Você tem padrão de vida ou qualidade de vida? (pense nisso!)

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Padrão de vida ou qualidade de vida?

O que você tem? O que você almeja?

 

“O padrão de vida nos diz o que possuímos na vida. A qualidade de vida nos diz como nos sentimos na vida.”

Essa colocação de Arne Næss traduz bem o meu atual momento na vida. Atualmente qualquer um poderia fazer um rápido balanço da minha vida e concluir que não tenho nada. E estaria correto (ou não).

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Com meus pais durante minha formatura na Universidade, antes de mochilar

Antes.

Eu tinha uma vida legal, cercada de bons amigos, uma menina dos olhos, um bom emprego ao qual chegava de bicicleta em vinte minutos, um bom salário, não possuía chefia direta (ao contrário, chefiava mais que era chefiado), conseguia pagar pelos meus divertimentos sempre que desejava, estava curtindo minha juventude nos plenos 24 anos, fazia planos, deixava meus pais sossegados quanto ao meu futuro, estabilidade financeira e supostamente quanto a minha qualidade de vida. Mas ainda assim eu tinha dúvidas frequentes do rumo que minha vida tomava. E era insatisfeito com a quantidade de vezes que podia viajar.

O que eu tinha? Mais padrão de vida que qualidade de vida.

 

 

Corte pra cena atual.

Hoje estou viajando sem dinheiro pelo Brasil e com pretensão de estender a viagem por toda a América Latina. O que mudou? Bem, minha vida ainda é legal, diria que até mais legal. Mas não estou mais cercado dos meus bons velhos amigos, e tenho saudades. Por outro lado, estou cercado de possibilidades de novos bons amigos. A menina dos olhos tem ficado distante. Não tenho mais um bom emprego, aliás nem trabalho mais por dinheiro – apenas quando e pelo que preciso – e digamos que os trabalhos nem sempre são os mais desejados. Também não tenho chefe direto, aliás não tenho chefe de espécie alguma mais. Nem sei se conseguiria um bom emprego e recolocação no mercado se quisesse voltar a velha vida. Não posso mais pagar pelos meus divertimentos sempre que quero, mas continuo curtindo minha juventude, agora aos 25. Talvez curtindo até mais, pelo que me parece. Faço bem menos planos, na verdade, atualmente costumo viver os planos que nunca fiz antes mesmo de cogitar fazê-los. Meus pais não devem mais estar sossegados quanto ao meu futuro, nem quanto a uma possível estabilidade financeira e, principalmente, estão incertos sobre minha suposta qualidade de vida. Mas uma coisa é certa, não tenho mais dúvidas sobre o rumo que minha vida tem tido e muito menos estou triste pela quantidade de vezes que viajo, uma vez que minha vida agora se resume a viajar. E viver, mais que antes.

O que mudou? Hoje eu tenho menos padrão de vida e mais qualidade de vida.

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Foto da minha viagem sem grana e sem destino pela América do Sul

A rápida análise do qualquer um do início desse texto concluiria que não tenho nada. E, sim, estaria mesmo correta. Não tenho mais coisas, ao invés de ter algo, eu sou algo. Sou um viajante, sem dinheiro, sem destino, sem rumo, sem futuro (mas com presente) e sem padrão exato de vida. Mas posso finalmente dizer com firmeza que sou uma pessoa em pleno estado de felicidade e aberto a viver coisas ao invés de somente ter coisas, e sou grato por isso. Grato por ter percebido isso tão cedo quanto pude.

E você, tem buscado mais padrão de vida ou mais qualidade de vida?

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