Seguro viagem internacional ou seguro saúde: o guia definitivo

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Seguro viagem internacional ou seguro saúde: absolutamente TUDO que você precisa saber

Está planejando uma viagem internacional e quer saber o que é seguro saúde? Se contratar seguro viagem internacional vale a pena? Qual o melhor seguro viagem? Se os mais baratos são bons? Dicas para contratar um seguro viagem, sem cair em furadas? Se serve para mochileiros e mochileiras? Qual seguro contratar para intercâmbio? Então esse artigo é para você!

Hoje, no Instinto Viajante, falaremos de um dos principais itens para planejar sua viagem internacional, sendo ela um mochilão, viagem de volta ao mundo, ou turismo tradicional. Um tema ignorado por muitos viajantes, inclusive eu, até que precisei de um e não tinha: o seguro viagem internacional, ou seguro saúde.

Pode te interessar também: Quais são os países que exigem seguro saúde obrigatório & como conseguir uma assistência de saúde grátis para viajar.

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O seguro viagem internacional, ou seguro saúde, nada mais é do que uma mão no momento em que necessitamos ajuda. Foto: obviousmag.org

O que é seguro saúde ou seguro viagem internacional?

O seguro saúde, ou seguro viagem internacional, é um seguro similar a todos os outros, oferecido por diversas empresas, com diferentes tipos de cobertura e preços (que falaremos em detalhes mais adiante), porém com foco em viagens pelo mundo.

Os seguros de viagens, normalmente, são contratados por quantidade de dias de viagem. Mas também podem ser anuais, opções melhores se você viaja muito, é nômade digital, ou estiver fazendo uma viagem de volta ao mundo.

Existem ainda, seguros que englobam grupos de viajantes específicos. Por exemplo, há seguros mais voltados para crianças, adultos ou idosos (as), ou com distinção entre viagens tranquilas (turismo padrão), mochilas, ou viagens que incluam esportes de aventura. Cada tipo possui coberturas mais específicas para os casos e preços diferentes. No momento em que são acionados podem ser de pagamento direto por parte da empresa ou reembolsável (você paga e recebe o dinheiro de volta posteriormente), esse último é o mais comum – depende se é um seguro de viagem ou uma assistência de viagem, como veremos a seguir.

seta-instinto-viajante Diferença entre seguro de viagem e assistência de viagem

As empresas não costumam diferenciar o seguro viagem da assistência de viagem, mas tratam-se de serviços que possuem diferenças, e você precisa atentar-se. Basicamente, a diferença é, se as despesas serão pagas pela seguradora ou por você, no momento do sinistro.

Seguro viagem – A pessoa paga todas as despesas médicas e depois recebe o reembolso, de acordo com a cobertura contratada. Esse é mais burocrático, mas a vantagem é poder escolher o hospital onde será atendido (a).

Assistência de viagem – Você precisará ligar para a seguradora antes do atendimento médico, e, ela, indicará um hospital para atendimento e arcará com todas as despesas médicas, diretamente (respeitando os limites de sua cobertura). Esse é menos burocrático e você não mexe no seu bolso, mas não tem liberdade para escolher seu hospital (salvo em situações emergenciais).

O mais comum são empresas que vendem seguro viagem, mas existem as que vendem os dois serviços juntos. Pergunte antes de contratar!

seta-instinto-viajante Como funciona o seguro viagem?

Cada seguradora possui seus procedimentos. Em geral, para acionar seu seguro saúde, é preciso ligar para uma central de atendimento (quase sempre 24h), fornecer seus dados e número de contrato, explicar qual a emergência, e receber as informações sobre como proceder.

Em casos emergenciais, onde você tenha desembolsado algum valor, eles dirão como farão seu reembolso e mediante a quais comprovantes (guarde tudo!).

Se você chamar antes, eles provavelmente lhe indicarão hospitais e pagarão os custos diretamente ou você pagará e será reembolsado.

Ps: tenha sempre uma cópia desses documentos em seu e-mail, caso haja roubo.

seta-instinto-viajante O seguro viagem internacional me protege de que?

Geralmente, os seguros oferecem a cobertura para problemas de saúde durante a viagem, consultas médicas, exames, e pagamento de medicamentos (dependendo da seguradora e tipo de seguro). Essa cobertura, em um seguro viagem bom, significa que você terá seu problema resolvido da melhor forma possível e a seguradora pagará os maiores gastos, deixando para você gastos menores, que são reembolsados posteriormente. Contudo, não é só isso.

O seguro viagem também engloba outros problemas que podem ocorrer durante uma viagem internacional, como roubos de item, equipamentos, e documentos, extravios de bagagem, cancelamentos e mudanças de reservas e voos, assistência jurídica, e outras emergências.

Portanto, apesar de ser frequentemente chamado “seguro de saúde” ou “seguro saúde”, sua cobertura vai muito além disso, atendendo a três tipos de problemas:

  • Médico – Despesas médicas;
  • Propriedade – Bagagem, mochila e equipamentos;
  • Viagem – Traslados, pernoites, passagens, etc.

São situações que geram dor de cabeça, estragam a viagem, e os custos podem ser muito elevados, quando acontece algo, principalmente em países mais caros. Momentos que, ainda podem ser  piores, por estarmos longe de casa, sozinho (a) e com pouco domínio do idioma. Variáveis nos fazem considerar seriamente a contratação de um seguro viagem. Mas será que vale a pena contratar um seguro viagem?

seta-instinto-viajante Seguro viagem vale a pena?

Viajar não é perigoso, como sempre digo. Mas problemas recorrentes de jet lagsoroche (mal de altitude), febre amarela, zika, dengue, malária, ebola, cortes em materiais enferrujados, mordidas de animais… endossam a longa lista de doenças que podem prejudicar um viajante e acabar com as férias e/ou mochilão. E olha que eu ainda não mencionei a possibilidade de um acidente naquele passeio de quadriciclo pela Patagônia; ou quando algo dá errado num rafting pelo Chile, ou esquiando na Argentina. Também não citei o risco de um tombo de bicicleta, fazendo downhill na estrada da morte boliviana, como aconteceu comigo, e – advinha? – eu não tinha um seguro de viagem internacional.

Além disso, muitos países pelo mundo, não possuem saúde gratuita (principalmente para estrangeiros). Em Orlando, nos Estados Unidos, por exemplo, uma consulta médica custa por volta de US$ 150-200, e exames simples, US$ 50. Em casos que necessitam internação, a diária do hospital, custa, em média, US$ 1.960 (dados divulgados pela Kaiser Family Foundation), podendo chegar a US$ 5.000 (!!!). Enquanto um bom seguro saúde para uma viagem curta pode custar R$ 100-300, para (jovens e adultos), e R$ 200-500 (para pessoas mais idosas).

Veja alguns custos de internação por dia, em outros países:

  • Cingapura, US$ 893
  • Hong Kong, US$ 722
  • Holanda, US$ 671
  • Canadá, US$ 603
  • Alemanha, US$ 561

Estou sendo pessimista? Não, realista. Apenas expondo alguns dos vários riscos iminentes durante uma viagem.

Você pode figurar entre os (as) milhares de viajantes que vão viajar sem seguro internacional e não sofrem nenhum problema; ou podem ficar com raiva, ao contratar um seguro saúde internacional e, ficarem entre os cerca de 80% dos (as) viajantes*, que fazem um seguro, mas não precisam acionar. mas questão é: e se você sofrer um acidente? Irá preferir ser um (a) dos (as) 20% que acionaram o seguro e resolveram seus problemas, ou ter mais problemas e gastar bem mais?

Com tantos fatores, e por experiência própria, minha resposta é que, sim, vale a pena. Não acho que você deva deixar de viajar, caso não tenha dinheiro para o seguro. Mas, se você pode pagar, não hesite em contratar um seguro viagem. Principalmente em viagens curtas, pois o valor é baixo em relação ao que pagamos, caso aconteça algo.

O que ocorre é que, se pensarmos em consultas básicas e procedimentos simples, não gastamos muito. O problema é para situações mais graves (como a cirurgia de clavícula que precisei fazer).

* Segundo pesquisa realizada pelo site Melhores Destinos, que entrevistou mais de 6.100 viajantes.

Viaje com o melhor seguro viagem internacional: World Nomads (link afiliado)

seta-instinto-viajante Tratado de Schenguen e países onde o seguro viagem é obrigatório

Alguns países só permitem a entrada de pessoas que possuem um seguro viagem obrigatório. Casos de Cuba, e dos países europeus que fazem parte do Tratado Schenguen, por exemplo. Ou para vistos de estudantes e trabalhos, como na Nova Zelândia e Austrália (essa, exigindo o seguro saúde Overseas Students Health Cover (OSHC)).

Saiba quais países do mundo necessitam seguro viagem para entrar

seta-instinto-viajante O que está incluso no seguro viagem internacional?

Alguns seguros são muito baratos, mas por que não incluem coberturas muito básicas, ou você terá que arcar com muito custos extras, caso tenha de acioná-lo. Fuja deles.

A seguir, deixamos uma lista com o que você deve incluir em seu seguro viagem internacional para viajar tranquilo (adicione todos, ou a maioria, de acordo com o tipo da sua viagem):

✓ Atendimento médico em caso de acidente ou enfermidade (prefira os que possuem cobertura de, pelo menos, US$ 50-80 mil, de acordo com o país, ou €$ 30 mil, para países da Europa);
✓ Internação. Algo que não é oferecido por todos os planos, mas que é bom incluir. Caso contrário você arcará com despesas de diárias de quartos, que costumam ser caras;
Hospedagem pós internação;
✓ Assistência farmaceutica;
✓ Assistência odontológica para urgências;
✓ Assistência psicológica;
✓ Assistência jurídica (pense no que pode acontecer se um policial corrupto plantar drogas em sua mochila?);
✓ Cobertura para esportes radicais. Se você for fazer esportes outdoor (rafting, voo livre, esportes de velocidade, etc), considere incluir;
✓ Cobertura contra roubos (quaisquer itens, mesmo roupas), perdas, danos, e extravio de bagagem;
✓ Cobertura contra cancelamentos, interrupções de viagens, e afins (itens que reembolsam perdas com reservas de hospedagens, por exemplo);
✓ Sequestros;
✓ Seguro para equipamentos eletrônicos (caso tenha equipamentos muito caros);
Traslado para atendimento médico local, incluindo resgates de helicóptero (quando necessário);
✓ Passagem aérea de retorno para emergências (conflitos civis, problemas políticos, desastres naturais, problemas com sua família, continuação de tratamento, etc);
✓ Atenção 24h (sim, há seguros que não oferecem isso, algo básico). Sempre pergunte como é contato para acionar o seguro e se há um telefone local em seu destino de viagem;
✓ Repatriação funerária. Pensar nessa hipótese, é ruim, eu sei, mas pode acontecer, e facilitará muito a vida das pessoas queridas que ficarão.

Atente-se ao que seu seguro oferece, para não ter problemas, como os citados nesta entrevista do G1.

seta-instinto-viajante O que não está incluso em um seguro de viagem

O seguro viagem cobre apenas emergências. Não espere poder realizar consultas médicas comuns, exames de rotina, ou tratamento de doenças pré-existentes.

Como avisei acima, se for praticar esportes de aventura (voo livre, escalada, surfe, rapel, rafting, esportes de velocidade, trekking e travessias, etc), informe sua seguradora na hora de contratar, pois, caso contrário, não haverá cobertura.

Outro detalhe é que, geralmente, os seguros viagem não cobrem acidentes em países de risco, ou seja, lugares considerados muito perigosos, que passam por algum conflito civil ou guerra, desastres naturais, epidemias, etc, antes da sua viagem.

Problemas provenientes do uso de drogas (lícitas ou ilícitas), nacionais ou estrangeiras, não serão assistidos pelo seguro.

Resumindo, informe sempre seu destino de viagem e pergunte sobre a cobertura. Também informe se sua viagem inclui esportes radicais.

seta-instinto-viajante O barato pode sair caro

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Quando sofri um acidente de bicicleta na Bolívia, quebrei a clavícula, e não tinha um seguro de viagem internacional. =(

A maioria das pessoas que fazem um seguro viagem internacional, fazem por desencargo de consciência. Com isso, optam pelo seguro mais barato.

Eu sei que o valor do seguro onera nosso orçamento de viagem mais do que gostaríamos. E, nós, quando estamos planejando a viagem, pensamos que tudo sairá perfeito e será um dinheiro jogado fora.

Contudo, nem sempre as coisas saem como desejamos, e, nesses momentos, é melhor estar preparado. Além disso, se esse valor é alto na hora de contratar o seguro, imagina quando acontece algo.

Assim como viajei muitas vezes sem seguro e nada me aconteceu, e o mesmo para alguns/algumas viajantes que encontrei. Conheço pessoas que ficaram doentes na estrada e precisaram ser internados, como um amigo que pegou malária na África e só descobriu na Espanha; pessoas que foram roubadas, perderam bagagens, e, eu, que quebrei a clavícula em um acidente na Bolívia, e não tinha seguro.

Não quero assustar você, apenas estou aconselhando e mostrando realidades de uma viagem internacional.

Quando precisei de um seguro viagem e não tive

Quando viajei para a Bolívia, em 2014, estava de férias, e a ideia era fazer um mochilão de 20 dias. Para economizar, não contratei um seguro de viagem.

Tudo ia bem, até que no sexto dia, eu e meus amigos, fomos fazer o famoso downhill pela Estrada da Morte (clique para ler toda história). Nesse passeio de bicicleta que é incrível, sofri um acidente (bem no final) e quebrei a clavícula.

A agência me levou para um hospital público/privado, onde, mesmo com descontos, paguei cerca de R$ 500 para ser atendido, tirar uma radiografia e tomar uma injeção. Talvez pudesse ter encontrado um lugar mais barato, mas estando a primeira vez em um país estrangeiro, sem carro, sem falar o idioma, e com dores, não dá para pesquisar muito.

Meu mochilão de 20 dias foi por água abaixo no sexto dia. Se tivesse um seguro saúde poderia operar no dia seguinte, e, por ser uma cirurgia simples, teria alta dois ou três dias depois (ou seja, talvez pudesse seguir viagem, ainda que, em um ritmo mais lento). Outra possibilidade seria tomar um voo de emergência para casa e sofrer a cirurgia no Brasil, sem os altos custos.

No fim das contas, paguei, além dos R$ 500 de gastos médicos (e olha que era Bolívia, imagina os valores em um país europeu), uma passagem aérea de última hora, de R$ 1.000. Isso, por que esperei dois dias para comprar (pois os aviões estavam lotados), e optei por um voo que demorou incríveis 24h para ir da Bolívia ao Rio de Janeiro, devido as muitas escalas e conexões, no Chile e, em São Paulo.

Minha viagem atual

Atualmente estou viajando e, apesar de estar ciente de tudo que estou lhe contando neste artigo, eu e minha namorada, não temos seguro viagem. Acho importante ser sincero quanto a isso. Porém, o motivo pelo qual não contratamos, é por que trata-se de uma viagem sem data para regressar, e não temos orçamento de viagem suficiente para contratar um seguro de viagem.

Contudo, sabemos dos perigos da estrada, e, assim que conseguirmos deixar nossa viagem sustentável financeiramente, faremos um.

seta-instinto-viajante Como fazer um seguro viagem, onde contratar, e qual o melhor?

As empresas de seguro viagem internacional que eu recomendo são:

  • World Nomads (ótimo seguro internacional, indicado principalmente para mochileiros (as), nômades digitais e viajantes de longo prazo);
  • Mondial;
  • IAC (para mim, a melhor opção brasileira – não cobra franquia, nem IOF, e é todo em português). Importante: você leitor do Instinto Viajante tem 30% de desconto com nosso Cupom de Desconto IAC. Para ganhar, basta acessar o site deles e adicionar VIAJANTE (em CAPS LOCK mesmo) no campo “cupom de desconto” ao contratar o serviço. Você ganha seu desconto e nós uma pequena comissão (paga pelo site) que nos ajuda a manter o blog.

Contudo, a Vital CardAssist Card, e Porto Seguro, também possuem boas recomendações em blogs de viagem que leio.

Faça uma consulta:

Buscadores de seguros viagem baratos

Caso você queira pesquisar outras seguradoras, recomendo fazer como ensinamos ao buscar passagens aéreas, hotéis, e outras hospedagens baratas: usar um dos sites buscadores de seguro viagem. Ou seja, sites que pesquisam diversas seguradoras e comparam preços de seguros, oferecendo as melhores opções, pelo menor preço, para você. Alguns que recomendo:

  • Compare em casa (muitas opções de seguradoras, ótimo para encontrar seguros bons e baratos)
  • Asegura tu viaje (site argentino, mas que atende toda América do Sul. Muito bom)
  • Minuto seguros (buscador prático, para viagens curtas, e seguros simples)
  • Economize no seguro (indicado principalmente para viagens em família)
  • Compara online (indicado principalmente para viagens de aventura e esportes)
  • Genial seguros (indicado para viagens em casal, mas não é um buscador automático, mas sim um atendimento via consultor (a))

Obs: alguns desses buscadores vimos no Money Guru

Posso contratar um seguro saúde durante a viagem?

Sim. Pode tanto contratar no meio da viagem, como prolongar os dias do seu seguro já feito. Para isso, entre em contato com sua empresa, antes do vencimento do seu contrato.

seta-instinto-viajante Seguro viagem: 20 dicas para contratar (e acionar) sem cair em furadas

(1) Pense no melhor seguro viagem para você – Pense à respeito da sua viagem especificamente, no seu tipo de atividades, e no seguro que atende melhor à sua trip. Não adianta contratar um seguro que inclua acidentes em esportes radicais, se você não irá fazer esse tipo de atividades, certo?

Vale a pena pesquisar os custos médios dos procedimentos médicos em seu destino de viagem, para se ter uma ideia de qual cobertura irá precisar. Há países de custos de vida muito baixos e outros muito elevados, ou seja, não fará sentido contratar um seguro com assistência para gastos de US$ 80 mil se você for viajar pelo Peru, que é um país barato. Entretanto, essa cobertura pode ser baixa viajando para os Estados Unidos. Você verá coberturas de US$ 10 mil a 1 milhão (!!!). Em geral, escolha um que tenha ao menos US$ 50-80 mil (de acordo com os custos do país visitado), e €$ 30 mil para países europeus.

O site MyTravelCost pode ajudar em sua consulta de preços com saúde em diferentes países pelo mundo.

Também veja tudo que o seguro oferece além da saúde e o que você precisa. Exemplo: cancelamentos de voos e reservas, passagens aéreas de retorno emergencial, roubos, extravios de bagagem, etc. E, lembre-se sempre, o melhor para sua viagem especificamente. Se você não costuma fazer muitas reservas antecipadas para quê incluir em sua apólice seguros para cancelamentos de reservas?

(2) Seu plano precisa de cobertura para doenças preexistentes? A maioria dos seguros de viagem não cobrem crises geradas por doenças preexistentes. Se você possui algum tipo de problema crônico, pergunte se seu seguro possui essa cobertura.

(3) Consulte a empresa do seu cartão de crédito – Consulte seu cartão de crédito, pois usuários de cartões black, platinum, gold, e afins, geralmente, possuem seguros gratuitos. Porém, suas coberturas geralmente são muito pequenas (excetuando quando seu cartão for realmente muito top). Consulte o que asseguram e se é necessário ativar. normalmente você verá que é melhor contratar outro seguro, mas não custa pesquisar. Pesquise e compare.

(Dica: compre sempre sua passagem com o cartão de crédito, além das milhas, o cartão costuma oferecer seguros automáticos de extravio de bagagem e acidentes – consulte!).

(4) Consulte seu plano de saúde – Assim como empresas de cartões de crédito, os planos de saúde também possuem seguros saúde internacionais. Consulte seu plano, caso tenha um, e compare com os outros seguros.

(5) Saiba se atende ao (s) seu (s) destino (s) de viagem (ns) – Antes de fechar o seguro, veja se há cobertura para o (s) país (es) que você irá visitar. Países da África e Oriente Médio, por exemplo, costumam não serem cobertos ou necessitam pagamentos de apólices extras.

Outra coisa é: se você viajar para um país e vai visitar outros, informe a sua seguradora, para não haver surpresas. Por exemplo, se você faz um intercâmbio para a China, e, em seu tempo livre, visita o Vietnã e sofre um acidente, pode ser que a seguradora não pague pelo seu sinistro.

(6) Pergunte todos os canais por onde o atendimento pode ser contatado – Conheço histórias de pessoas que sofreram por não conseguir chamar o atendimento, pagaram muito caro para fazer ligações, ou até mesmo ficaram sem. Pergunte todos os meios possíveis, inclusive pela internet, e veja se por seu roteiro de viagem há atendimentos em postos físicos, se sim, peça telefones e endereços.

(7) Leia e pergunte – Não saia contratando o seguro X por que é mais barato, ou o Y por que é mais caro e “deve” ser o melhor. Leia as letras miúdas e pergunte o máximo de coisas que puder, para não ter dúvidas, contratar um seguro de forma equivocada, ou ter gastos futuros maiores do que o esperado. Se você pesquisar direito poderá ter o melhor seguro para suas condições de viagem, pagando o menor preço possível.

(8) Pergunte se é seguro viagem ou assistência de viagem – Lembre-se do que dissemos lá em cima, pergunte sempre se é um seguro viagem, assistência de viagem, ou ambos. Existem empresas que utilizam outros nomes, dentre eles: seguro médico, seguro-saúde, seguro médico-hospitalar, seguro assistência, assistência médico-hospitalar internacional. Sempre pergunte o que é exatamente.

(9) Pesquise a reputação da empresa – Use o site Reclame aqui para pesquisar a reputação da seguradora escolhida e ver quais são os problemas que outros (as) viajantes tiveram.

Outra opção é consultar a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão público que regula as seguradoras e corretoras de seguros. Telefone: 0800 021 8484.

Operadoras afiliadas à Associação Brasileira de Cartões de Assistência (ABCA), costumam ser confiáveis.

(10) Tire fotos de todos os seus equipamentos – Fotografe seus equipamentos, se possível com carimbos de datas ao lado ou algo como a capa de um jornal do dia.

(11) Faça um boletim de ocorrência (B.O.) – Imediatamente após um roubo ou acidente, faça um boletim de ocorrência, pois essa é uma das maiores provas para acionar seu seguro de viagem.

(12) Guarde os comprovantes – Muitas empresas fazem de tudo para não pagar o seguro. Então, elas podem querer dificultar as coisas. Ou seja, ao contratar um seguro viagem internacional, salve todos os documentos, contratos, apólices em seu e-mail, para eventuais consultas ou comprovações futuras.

Além disso, registre tudo que ocorreu, desde o momento em que necessitar usar o seguro, até receber seus reembolsos. Guarde TODOS os comprovantes de pagamentos, boletins de ocorrência, ingressos, contratos, exames, resultados, laudos, TUDO – originais e também uma cópia em PDF em seu e-mail!

(13) Lembre-se das coberturas – Como mencionei no início do artigo, o seguro viagem não cobre apenas acidentes e enfermidades. Ele pode cobrir ainda: extravio de bagagem, furtos, emergências de parentes em seu país, etc.

(14) Consulte se seu destino de viagem exige seguro obrigatório – Outra coisa que já mencionei aqui e que você deve atentar-se são os países que exigem seguro saúde para entrar ou conceder vistos para intercâmbio de estudo e/ou trabalho, ou turismo. Pesquise quais são os requisitos exigidos antes de contratar. Países da Europa, que fazem parte do Tratado de Schengen, por exemplo, costumam exigir seguros de viagem com cobertura de pelo menos €$ 30 mil.

(15) Seguros internacionais – Se você optar por um seguro saúde internacional, como o World Nomads, lembre-se que deverá arcar com as taxas para produtos estrangeiros, como os 6,38% de IOF. Consulte sempre as taxas para ficar claro qual será o valor final. Se quiser evitar as taxas, opte por uma opção nacional, como o IAC (não esqueça do cupom desconto, VIAJANTE, em CAPS LOCK mesmo).

Outra coisa é que, muitos deles são ótimos, mas leia muito bem as regras, pois caso haja algum problema será muito difícil recorrer do Brasil, já que a maioria não possui atendimento por aqui e ainda podem haver divergências quanto as leis de país para país.

(16) Nunca minta ou omita – Não minta, ou omita, informações. Seja honesto (a) para não ter problemas futuros. Lembre-se que as seguradoras são ótimas em checar as informações e farão de tudo para terem certeza de que não foram enganadas.

(17) Viagens com veículos – Sempre informe, caso viaje em veículos ou for alugar um, sobre o seguro do automóvel, e sua cobertura para danos a terceiros, que não estão incluídos nos seguros comuns.

(18) Outras opções para acionar o seguro (caso esteja em seu contrato) – Poucas pessoas sabem, mas existem reembolsos para cancelamentos, interrupções de viagens e perdas de conexões, em caso de já haver reservas pagas. Cancelamentos: quando cancelamos a viagem antes de viajar, por doenças, acidentes ou morte de uma pessoa querida. Também pode ocorrer se sua hospedagem reservada sofrer algo, como pegar fogo antes da sua viagem. Interrupção de viagem: quando você interrompe sua viagem por algum motivo. Algo que pode ser muito útil em viagens longas, como as viagens de volta ao mundo com passagens RTW. Conexões perdidas: geralmente este serviço é para viagens de cruzeiros, e só é válido para condições que envolvam desastres naturais, saiba sobre as regras da sua empresa contratada.

(19) Problemas ao acionar o seguro – Se tiver problemas para acionar seu seguro ou estiver sendo lesado (a). Procure escalar suas reclamações até as áreas corporativas (vá passando de pessoa em pessoa até chegar nos superiores). Outra estratégia boa é usar as mídias digitais para expor sua seguradora, como pelo Facebook e sites como o Reclame aqui.

Para mais informações sobre seguros, consulte a FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

(20) Seguro viagem grátis – A última dica, mas não menos importante, é o seguro viagem PB-4 ou Certificado de Direito à Assistência Técnica (CDAM), aceito para cuidados médicos na rede pública de Portugal, Itália, e Cabo Verde. Se você é contribuinte do INSS pode requisita-lo gratuitamente. (essa dica vi nesse artigo, do Chão da América, blog da Nathaly Fogaça)

Não tenha medo, vá viajar

Assim como Johann Goethe e Paulo Coelho, sempre digo que o Universo realmente conspira a nosso favor em uma viagem e quando estamos de coração aberto a uma causa. Contudo, é sempre bom estar precavido, quando podemos.

Se não puder pagar um seguro, viaje assim mesmo. Não perca seu sonho por falta de dinheiro!

Ps: nós NÃO somos patrocinados por nenhuma empresa seguradora de viagens. As empresas que mencionamos neste artigo é por que acreditamos no serviço oferecido. Alguns links e banners são afiliados, ou seja, você contrata seu seguro viagem internacional, sem custos adicionais, e nós ganhamos uma pequena comissão paga pela empresa. Se esse artigo ajudou em sua escolha, nós ficaremos felizes se você usar esses links para contratar seu seguro saúde, pois ajuda a manter nosso blog no ar.

Obrigado pela leitura e boa viagem!

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seta-instinto-viajante Mais dicas para viajar com saúde

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Foto cabeçalho seguro viagem internacional: Captured-travel

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