QUEM É BERNARDO

Olá! Meu nome é Bernardo Lima, carioca, botafoguense, economista e aficionado por viagens. Pedi demissão do meu cargo de coordenador de projetos em uma empresa de T.I. no fim de 2014. Fiquei um mês com meus pais para matar as saudades antecipadas e então larguei tudo que me prendia a um único lugar: vida comum, trabalho, objetos, cartões de crédito e apartamento. E desde o início de 2015 viajo de carona, vivendo sem grana ou com recursos muito escassos, e trocando trabalho por hospedagem e alimentação. Trabalhar por grana só se não houver outra possibilidade.

O embrião do projeto veio quando observei o panorama da minha vida e para onde ela estava indo. Me dei conta de que eu, como a maioria das pessoas, seguia um caminho apontado pelo senso comum ao invés de pensar no melhor estilo de vida pra mim. Existe um padrão: estude, faça uma faculdade, dirija um carro, tenha uma namorada, consiga um bom emprego, case, compre um apartamento, troque de carro, busque ficar rico e ter melhores empregos, fique preso ao seu trabalho para manter seu atual padrão de vida, tenha filhos e faça o possível pra colocá-los dentro dessa mesma engrenagem. Ah, e viva. – mas só nos finais de semana e quando se aposentar, se ainda tiver dinheiro e saúde pra isso.

 

SER IGUAL OU DIFERENTE?

Existem duas escolhas básicas para a vida, ser igual ou ser diferente. Resolvi pensar diferente. Não tirei carteira de carro, preferi tirar de barco, pois sonho morar em um veleiro. Não casei rápido de mais, não me planejei pra ter carros, nem um cargo de sucesso. Apenas terminei minha faculdade, agradeci meus pais dando-lhes um diploma e refiz minha carreira, deixando para trás o escritório e as burocracias. Resolvi viver hoje e todos os dias ao invés de nos fins de semana e no fim da vida, quando pensei:

 

O que mais valorizo basicamente? Tempo e lazer (normalmente, viagens).

Porque perco tanto tempo na semana trabalhando? Para pagar minhas contas.

E o que são minhas contas? Aluguel, deslocamento, alimentação e lazer (basicamente barzinho e viagens).

 

Percebi que trabalhava para viajar e noitadas, e que isso matava muito meu tempo. Os outros itens só existiam por conta do trabalho. Comprava besteiras das quais nem precisava, apenas porque tinha um salário legal. Vivia uma vida privada da verdadeira liberdade ansiando pela ideia de Gregory Corso de que ficar simplesmente parado na esquina, por nada e para nada, é Poder.

Resolvi ter coragem pra por em prática minhas ideias e ser senhor do meu tempo.

 

MAIS COM MENOS

Diminui meus gastos, paguei minhas contas, doei todas as minhas coisas que não cabiam em uma mochila e pedi demissão. Não guardei nenhum montante de dinheiro que faça diferença. Com apenas uma decisão deixei de ter gastos com aluguel e deslocamento, além de ganhar mais de 40 horas por semana para viver. Também podendo ter uma alimentação mais barata e melhor já que sobrou mais tempo para pensar nisso.

Restou o lazer e este ainda não precisa ser pago. Poderia viajar de carona e trabalhar em troca de qualquer necessidade (alimentação, hospedagem ou algum item básico). O que mais valorizo sempre foi de graça – praias, cachoeiras, trilhas, parques e pessoas. Nunca quis ser rico, sempre preferi um legado. Esse desejo em nada se parecia com carros velozes e duplex de frente para praia. Desconfio que ser bem sucedido é poder, décadas mais tarde, sentar com os netos e contar histórias nas quais foi testemunha ocular.

 

AS ARMAS DE COMBATE À ROTINA

Minha mochila é leve como minha nova vida. Levo documentos básicos e as armas de combate à vida cotidiana: um saco de dormir e uma rede que arma fácil; um travesseiro inflável e um lençol; meu velho celular para tentar me manter minimamente conectado, bem como meu antigo mp3 player e fones, fiéis companheiros para horas de viagens. Poucas roupas, um só tênis e um só chinelo serão minhas armaduras. Ao passo que duas toalhas de rosto e uns poucos itens básicos me darão a higiene pessoal. Meus únicos luxos serão câmera fotográfica, notebook e um HD externo para guardar os conteúdos digitais e atualizar meus passos, ambos os frutos da época em que ainda era um pobre assalariado.

Quanto ao imaterial, carrego comigo o sonho, a vontade, o espírito libertário, desapego, companheirismo, gentileza e muita energia positiva. Levo a dor boa da saudade e a sabedoria que só o medo me dá.

 

PRA ONDE IR? POR QUANTO TEMPO?

Essa viagem não tem data de fim, nem pressa. Portanto não há pra onde ir, por onde ir ou porque ir, é apenas ir.

Recomendo que não leia este blog se você tiver medo de largar seu emprego e viajar; se for ansioso; e se for mais um trabalhador comum à espera de sua aposentadoria para só então curtir a vida.

E cá estou: viajante, caroneiro profissional, multitrabalhador, louco para uns, corajoso para outros e o principal, feliz por mim mesmo.

Durante essa aventura quero compartilhar com você minhas experiências e convencê-lo do prazer e felicidade desse estilo de vida, através de fotos, histórias e dicas para facilitar a sua própria ida.

Do mais, desligue sua TV, diminua suas fronteiras e venha comigo desfrutar do mundo aqui fora!

 

“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir.”

― Amyr Klink

 

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