a 12 anos e maiores de 65 anos / até 5 anos, grátis Culipatin (esqui-bunda) e trenó em Piedras Blancas, a partir de a$ 600 / a$ 400, crianças até 11 anos, na baixa temporada; e a partir de a$ 900 / a$ 600, crianças até 11 anos, na alta temporada (disponível somente no inverno). É possível subir por conta própria e consumir os serviços no local.

Foto com cães São Bernardo

Eu, particularmente, não vejo tanta graça, mas em vários locais de Bariloche é possível ver fotógrafos acompanhados de cães São Bernardo que cobram por uma foto ao lado do mascote. Talvez seja mais interessante para quem viaja com crianças. Caso te interesse, um local onde sempre há é no Centro Cívico.

Passeios de barco

Dentre os passeios lacustres em Bariloche, os mais populares são:

  • Isla Victória – Passeio de barco pelo lago Nahuel Huapi, até a Península Quetrihué e Bosque de Arrayanes, em Villa La Angostura, local que – segundo moradores locais – inspirou Walt Disney a criar o cenário do filme Bambi; e a Isla Victoria. A ilha possui pinturas pré-históricas e trilhas para caminhada, como para a playa del Toro, e a subida ao cerro Bella Vista, que também pode ser feito em teleférico, e de onde se tem uma vista panorâmica do lago e da ilha. No caminho também vemos a casita del bosque, uma pequena casa de madeira. Duração: meio dia ou dia inteiro (se você gosta de caminhar, vale a pena eleger o passeio mais longo). Se você deseja um passeio mais curto, consulte sobre a ida para a isla Huemul. Valor: a$ 780 (adultos) / a$ 390 (crianças até 12 anos; até 4 anos, grátis), não inclui entrada para o parque nacional (a$ 150 para turistas do Mercosul) e taxa de embarque (a$ 43). Obs: esse passeio é mais barato quando feito desde Villa la Angostura – trajeto só de ida ou volta, a$ 300 (adultos) / a$ 200 (menores até 12 anos). Trajeto de ida + volta, a$ 450 (adultos) / a$ 225 (menores até 12 anos). Menores de 3 anos não pagam.
  • Puerto Blest – Outro passeio de barco é o que começa com trajeto terrestre até Puerto Pañuelo, e de lá, navega até Puerto Blest com visita à cascada de los Cántaros. O passeio inicia pelo Brazo Blest, navegando pela Isla Centinela, onde fica o túmulo de Perito Moreno, e Puerto Cántaros, onde começa o sendero (trilha) Selva Valdiviana, que leva ao Lago Los Cántaros, à cascada de los Cántaros, e ao mirador río Frias. É um lindo passeio e possui a possibilidade de incluir o lago Frías no recorrido – esse trajeto é a primeira parte da excursão mais longa, que navega de Bariloche até Puerto Varas, no Chile, no chamado Cruce Andino, que é o mais lindo e famoso, mas também bastante caro. Duração: meio dia. Valor: a$ 780 (adultos) / a$ 390 (crianças até 12 anos; até 4 anos, grátis), não inclui a taxa de embarque (a$ 43); há opção de incluir o Lago Frias por mais a$ 300.
  • Cruce Andino, ou Cruce de los Lagos – Dura o dia inteiro e combina a navegação pelos lagos Nahuel Huapi, Blest, Frías e Todos los Santos, com dois trechos curtos por terra. A volta pode ser feita de ônibus, em cerca de 5 horas de viagem. Entre os dois passeios mais curtos, acredito que – apesar de serem bem parecidos – para Puerto Blest seria a melhor opção, pois o catamarã é mais confortável e a paisagem um pouco mais bonita. Duração: dia inteiro. Valor: US$ 230 (28/03 a 30/06), US$ 280 (06/01 a 27/03; e 01/07 a 25/12), US$ 300 (réveillon) – Crianças de 2 a 11 anos pagam meia.

Visitar Villa La Angostura

Villa la Angostura é uma pequena cidade vizinha a Bariloche, pequena, bonita e bem cuidada. Nós fomos para passar uns dias e vale muito a pena.

Se você quiser ir com agências, a visita está incluída no Circuito Grande. Mas recomendo visita-la por conta própria, em veículos ou com o ônibus que sai todos os dias, em vários horários, da rodoviária.

É lá que está a montanha com mirante e centro de esqui e esqui-bunda, Cerro Bayo.

→ Veja também: Guia de viagem Villa La Angostura

Duração: dia inteiro. Valor: traslado ida e volta a partir de a$ 740 (sem incluir o teleférico do cerro Bayo). O ônibus de linha que sai do terminal custa a$ 70 por trajeto.

Ruta dos 7 lagos e San Martín de los Andes

San Martín de los Andes é uma encantadora cidade com clima de montanha, localizada à beira do lago Lácar.

O camino de los siete lagos, trata-se basicamente da parte da estrada RN 40 que liga Villa la Angostura a San Martín de los Andes, atravessando o Parque Nacional Nahuel Huapi e o Parque Nacional Lanín. Possui esse nome, pois, ao longo dos seus 110 KM, passa por sete lagos.

A estrada, que hoje é pavimentada, é espetacular, com diversos pontos de observações para montanhas (normalmente nevadas), bosques e lagos, e muito indicada para turismo e fotografia.

No verão as cores são vivas e deslumbrantes e no inverno, com neve, simplesmente magnífica.

As diversas localidades ao longo da estrada possuem algumas áreas para piquenique, camping, hospedagens, lanchonetes e restaurantes.

Importante: Para quem quer fazer o passeio com agências de turismo, saiba que ele não é oferecido durante o inverno. Duração: dia inteiro. Valor: traslado ida e volta a partir de a$ 740. O ônibus de linha que sai do terminal custa a$ 200 por trajeto até San Martín de los Andes. Para quem visita em veículos, pode ser necessário o uso de correntes nas rodas no inverno. Veja aqui todo passeio detalhado e os lagos da ruta.

Turismo histórico-cultural e museus

A Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi, ou apenas Catedral de San Carlos de Bariloche (calle Vice Almte O Connor, 500), é a igreja mais emblemática de BarilocheUm local fácil de chegar, no centro, que vale a visita.

Outros pontos de interesse são o Monumento Historico Municipal Capilla La Inmaculada (calle Elflein 502), também no centro; e a Capilla de San Eduardo, ou Parroquia San Eduardo (Av. Ezequiel Bustillo, KM 25,5), que faz parte do Circuito Chico. Bariloche também possui os museus a seguir:

  • Museo de la Patagonia Francisco Perito Moreno conta a história da Patagônia e sua fauna, com salas de ciências naturais, etnografia, pré-história, história regional, biblioteca, etc. Horário: terça a sexta, das 10h as 12:30h; e das 14h as 19h; e sábados, das 10h as 17h. Duração: 1 hora. Valor: gratuito, com colaboração voluntária. Endereço: Centro Cívico.
  • Museo Paleontológico de Bariloche conta a história dos dinossauros que foram encontrados na Patagônia. O local possui fósseis, ossos e réplicas.  Horário: segunda a sábado, das 16h as 19h. Duração: 1 hora. Valor: a$ 30 e a$ 15 (menores, estudantes, professores e aposentados pagam meia). Endereço: calle 12 de Octubre com calle Sarmiento.
  • Nas imediações do lago Gutiérrez está o Museo Geológico y Paleontológico Rosendo Pascual, ou apenas Museo del lago Gutiérrez, que é pequeno, mas interessante, pois possui mais de 10 mil peças, mostrando invertebrados, aves, ossos de dinossauros e cristais da Comarca Andina e da Patagônia. Um bom lugar para saber sobre a geologia e paleontologia da região. Horário: diariamente, das 9h as 12:30h, e das 15h as 20h. Duração: 1 hora. Valor: a$ 50 (grátis para menores de 12 anos). Endereço: calle Bosque Petrificado, 367, Villa los Coihues.
  • No cerro Otto está a Galería de Arte Cerro Otto que possui exposição permanente de réplicas de Miguel Ángel (ou, para nós, Michelangelo Buonarroti) em tamanho natural. Horário: diariamente, das 10h as 18h. Duração: 1 hora. Valor: incluso no ticket do teleférico. Para quem sobe por conta própria é necessário consultar o valor na entrada. Endereço: Av. de los Pioneros, KM 5.

Os teatros em Bariloche são: o Estación Araucania (Av. Ezequiel Bustillo, KM 11,4), um lugar pequeno, mas legal, de onde são vistos alguns espetáculos musicais e apresentações teatrais. O outro é o teatro La Baita, mas que atualmente parece um pouco descuidado. Para dias de chuva, tenha em conta que Bariloche possui cinema.

Turismo gastronômico

Provar chocolates, sorvetes, geleias e doces da região são boas opções de intercâmbio culinário.

Os bons vinhos argentinos e cervejas artesanais também são uma ótima pedida, a maioria produzidas em Bariloche e El Bolsón.

Esses passeios podem ser encaixados diariamente, à noite, e até mesmo nos dias de chegada e saída da cidade.

  • Cerveja artesanal – Os bares e restaurantes se concentram principalmente no centro e arredores do Centro Cívico. As cervejarias artesanais que indicamos são: Cervejaria Blest, Berlina, La Cruz, Wesley, Bachmann, Manush, Kunstmann, e Antares.
  • Comer – Você pode comer um bom fondue na Colonia Suiza. Provar chocolates – As principais lojas estão espalhadas na calle Mitre, no centro. Indicamos as lojas de chocolate: Chocolates del Turista (essa boa e barata, com um gostoso alfajor de framboesa), a Mamuschka, e a Chocolates Rapanui que possuem grande variedade e algumas amostras grátis (todas na calle Mitre). Em Bariloche também há o Havanna Museo del Chocolate (antigo Fenoglio Museo del Chocolate), museu de chocolate da famosa marca Havanna.

Passeios de compras em Bariloche

Na calle Mitre estão a maioria das lojas de artigos, roupas, presentes, chocolates, artesanatos, etc. A calle Onelli também possui boas opções de compras é o local onde moradores locais compram mais, ou seja, com menos inflação turística.

Artesanato

A Galería del Sol (calle Mitre, 302) é linda por sua arquitetura e possui algumas possibilidades de compras de artesanatos.

Também no centro, vale dar uma passada pela Feria Artesanal Municipal e pela Casa de Artesanías Mapuche (calle Moreno com calle Villegas) que funcionam todos os dias. Nesse local está o Salón Cultural de Usos Múltiples (SCUM), que funciona de segunda a sexta, das 9h as 21h, e sábados, das 10h as 13h / 17h as 20h, e possui exposições de artistas locais.

Para mais informações sobre artesanato, visite a Asociación de Artesanos de Bariloche (calle Elflein, 38; de segunda a sábado, das 10h as 13h, e das 17h as 20h.

Horários: Em geral, os locais de compras funcionam de 10h as 13h, e de 16h as 21h. Duração: esse tipo de passeio pode ser encaixado diariamente, à noite, e até mesmo nos dias de chegada e saída da cidade.

Vida noturna

Bariloche possui diversas opções de vida noturna, dentre restaurantes, bares, pubs, cassino, e boliches (boates/baladas). Confira:

  • Cassino – O cassino da cidade é o Casino Tresor, ou apenas Casino de Bariloche, possui local amplo e diversas mesas de jogos, serviços gastronômicos e música. Aos domingos costuma haver tango ao vivo. Horário: quinta a domingo, das 14h as 4h; sexta, sábado e vésperas de feriado, das 14h as 5h. Endereço: Av. San Martín, 535.
  • Bar de gelo – Bem perto do cassino, está o Ice Bariloche, o bar de gelo, com sistema parecido com o bar de gelo de El Calafate, permitindo 25 minutos de permanência e emprestando as roupas térmicas necessárias para a visita. Possui mais de 40 mil quilos de gelo, dois palcos, iglu, e toda estrutura de gelo, incluindo mesas, cadeiras e paredes. Ao lado, funciona um bar normal, onde você poderá passar quanto tempo quiser. Horário: De 19:00 às 2:00 hs. Endereço: Hotel Panamericano, calle España, 476.
  • Cervejarias artesanais – Cervejaria Blest, Berlina, La Cruz, Wesley, Bachmann, Manush, Kunstmann, e Antares.
  • Bares – A calle Mitre, no centro, e os arredores do Centro Cívico são os lugares que possuem os principais bares. Outro setor boêmio de Bariloche é a Av. San Martín, pois são os bares que costumam funcionar até mais tarde e está próxima do cassino. O bar Wilkenny (Av. San Martín, 435) é um dos bares mais famosos da cidade, e possui DJ após 1h da manhã. O bar La Bomba (calle Urquiza, 248) que funciona as sextas e sábados é uma boa opção para ouvir jazz e blues.
  • Boates / Baladas – Os principais discos ou boliches de Bariloche, como são chamadas as casas noturnas, estão na calle Juan Manuel de Rosas, às margens do lago Nahuel Huapi; e tocam principalmente reggeaton, mas podem tocar cumbia, cachengue, dance comercial, músicas latinas e hip-hop. Atendem a um público com idade média de 17 a 30 anos, e costumam funcionar quintas, sextas e sábados. As mais famosas são: Grisu (calle J.M. de Rosas, 574), Genux (calle J.M. de Rosas, 412), Cerebro (calle J.M. de Rosas 406), Roket (calle J.M. de Rosas, 424), essa com músicas dos anos 80 e 90, e aberta de terça a domingo; e By Pass (calle Rolando, 155), também aberta de terça a domingo. Importante: Argentinos possuem ritmos noturnos um pouco mais tarde que no Brasil, portanto a pré costuma ser feita entre 22-23h, e a entrada na boate a partir de 1h.
  • Aventura + culinária – Outra opção de lazer noturno incomum durante o inverno são os passeios que combinam aventura e gastronomia – atividades nas montanhas nevadas em motos, trenós e quadriciclos, com jantar nos refúgios (somente no inverno). O mais famoso é o Noche Nordica, mas há também o El Refugio, em Arelauquen Lodge, La Cueva, no cerro Catedral, e a Caminhada noturna com lanternas, no refugio Neumeyer. Para esses passeios noturnos, espere preços salgados, a partir de a$ 2.500-3.000.

Festivais

A principal festa de Bariloche é a Fiesta del Chocolate (Festa Nacional do Chocolate), que ocorre durante a Semana Santa, no Centro Cívico, com música e atividades relacionadas ao chocolate, normalmente com comemoração pública e distribuição de chocolates, no domingo de páscoa.

Dentre os principais eventos esportivos estão: a Semana de la Aventura Patagónica, o Open Shimano, e o Encuentro de Kayakistas.

competencia 1000 Millas Sport é uma corrida de carros antigos interessante que sai do Hotel Llao Llao, com presença de alguns Bugatti, Alfa Romeo e Maserati, esportivos de décadas passadas.

Os eventos de neve são: Fiesta Nacional de la Nieve (em junho, no cerro Catedral) e Semana Internacional de Esquí (em agosto), além de diversas competições de esqui e snowboard.

Outras festas populares em Bariloche: Año Nuevo Mapuche (em 24 de junho), Fiesta del Curanto (comida tradicional suíça, na Colonia Suiza), Fiesta de la Cerveza ArtesanalFiesta de las Colectividades (se associa a Bariloche, mas acontece em Dina Huapi), Fiesta Nacional de la Trucha, e conciertos del Camping Musical en Llao Llao (para amantes de música clássica).

corrida-de-carros-antigos-em-bariloche

Competencia 1000 Millas Sport, corrida de carros antigos de Bariloche, Argentina. Fonte: interpatagonia.com


Booking.com

seta-instinto-viajante O que fazer em Bariloche além de esquiar no cerro Catedral e do óbvio

cerro-tronador-bariloche

Cerro Tronador, San Carlos de Bariloche, Patagônia, Argentina. Fonte: Flickr de McKay Savage.

Cerro Tronador, Cascada los Alerces, Ventisquero Negro e Garganta del Diablo

Com 3.491 M de altitude, o cerro Tronador é um vulcão antigo que detém o título de montanha mais alta de Bariloche.

Este passeio, a cerca de 80 KM do centro, também é considerado o de percurso mais bonito dentre os arredores da cidade.

No local, há um sendero (trilha) que pode ser realizado a pé ou a cavalo, demarcado pelo Club Andino Bariloche, e que leva até um refúgio de montanha administrado pelo mesmo, o refugio Otto Meiling.

Nas proximidades dos glaciares Alerce e Castaño Over, há alojamento e outros serviços básicos.

Os glaciares que cercam o cerro Tronador dão origem a diversos arroios que confluem na região de Pampa Linda, formando o río Manso.

O cerro Tronador é um local ótimo para trekking e caminhadas. Portanto, tome um café da manhã reforçado e saia cedo para aproveitar bem o dia.

A estrada possui o início asfaltado e o trecho seguinte de rípio (estrada de terra e pedras), mas em boas condições.

A parada padrão de quem vai com agências de turismo de Bariloche é na cascada los Alerces, um conjunto de quedas d´água pequenas, mas com cores esverdeadas bonitas. Se você chegar cedo, vale a pena visitar a cascada los Alerces primeiro e o cerro Tronador por último.

Da guarita de entrada até a queda d´água são cerca de 30 KM e mais 300 M de caminhada em passarelas de madeira sobre o río Manso (ou seja, não vá de saltos, opte por rasteiras e tênis). O local possui banheiros e uma casa de chá.

Saindo da cascada los Alerces até o cerro Tronador são pouco mais de 40 KM. No caminho, vale a pena dar uma parada no mirador lago Mascardi, de onde se tem uma ótima vista para esse lindo lago. As cores lembram bastante os lagos vistos em Torres del Paine, no Chile.

Desde aí até o cerro Tronador, o caminho é estreito, por uma linda estrada de terra que vai penetrando em meio ao bosque de árvores enormes. Já no fim da estradinha, ao se aproximar da base do cerro Tronador, ao lado esquerdo, observamos o Ventisquero Negro, um glaciar bastante diferente dos padrões, devido a sua tonalidade mais escura, que nos dá a impressão de ser apenas um monte de pedras.

Dali são poucos minutos até a base que é linda! No caminho há uma placa indicando a trilha para a Garganta del Diablo (cerca de 50 minutos ida e volta), que leva à base do morro e às quedas d’água resultados de degelos dos glaciares – o local é bonito e vale a visita, mas não espere algo tão grande e imponente quanto a Garganta do Diabo, localizada nas Cataratas de Iguaçú.

Da base, observa-se dezenas de cachoeiras que escorrem pela imponente montanha. O local também possui banheiros e lanchonete.

Se você tem tempo e veículo, há a possibilidade de uma visita também ao bonito lago Steffen.

O setor cerro Tronador faz parte do Parque Nacional Nahuel Huapi, o que significa que a entrada é paga.

Horário de entrada: de 8h as 21h (no verão); e de 8h as 17h (no inverno). Duração: ao menos um dia inteiro. Valor: a$ 150 para turistas do Mercosul. Mapa do Parque Nacional Nahuel Huapi. As agências costumam cobrar a$ 740 pelas visitas ao cerro Tronador e Ventisquero Negro (sem incluir entrada no parque) e não há transporte público até lá. Mais informações: Intendencia del Parque Nacional Nahuel Huapi (Av. San Martín, 24).

Horários permitidos para ir e voltar:

  • Cascada los Alerces – Mão dupla: 18h as 10h | Somente ida: 14h as 17h | Somente volta: 11h as 13h
  • Cerro Tronador – Mão dupla: 19:30h as 9h | Somente ida: 10:30h as 14h | Somente volta: 16h as 18h
  • Lago Steffen – Mão dupla: 21h as 7h | Somente ida: 10h as 14h | Somente volta: 15h as 20h

Cerro López e Refugio López

Uma das montanhas mais lindas para fazer trekking em Bariloche. Seu caminho em meio ao bosque patagônico é sublime e de puro contato com a natureza.

Logo no início está o Cementerio del Montañes, um local que homenageia os escaladores que morreram tentando escalar montanhas da região. O trecho por esse setor é de cerca de 1 KM e leva até algumas tumbas e uma pequena cachoeira, na base do cerro López.

Já na trilha de subida da montanha há uma parada no setor Roca Negra que é muito popular e este caminho também leva até o refugio López, um dos refúgios de montanha mais procurados de Bariloche.

Duração: dia inteiro. Valor: agências cobram a$ 800 por passeios e canopy (tirolesa) no cerro López (com traslado e atividades recreativas). É possível visitar por conta própria.

Cerro Leones

Trata-se de trilhas simples e bem demarcadas, localizadas a 15 KM de Bariloche, um pouco depois da intersecção da Ruta 40 com a Ruta 23 (1,5 KM mais por essa última).

As trilhas passam por três cavernas do antigo vulcão Leones, ou cavernas del viejo volcán Leones, como é chamado, e uma delas possui uma pequena laguna. Chegando em seu cume se tem uma visão panorâmica excelente da região.

O local, que foi ocupado pelos povos originários por mais de 8.000 anos, ainda expõe pinturas rupestres de mais de 1.000 anos.

Duração: meio dia. Valor: agências cobram a$ 700 com traslado ida e volta e guia (a$ 500 para menores de 4 a 10 anos). Apenas a visita guiada no local custa a$ 400 (a$ 200 para menores de 4 a 10 anos) e é realizada as 11h ou as 15h. Mais informações: Parque cerro Leones.

Refugios de Montaña (Refúgios de Montanha)

São hospedagens (similares a lodges ou hostels) localizadas nos cerros (montanhas) da cidade. Normalmente, o acesso são por senderos (trilhas) por dentro dos bosques. Alguns só funcionam em algumas épocas do ano. É possível acampar gratuitamente (sem chuveiro) durante a temporada baixa em alguns deles, como os refúgios Frey e López.

Os principais refúgios são:

  • refugio Emilio Frey (ou apenas refugio Frey)
  • refugio López
  • refugio Arelauquén
  • refugio Neumeyer
  • refugio Berghof
  • refugio Otto Meiling
  • refugio Meiling (monte Tronador)
  • refugio Tronador Viejo
  • refugio Jakob (ou refugio General San Martín)
  • refugio Italia Manfredo Segre

Outro lugar interessante é a travessia Paso de Las Nubes e o refugio Agostino Rocca.

Os preços desses locais para hospedagem costumam ser salgados, mas vale a pena realizar as trilhas, mesmo que você não queira ou não possa pernoitar.

Preços médios: a$ 350-500 (pernoite); a$ 180-$250 (refeições); a$100-150 (uso da cozinha); a$ 60 (refrigerante ou cerveja). Duração: a partir de 5 horas, mas planeje bem suas caminhadas, já que algumas duram mais de um dia e as condições climáticas de Bariloche podem ser perigosas. Para realizar passeios de montanha, é legal contatar a galera do Club Andino Bariloche, que são gente boa e conhecem bem a região.

Mais informações: Intendencia del Parque Nacional Nahuel Huapi (Av. San Martín, 24 – onde são feitos os registros para realização de trekkings longos), e a Asociación Argentina de Guías de Montaña (calle Güemes, 691).

Punta Princesa

Setor do cerro Catedral pouco mencionado pelos blogs de viagem, e indevidamente ignorado.

O local é um ótimo entretenimento, principalmente para quem não vai esquiar, e/ou para visitar Bariloche com os filhos. Trata-se de uma montanha linda, imperdível tanto para brincar na neve, quanto para apreciar a paisagem em uma visão de 360º para montanhas nevadas, lagos e rios.

A subida é fácil e pode ser realizada em qualquer época do ano. Possui serviços de ascensores (dependendo das condições climáticas) e lanchonete/restaurante com ambiente aquecido (não espere preços baixos). Leve casaco e luvas, pois faz frio, e suba pela manhã – a descida obrigatoriamente deve ser feita até as 17:30h.

Duração: dia inteiro.

Visitar El Bolsón, lago Puelo e El Hoyo

El Bolsón é um pequeno vilarejo de origem hippie (ainda que não seja tão rústico mais), localizado a 130 KM ao sul de Bariloche, no qual passamos und dias e gostamos muito.

O lugar é encantador e possui uma famosa feira de produtos artesanais que acontece na pracinha principal. Lá são produzidos cerca de 80% do lúpulo argentino, o que torna a cidade a principal capital hermana de cerveja artesanal.

Outras iguarias famosas são os queijos e geleias caseiras, normalmente feitas com frutas silvestres.

As pessoas que vivem na cidade são tranquilas e, em geral, preocupados com questões que envolvem sustentabilidade e meio ambiente – é fácil encontrar hortas, ecovilas e atividades de permacultura e bioconstrução.

El Bolsón tem uma energia tão alternativa e doida que ouvimos dizer que há uma pizzaria local que vende pizzas, bebidas e ácidos (sim, LSD). Não conseguimos visita-la para comprovar, mas amigos disseram que é verdade.

Os refúgios de montanha, trilhas e trekking, também são abundantes em El Bolsón – um refúgio bem legal que tivemos a oportunidade de conhecer e indicamos é o Morada del Sol Hosteria & Spa, que além de ótimo atendimento, está próximo ao sendero Cajón del Azul, uma das melhores trilhas de El Bolsón.

A cidade também possui atividades de neve, durante o inverno, e um centro de esqui, o Centro de Ski Cerro Perito Moreno, a mais de 2.000 KM de altitude, e com cerca de 11 KM de áreas para esquiar, distribuídas em 9 pistas. O centro de esqui de El Bolsón oferece esqui alpino, nórdico, snowboard, trekking na neve, passeios de trenó, e hospedagem e alimentação no local.

Seu interesse é esquiar? Veja os melhores centros de esqui da Argentina; e os 21 destinos mais baratos para esquiar na Argentina.

Se você está com tempo e/ou veículo próprio, vale a pena esticar por mais uns 14 KM para visitar outro pequeno povoado e charmoso chamado lago Puelo.

Lá, caminhando pelas margens do lindo e azul lago que dá nome ao lugar e pelo Parque Nacional Lago Puelo você irá se maravilhar.

Um pouco adiante, em um vale, está El Hoyo, conhecida como a capital argentina das frutas finas.

A 6 KM daí está o setor cabeza de Indio e o mirador del río Azul, com algumas das vistas mais lindas da região.

Duração: El Bolsón, lago Puelo e El Hoyo estão bem próximos entre si e valem uma visita. Se estiver com carro, um dia é suficiente para fazer um belo passeio pelos três. Se estiver a pé, indicamos dedicar esse dia para conhecer apenas El Bolsón.

De toda forma, considere hospedar-se por algum desses lugares para aproveitar um pouco mais, pois vale a pena.

Valor: traslado ida e volta até El Bolsón é oferecido por agências a partir de a$ 740. O ônibus de linha que sai do terminal custa a$ 95-115, por trajeto, até El Bolsón. Para os vilarejos vizinhos há transporte de linha desde El Bolsón.

Passeio de bicicleta

Bariloche é ótima para passear em bicicleta e os roteiros mais legais para fazer de bike são:

  • Circuito Chico
  • as imediações do Parque Municipal Llao Llao
  • o caminho para o lago Gutiérrez, cascada de los Duendes, e refugio Frey
  • praticar mountain bike no cerro Catedral

Para quem deseja um percurso mais longo, é interessante pedalar até Villa la Angostura (se for até lá, veja os roteiros de bicicleta em Villa la Angostura), ou realizar o Cruce de los Andes de bicicleta.

Senderos (trilhas) e trekking em Bariloche

As principais trilhas de Bariloche são pelas imediações do Parque Nacional Nahuel Huapi, Parque Municipal Llao Llao, e Valle del Challhuaco.

Outras opções legais para caminhadas são:

  • cerro Campanario
  • cerro Otto
  • cerro Tronador
  • cerro Constitución
  • cerro Leones
  • cerro Viejo
  • lago Gutiérrez, cascada de los duendes e mirador lago Gutiérrez

Os refúgios são ótimos roteiros de trekking, e os mais fáceis são o refugio López e o refugio Frey.

O Paso de Las Nubes é uma das trilhas mais legais da cidade para quem gosta de caminhar, podendo ser combinado com visitas ao refugio Frías e o setor Pampa Linda.

Outra trekking muito longo é pela Huella Andina, a trilha mais longa da Argentina, e que passa por Bariloche e outras cidades.

Todos esses estão comentados em outros tópicos deste artigo sobre o que fazer em Bariloche.

Para realizar alguns destes passeios, tenha em conta o tempo e tamanho do percurso, alguns duram horas, e outros, duram dias. Para os mais longos deve-se registrar sua saída em um posto de guarda-parques.

Ao realizar estas trilhas é legal contatar a galera do Club Andino Bariloche, que são gente boa e conhecem bem a região.

Mais informações: Intendencia del Parque Nacional Nahuel Huapi (Av. San Martín, 24 – onde são feitos os registros para realização de trekkings longos), e a Asociación Argentina de Guías de Montaña (calle Güemes, 691).

o-que-fazer-em-bariloche

Alerces amarelos durante o outono, na subida para o cerro Otto, Bariloche, Argentina – Instinto Viajante

Parque Municipal Llao Llao

Pra nós, as trilhas do Parque Llao Llao foram a grande surpresa positiva de Bariloche. O parque é considerado patrimônio natural e abrange mais de 1.200 hectares. Ele faz parte do Circuito Chico, mas não é nem um pouco explorado nesse passeio e escutamos falar pouco dele, o que é um erro, devido sua beleza, e a facilidade em chegar e percorrê-lo.

Para explorar bem o parque é necessário reservar ao menos um dia inteiro. As paisagens são surpreendentemente lindas, com muitos lagos, montanha, mirantes com vista para a Cordilheira dos Andes, rios, caminhadas em meio a natureza, observação de fauna e flora (incluindo lindos arrayanes e alerces), e praias de água doce.

Na entrada há um serviço de guardas que orientam a visita e lhe dão um mapa do parque.

As principais atrações do Parque Llao Llao são:

  • lago escondido
  • cerro Llao Llao
  • villa Tacul e mirador Tacul, com vista para o Nahuel Huapi
  • mirador Bahía Lopez e a playa Bahía Lopez
  • Puente Romano (essa vale mais a caminhada que a atração, pois a ponte não tem nada de mais)

Nos arredores ainda estão: a Península Llao Llao, o mirante Ponto de Vantagem, a Capilla San Eduardo, o Hotel Llao Llao, puerto Scarf e puerto Pañuelo.

Como chegar no Parque Llao Llao? Com o ônibus 20, que sai a cada meia hora, do Terminal, com parada na calle Rolando com calle Moreno, no centro. Já nas imediações do parque há o ônibus 10 que realiza um recorrido para quem não deseja ou não pode seguir caminhando.

Não é permitido entrar com animais, fazer fogo, ou acampar no parque. Vá com calçados confortáveis para caminhadas.

Horário: diariamente, das 8h as 22h. Duração: ao menos um dia inteiro. Valor: Gratuito. Mapa do Parque Municipal Llao Llao.

parque-llao-llao

Parque Llao Llao, Bariloche, Argentina. Com a Vero e o Mateo, casal de franceses que ficamos amigos durante a viagem – Instinto Viajante

Segure o CTRL e clique nas fotos abaixo para ver mais algumas fotos nossas no Parque Llao Llao:

Parque Nahuelito

Excelente opção para quem visita Bariloche com crianças. Ele remonta a época dos dinossauros, com réplicas em tamanho real, além de outros seres como fadas e duendes. Possui bom atendimento e organização, com um guia que orienta o passeio e conta histórias e curiosidades.

Endereço: Av. Ezequiel Bustillo, KM 24,5. Horário: diariamente, das 12:30h as 17:30h (visitas guiadas as 12:30h, 14:30h e 16:30h). Duração: visitas guiadas duram 1h. Valor: a$ 170 (crianças não pagam). Mais informações.

Parque Ecoturístico cerro Viejo

Outro local pouco mencionado por blogs de viagem, mas que vale a pena conhecer e é possível ir a pé do centro, pois é a montanha mais próxima.

O local é o cerro Runge, a apenas 1 KM do Centro Cívico, com trilhas para caminhadas, lindas paisagens e mirantes, um bosque de duendes e fadas para as crianças, o Museo del Montañés, serviço de elevação para subir e descer, e tobogã na montanha para descer com trenó (também pode subir e descer caminhando), e a lanchonete confitería El Mirador, para comes e bebes, além de áreas para piquenique, camping e cabanãs (chalés).

Endereço: Av. Ezequiel Bustillo, KM 1. Horário: diariamente, das 10h as 19h (o ano inteiro). Duração: 1-2h. Valor: a$ 100 a entrada + ascensor.

Praias e baías

A cidade possui algumas praias de água doce, onde é possível realizar boas atividades gratuitas ao ar livre, principalmente fora do inverno. Fazer uma caminhada, piquenique ou tomar uns mates na orla do lado Nahuel Huapi, no centro; ou na Playa Bonita, que a mais próxima do centro; e na Bahía Serena (ou Playa Serena) são ótimas opções.

Outras praias lindas estão no Parque Municipal Llao Llao. Todos os locais com acesso gratuito.

Lagos e lagunas

O lago Nahuel Huapi é o mais conhecido, mas eu diria que o lago mais lindo de Bariloche é o Gutiérrez. O local é maravilhoso, calmo e sublime. É fácil de chegar em transporte público e possui uma pequena trilha que leva até a pequena e singela cascada de los duendes, e, para quem deseja caminhar mais, até o refugio Frey.

Também gostei muito do lago Perito Moreno (ou apenas Moreno). Outras opções de lagos bonitos são:

  • Guillelmo
  • Jacob
  • Mascardi
  • Steffen
  • Martín.

Há ainda o arroyo López e a laguna Negra. Todos os locais com acesso gratuito.

lago-perito-moreno-bariloche

Lago Perito Moreno (ou apenas Moreno), em Bariloche, Argentina

Colonia Suiza

Um pequeno setor de Bariloche formado por imigrantes suíços. Vale a visita se sua intenção é provar tortas, doces, geleias, etc. Se seu interesse não é gastronômico, fique com a vista desde o cerro Campanario, pois o local não chama tanta a atenção.

Geleiras de Bariloche

Os principais glaciares de Bariloche são: glaciar Alerce, glaciar Negro ou Ventisquero Negro, e glaciar Castaña Overa. Nenhum tem a imponência do famoso glaciar Perito Moreno, em El Calafate, mas valem uma visita.

Birdwatching (observação de aves)

É possível observar pássaros em Bariloche principalmente nas imediações do Parque Nacional Nahuel Huapi e Parque Municipal Llao Llao.

Excursões de birdwatching em Bariloche normalmente levam para a estancia cerro La Buitrera, o valle del Challhuaco, e laguna Juventus, Playa Negra, e río Manso.

As principais espécies avistadas são de condores, águias, e louros.

Algumas empresas que realizam os passeios:

Turismo Rural

Dentre os paseos de estancia (passeios em fazendas) e cavalgadas estão dias completos na Estancia San Ramón (La Fragua) e no Refugio / Estancia La Esperanza, que é interessante para quem gosta de turismo rural e possui um bom atendimento.

Outro lugar interessante para quem busca cavalgadas curtas e médias é o Los Baqueanos, que também possui área para camping.

Outras atividades de agências

Canoagem, caiaque, rafting, canopy (tirolesa) e arvorismo, passeios em veleiro, quadriciclo, rapel, voo livre, passeios em 4×4, golfe, mergulhos com snorkel ou cilindros, standup paddle, escalada, tours por cervejarias, são outras opções de passeios oferecidos pelas agências de turismo em Bariloche.

Valores e dados de maio de 2016

Viaje com o melhor seguro viagem internacional: World Nomads (link afiliado)

Obrigado pela leitura e boa viagem!

Gostou do artigo? Então ajude o Instinto Viajante a se manter no ar =) Clique aqui e doe quanto quiser. Obrigado!

Se esse artigo lhe ajudou pode ajudar outros viajantes, curta e compartilhe =)



Booking.com


« | »

Sobre