FAQ Viagem para Bariloche, Argentina (50+ Perguntas & Respostas)

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Viagem para Bariloche, Patagônia argentina

Está planejando sua viagem para Bariloche, Patagônia, Argentina?

Durante nossa viagem pela América do Sul, eu e a Isabela, ficamos um mês em Bariloche. Tempo suficiente para nos inteirarmos de muitas dicas sobre a cidade e desenvolver esse FAQ (perguntas mais frequentes) sobre San Carlos de Bariloche.

Encontre sua dúvida em nosso FAQ viagem para Bariloche, com mais de 50 perguntas & respostas sobre Bariloche, e veja as principais dúvidas e dicas de viagem para Bariloche!

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Vista do Cerro Otto, em Bariloche, Argentina – Instinto Viajante

Bariloche

San Carlos de Bariloche, ou apenas Bariloche, ou ainda brasiloche, como é conhecida devido a imensa procura de turistas brasileiros, é uma das principais cidades da Patagônia argentina, conhecida como a capital nacional do Turismo de Aventura na Argentina e também por seus chocolates. Possui estrutura de cidade grande (ainda que não seja) e rede hoteleira, gastronômica e turística bem desenvolvida, agradando a todos os níveis de exigência e orçamentos. Frequentemente é procurada por brasileiros durante as férias de inverno, quando habilita seus centros de esqui para a temporada de neve (o cerro Catedral é o principal deles).

Contudo, se engana quem pensa que Bariloche é interessante apenas no inverno. Durante o verão, a cidade oferece diversas cachoeiras e praias de água doce, formadas por lindos lagos – o Nahuel Huapi sendo o maior deles. Apesar de tradicionalmente fria, no verão é sim possível mergulhar nos lagos. Por fim, as lindas cores dos bosques de Bariloche garantem um ótimo motivo para uma visita fora das grandes temporadas, como na primavera e outono.

Veja todo artigo com as principais perguntas & respostas para viajar a Bariloche ou escolha sua dúvida no índice para ir direto ao assunto e boa viagem!

seta-instinto-viajante Onde fica Bariloche?

“Quero muito viajar a Bariloche, mas onde fica mesmo?”. O primeiro passo para planejar sua viagem é saber onde é seu destino. A cidade de San Carlos de Bariloche fica no departamento de Bariloche, na província de Río Negro, na Patagônia argentina, próxima à Cordilheira dos Andes, e, portanto, da fronteira com o Chile, ambos na América do Sul. Faz parte da Região dos Lagos Andinos.

Coordenadas GPS Bariloche: 41° 08′ 37″ S 71° 17′ 27″ O

seta-instinto-viajante Como chegar em Bariloche? (a maneira mais fácil e a mais barata)

A maneira mais fácil de chegar em Bariloche (com valores)

O jeito mais cômodo e fácil de chegar em Bariloche é tomar um voo do Brasil até o aeroporto de Bariloche (normalmente com escala no aeroporto Aeroparque Regional Jorge Newbery – AEP -, em Buenos Aires), e um transporte até a cidade que está a 13 KM. Para sair do aeroporto de Bariloche é fácil e dentre as opções estão: tomar um táxi (a$ 250 – 300), remis (a$ 180 – 230), traslado (a$ 80 – 120), alugar um carro, ou ônibus público (linha 72, chega até a calle Moreno, no centro, a$ 16 – 20, diariamente, das 6:40h as 22:40h).

As passagens de avião para Bariloche, quando compradas com antecedência, variam entre R$ 1.500 e R$ 2.000 (ida e volta), com as taxas, saindo de São Paulo, com escala em Buenos Aires.

Os voos do Brasil para Bariloche são operados pela LATAM (antiga Tam Linhas Aéreas, com voos desde Florianópolis, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo) e pela Gol Linhas Aéreas (desde São Paulo). Se você estiver em Buenos Aires, os voos são operados pela Aerolíneas ArgentinasAndes Líneas Aéreas, e LATAM (antiga LAN Argentina); Para chegar desde Santiago, Chile, os voos saem pela Aerolínea Principal de Chile (PAL Airlines), LATAM (antiga LAN Airlines) e Sky Airline (voos sazonais).

O Aeropuerto Internacional de Bariloche – Teniente Luis Candelaria (BRC) fica na Ruta Provincial 80, s/n, San Carlos de Bariloche, Río Negro, Argentina. Telefone: 0294 440-5016.

Dica de viagem do mochileiro: Ir até a capital argentina de avião e tomar um ônibus Buenos Aires – Bariloche não é uma opção que vale a pena em termos de custo-benefício, mas caso você queira estudar a possibilidade, as empresas que fazem o trajeto são: Vía BarilocheVía TacCrucero del Norte e El Valle (Viagem: 20-23 horas; todas saem do Terminal de Ônibus de Retiro, Av. del Libertador, 1080. Telefone: 011 4310-0700).

A maneira mais barata de chegar em Bariloche (low cost)

A forma mais econômica de chegar em Bariloche é ir até Buenos Aires, e de lá:

Opção 1: ônibus até Viedma + trem patagônico de Viedma para Bariloche.

Opção 2 (mais barata): ônibus ou trem patagônico para Bahia Blanca (Viagem de trem: 13 horas; custa a$ 135, classe econômica que é desconfortável; e a$ 170, assentos um pouco melhores) + tentar carona de Bahia Blanca para Bariloche, algo bem comum entre viajantes da região.

Veja os preços atualizados do trem patagônico

Confira aqui como chegar e se locomover em todas as cidades da Patagônia argentina e chilena

seta-instinto-viajante Como é Bariloche?

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Vista do mirante do Cerro Campanario, em Bariloche, Patagônia, Argentina – Instinto Viajante

San Carlos de Bariloche é uma cidade de natureza privilegiada, formada às margens do lago Nahuel Huapi. Seu lindo entorno é composto por outros lagos, cachoeiras, bosques, cerros (montanhas), miradores (mirantes), senderos (trilhas), trekking e refúgios de montanha (espécie de hostel em meio a natureza). Seus destaques são os lagos, Nahuel Huapi, Gutiérrez e Mascardi; e as montanhas, cerro Tronador (3.354 M), cerro Catedral (2.405 M) – popular por ser um dos melhores lugares para esquiar na Argentina, e o cerro López (2.075 M).

Além de suas possibilidades de ecoturismo, Bariloche, por ser muito procurada, possui uma rede de turismo extremamente desenvolvida, oferecendo variadas opções de passeios, entretenimento e vida noturna. Seus bares e restaurantes brindam o melhor da gastronomia argentina e patagônica; e suas lojas de chocolates são as mais famosas no país, tendo inclusive uma festa anual do chocolate em Bariloche. A cidade ainda possui shopping, cinema e diversas lojas de compra e aluguel de equipamentos, roupas, artesanatos e souvenirs.

Ah, e não se preocupe se você não fala espanhol, pois Bariloche recebe tantos brasileiros que a maioria dos lugares estão preparados com alguém que fala português e, mesmo  quando não há, as pessoas, em geral, possuem boa vontade em compreender o portunhol.

seta-instinto-viajante A viagem para Bariloche é pra você?

Indicamos a viagem para Bariloche para qualquer pessoa que curte boa culinária, esportes, e ecoturismo, pois irá se encantar com seus bosques, lagos, rios, montanhas, mirantes, cachoeiras, e, claro, neve. Além disso, a cidade brinda seus visitantes com ótima e moderna estrutura. Sem dúvidas um destino para todas as idades, inclusive viagens em casal, família e com as crianças.

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Eu e a Isabela no topo do Cerro Campanario, em Bariloche, Argentina – Instinto Viajante

seta-instinto-viajante Como se deslocar em Bariloche?

Bariloche é uma ótima cidade para caminhar, pois não possui grandes ladeiras e seus principais interesses na cidade são próximos do centro, como o Centro Cívico, lojas de artigos, lojas de chocolate, restaurantes, cafés, museus – tudo podendo ser visitado em apenas um dia de caminhada.

Como são os transportes em Bariloche?

O transporte público é mais utilizado para visitar os arredores, mas também podem ser utilizados dentro da cidade. São eficientes, com muitos horários (geralmente a cada 15 ou 30 minutos) e trajetos, bem sinalizados, e baratos. A maioria dos ônibus passam pela calle Moreno. Para entrar é usada a porta dianteira e para descer, pode ser qualquer porta (em geral não estão preparados para atender a pessoas com dificuldade de locomoção). Os valores variam de acordo com a distância. Passeios mais distantes podem ser feitos também em táxi (com taxímetro), remis (corridas com valores fixos, geralmente), carros alugados ou traslados.

Dica de viagem do mochileiro: Os ônibus em Bariloche não aceitam dinheiro, é necessário comprar o cartão SUBE (mesmo usado nos ônibus de Buenos Aires) no Terminal ou nos vários kioskos (tabacarias) espalhados pela cidade. Se você não possuir o cartão, mas necessitar tomar um ônibus, peça para algum passageiro pagar e você dar o dinheiro, é uma prática comum entre os moradores. O SUBE custa a$ 20 e vem sem crédito (a$ 0), mas pode ser usado até a$ -10.

seta-instinto-viajante Onde ficar em Bariloche? Como são as hospedagens e hotéis em Bariloche?

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Centro Cívico, Bariloche, Patagônia argentina – Instinto Viajante

San Carlos de Bariloche conta com mais de 30.000 opções de hospedagens, dentre hotéis de todos os tipos e preços, flats, cabañas (espécie de chalés), hosterias (pousadas), hostal (hostel, albergues), bed and breakfast (cama e café da manhã), e campings. Portanto você pode ter certeza que existe alguma opção que agrade ao seu gosto ou orçamento de viagem.

A maioria das hospedagens estão próximas do centro e do Centro Civico, e é lá onde convém ficar, devido a proximidade dos serviços e pelos preços que são, geralmente, mais baixos. Mas saiba que a cidade fica cheia e são muitos jovens na cidade, o que pode significar menos sossego.

Se você possui um veículo ou está disposto a pagar pelos deslocamentos, e quer mais tranquilidade pode considerar hospedagens mais distantes que provavelmente contarão com cenários incríveis, mais paz, e melhores estruturas, pois é uma rede hoteleira mais moderna (e, em geral, mais cara).

Se sua viagem é apenas para esquiar considere hospedar-se no cerro Catedral e poderá economizar com deslocamento e tempo.

Campings em Bariloche normalmente ficam mais afastados do centro.

Encontre e reserve sua hospedagem ao melhor preço: Booking.com (link afiliado).

seta-instinto-viajante Tem motel em Bariloche?

Sim! Mas os principais motéis de Bariloche estão longe do centro, portanto é uma prática muito comum entre seus moradores passar as noites mais quentes em hosterias (pousadas) do centro. Essa é uma opção comum e econômica de motel em Bariloche. Os pernoites possuem médias de a$ 500 a a$ 800, por casal, com café da manhã.

seta-instinto-viajante Como é o clima e tempo em Bariloche?

A temperatura em Bariloche é habitualmente fria ao longo do ano, ocorrendo dias de calor no verão, e ás vezes no outono e primavera. O clima em Bariloche é mediterrâneo, sendo frio e seco, ao longo do ano, e seco e suave no verão, com muitas chuvas no inverno. Venta bastante na região, principalmente nas orlas de lagos e em passeios a céu aberto, mas na cidade em si se sente menos o vento devido a quantidade de prédios.

– Qual o mês mais quente em Bariloche? Fevereiro.
– Qual o mês mais frio em Bariloche?
Julho.
– Quando chove mais em Bariloche?
As chuvas ocorrem principalmente de abril a julho. O mês que mais chove é julho.
– Quando chove menos em Bariloche? Os meses com poucas chuvas são dezembro, janeiro e fevereiro. O mês que menos chove é fevereiro.

Para verificar o clima-tempo Bariloche durante sua viagem, indicamos as previsões realizadas pelos sites WindGuruAccuWeather.

seta-instinto-viajante Como é Bariloche no verão?

Bariloche no verão é fresco pela manhã e noite, e agradável durante o dia. Possui poucas chuvas, dias temperados, e longos. Os dias de sol são ótimos!

Temperatura média: 14 °C | Mínima: 8 °C | Máxima: 25 °C

Quando é o verão em Bariloche?

De 21 de dezembro a 20 de março.

O que levar para Bariloche no verão?

Leve roupas leves e confortáveis e um casaco comum para a noite. Calçados confortáveis e sandálias rasteiras para caminhadas. Recomendamos levar biquinis e sungas, pois faz calor suficiente para mergulhar nos lagos.

Veja também: checklist completo para viajar

seta-instinto-viajante Como é Bariloche na primavera?

Bariloche na primavera começa a ter dias mais longos e as temperaturas começam a subir conforme se aproximam do verão. Os bosques estão mais verdes, brilhantes e aromáticos. Normalmente faz frio durante o dia e muito frio a noite.

Temperatura média: 7 °C | Mínima: 1 °C | Máxima: 20 °C

Quando é a primavera em Bariloche?

De 21 de setembro a 20 de dezembro.

O que levar para Bariloche na primavera?

Roupas para um frio comum são suficientes, como bons casacos, mas não necessariamente casacos técnicos e impermeáveis. Diversas camadas de roupas funcionam nessa estação. Leve calçados confortáveis para caminhadas e sandálias rasteiras. Calçados impermeáveis não são estritamente necessários.

→ Veja também: checklist completo para viajar

seta-instinto-viajante Como é Bariloche no outono?

Bariloche no outono é quando as temperaturas começam a cair e aumentam a quantidade de chuvas. Normalmente faz frio durante o dia e muito frio a noite. Os bosques ficam lindos, com suas árvores de colorações ocres, avermelhadas e amarelas.

Temperatura média: 5 °C | Mínima: 0 °C | Máxima: 13 °C

Quando é o outono em Bariloche?

De 21 de março a 20 de junho.

O que levar para Bariloche no outono?

Recomenda-se levar bons casacos, de preferência impermeáveis e com capuz, e/ou capa de chuva, devido a frequência das chuvas. O mesmo serve para calças e calçados, esses também bons para caminhar. O lado positivo é que as chuvas são geralmente finas, diferente das chuvas brasileiras de verão, permitindo-se caminhar pelas ruas.

→ Veja também: checklist completo para viajar

seta-instinto-viajante Como é Bariloche no inverno?

Bariloche no inverno é fria durante o dia e muito fria pelas manhãs, e à noite, normalmente com temperaturas negativas, muitas chuvas e nevascas. Os dias são curtos.

Temperatura média: 2 °C | Mínima: -10 °C | Máxima: 7 °C

Quando é o inverno em Bariloche?

De 21 de junho a 20 de setembro.

O que levar para Bariloche no inverno?

Recomendamos levar bons casacos, de preferência impermeáveis e com capuz, e/ou capa de chuva, devido a frequência das chuvas. O mesmo serve para calças e calçados, esses também bons para caminhar. O lado positivo é que as chuvas são geralmente finas, diferente das chuvas brasileiras de verão, permitindo-se caminhar pelas ruas.

O inverno é complicado, exigindo necessariamente um bom equipamento que proteja do frio, com bons casacos abrigados, blusas e calças, ambos térmicos e impermeáveis. É bom lembrar que devido as características da Patagônia, o frio é diferente do Brasil, não é só frio, é gelado! E vestir todas as roupas uma por cima da outra não irá funcionar.

A dica dada por moradores da Patagônia é: vestir uma blusa + um casaco de moletom + um casaco sintético. Para as pernas, calças segunda pele / térmicas.

→ Veja também: checklist completo para viajar

seta-instinto-viajante Como são os ventos em Bariloche?

“Bariloche venta muito?” Sim! Normalmente possui ventos fortes, principalmente na primavera. O verão também venta bastante e são raros os dias de calmaria.

Outubro e novembro é quando venta mais. Dentro da cidade se sente menos os ventos devido aos prédios.

seta-instinto-viajante Quando neva em Bariloche?

“E quando tem neve em Bariloche?” Essa é uma das principais perguntas sobre a cidade, pois é o principal interesse dos brasileiros em Bariloche. A época de neve em Bariloche é durante o inverno, de 20 de junho a 30 de setembro. A temporada de esqui em Bariloche pode variar um pouco de acordo com o ano, começando um pouco antes ou um pouco depois, então aqui deixamos uma média. A temporada é dividida em baixa, média e alta, variando da mais barata a mais cara, respectivamente (abaixo uma ideia, mas as datas podem variar de acordo com a temporada).

Temporada baixa: 20/06 a 03/07; e 29/08 a 30/09
Temporada média: 04/07 a 10/07; e 01/08 a 28/08
Temporada alta: 11/07 a 31/07

Eventos de neve em Bariloche: Anualmente se comemoram a Fiesta Nacional de la Nieve (em junho) e a Semana Internacional de Esquí (em agosto), além de diversas competições de esqui e snowboard.

seta-instinto-viajante Bariloche melhor época

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Arredores do Lago Gutiérrez, em Bariloche, durante o outono – Instinto Viajante

“Qual a melhor época para ir a Bariloche?”. Depende. Qual é seu interesse? Veja abaixo e defina sua melhor época para viajar a Bariloche:

Atividades a céu aberto – Novembro a março (primavera e verão) são os melhores meses para visitar a região em termos de passeios, quando o clima é menos frio e os dias são mais longos. De novembro a abril a ocorrência de dias de sol e céu limpo são maiores.

Esquiar em Bariloche – Junho a setembro (inverno). A temporada de neve começa em meados de junho, mas esfria de verdade em julho e, em agosto, o frio é intenso com dias mais curtos, sendo a possibilidade de esquiar o principal atrativo. Esse período pode chegar até setembro ou outubro.

Quando Bariloche está mais barata e vazia – Maio, junho, setembro e outubro são baixa temporada, tendo menos visitantes e preços menores.

seta-instinto-viajante Que horas o sol nasce e se põe em Bariloche?

Mais uma vez, depende. Veja a média de quando é o nascer e o por do sol, e quantas horas de luz há em Bariloche:

Primavera – Dias normais. O sol nasce entre 6h e 6:15h, e se põe entre 21h e 21:20h.

Verão – Dias longos. O sol nasce entre 5:30h e 6h, e se põe entre 21h e 21:30h. O dia mais longo do ano é 21 de dezembro, quando o dia dura das 5:30h as 21:30h.

Outono – Dias normais. O sol nasce entre 7:00h e 7:30h, e se põe entre 19:30h e 20h. O dia mais longo do ano é 21 de dezembro, quando o dia dura das 5:30h as 21:30h.

Inverno – Dias curtos. O sol nasce entre 8:40h e 9:20h, e se põe entre 18h e 18:30h.

seta-instinto-viajante Passeios em Bariloche: o que fazer em Bariloche?

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Parque Llao-Llao, em Bariloche, Argentina. Um dos passeios mais bonitos dos arredores – Instinto Viajante

San Carlos de Bariloche possui muitos interesses turísticos e atividades, dentre as quais estão: turismo gastronômico, vida noturna, cervejarias, refúgios de montanha (hostel/camping), esportes de aventura, arvorismo, caiaque, cavalgadas, canopy (tirolesa), escalada, kitesurf, mergulho, mountain bike, passeios de barco, parapente, raftingstand up paddle, stand up rafting, trilhas e trekking, esqui e snowboard, culipatin (esqui-bunda), golfe, lagos e praias, mirantes (miradores), turismo histórico-cultural, museus.

Nosso artigo o que fazer em Bariloche (além do óbvio), disseca a cidade, contando o que fazer e valores para mais de 35 atividades.

Mapas de Bariloche para baixar em pdf (fonte: governo de Bariloche): Mapa do centro de Bariloche | Mapa dos arredores de Bariloche | Mapa com o que fazer em Bariloche

Veja também: principais agências de turismo em Bariloche

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Mapa do Circuito Chico de Bariloche, Argentina. Fonte: Goberno de San Carlos de Bariloche

seta-instinto-viajante Como é o Ciruito Chico de Bariloche? Vale a pena fazer?

O Circuito Chico é uma das atrações mais famosas de Bariloche. O passeio é como as boas vindas da cidade e vale muito a pena fazer. O que muita gente não conta é que é tranquilamente possível fazer por conta própria, seja com seu veículo, alugando um, de bicicleta, ou até mesmo em transporte público, através dos ônibus que saem do terminal e passam pela calle Moreno, no centro. a pena em qualquer estação.

Pra nós, vale mais a pena fazer por conta própria se seu interesse é aproveitar bem o tempo e tirar fotos sem se preocupar com horários. Se você gosta de ouvir as curiosidades, contrate um guia ou faça o passeio com uma agência. Fazer no primeiro dia para já ter uma ideia de como se locomover pela cidade é uma boa.

Dica: evite a combinação do Circuito Chico com o cerro Catedral, pois este merece um dia inteiro. Faca outro passeio menor no dia do Circuito chico. Veja aqui mais de 35 coisas para fazer em Bariloche.

seta-instinto-viajante Comprar passeios em Bariloche ou no Brasil?

Em Bariloche existem uma infinidade de agências de turismo e você não corre o risco de não ter vaga em algum tipo de passeio. É muito tranquilo fechar por lá, e você provavelmente encontrará preços melhores, além das muitas possibilidades de realizar passeios por conta própria. Os passes para o cerro Catedral são comprados no local.

Para saber se vale mais a pena fechar um pacote de viagem com tudo incluso ou fechar os passeios em Bariloche, você pode calcular os preços que deixamos aqui no tópico Bariloche preços – quanto vou gastar em minha viagem para Bariloche? e saber qual vale mais a pena.

seta-instinto-viajante O passeio de trem histórico de Bariloche ainda funciona?

Muitas pessoas procuram o antigo passeio de trem de Bariloche porque ouviu dizer sobre sua natureza incrível, mas infelizmente o Paseo Tren Historico a Vapor de Bariloche (la Trochita) está atualmente desativado.

seta-instinto-viajante Qual moeda levar, casas de câmbio em Bariloche e pagamentos com cartões

Qual moeda levar? Antigamente era comum ver os blogs de viagem afirmarem que a melhor opção ao viajar para a Argentina era levar dólar. Porém, com as recentes mudanças econômicas do país, isso deixou de ser uma dica de viagem válida. Atualmente a melhor opção de moeda para levar para Bariloche é o peso argentino ou mesmo o real. Leve dólares apenas se você já os tiver, realizar a troque de real para dólar e depois para pesos argentinos não costumam ser uma boa ideia.

Onde trocar? A melhor opção é trocar seu dinheiro em Buenos Aires. Caso vá ficar alguns dias em Buenos Aires, poderá levar reais e troca-los na capital argentina – a calle Sarmiento, possui muitas casas de câmbio. Se for apenas passar pelo aeroporto, realize o câmbio neste, mas sabendo que é uma segunda opção. A terceira é cambiar no Brasil, pois não será tão ruim (se você vive próximo (a) de fronteiras com a Argentina ou em cidades populares entre turistas hermanos (como Búzios/RJ; Florianópolis, Balneário Camboriú ou Bombinhas/SC; e Pipa/RN) a cotação poderá ser ainda melhor.

Sua última opção deverá ser trocar moeda em Bariloche, pois provavelmente será a pior das cotações entre as citadas. Se por algum motivo isso acontecer, Bariloche conta com diversas casas de câmbio (a maioria das opções estão nas calles Mitre e San Martín) e alguns bancos no centro que realizam a troca de moeda. Também existem caixas eletrônicos onde é possível sacar dinheiro com seu cartão de débito e crédito (lembre-se de habilitá-lo antes da sua viagem e que essa forma de pagamento normalmente possuem taxas de câmbio piores, além de taxas do caixa eletrônico argentino + taxas do seu banco + IOF).

Meios de pagamento – Os estabelecimentos de Bariloche normalmente aceitam moedas estrangeiras (real, peso chileno, dólar e euro), mas normalmente com câmbio em desvantagem em relação a trocar sua moeda.

seta-instinto-viajante Bariloche preços – quanto vou gastar em minha viagem para Bariloche?

San Carlos de Bariloche atende a diferentes estilos de turismo e orçamentos. Sua temporada é dupla, devido as férias no verão, e à possibilidade de esquiar, no inverno. Outra questão complicada é que a inflação é alta na Argentina, fazendo com que os preços dos passeios em Bariloche geralmente aumentem em 20-35% por ano. Alguns locais aproveitam para especular e chegam a cobrar 50-100% mais a cada mudança de temporada invernal. Os valores e dados a seguir são de 2016, e servem para dar uma ideia de preços em Bariloche.

Meses mais caros: Novembro a abril; e julho a agosto.
– Meses mais baratos: Maio, junho, setembro e outubro.

Hospedagem low cost, campings e hostel: dormitórios baratos possuem diárias a partir de a$ 150, na baixa temporada, e a$ 170-250, na alta. Quartos privativos variam entre a$ 500 e a$ 800 por casal. Os campings custam a partir de a$ 80-100 a diária. Ache hospedagens boas e baratas com o Booking.com (link afiliado).

Hotel e cabañas: Preço para um quarto duplo simples com café da manhã a partir de a$ 900, na baixa temporada, e a$ 1.200, na alta. Cabañas (estilo chalés) costumam ser alugadas por mês na temporada e custam por volta de a$ 30.000. Na baixa, existe a possibilidade de conseguir diárias em cabañas é maior e custam em torno de a$ 900 – 1.000. As cabãnas possuem capacidade para hospedar grupos grandes. Encontre seu hotel com Booking.com (link afiliado).

Custo médio de alimentação: Possui algumas opções de bares e restaurantes, e é possível encontrar café da manhã a partir de a$ 50 e refeições por a$ 100-150, o almoço, e a$ 120-200, o jantar, em média. Compras no supermercado para alimentação low cost custam em torno de a$ 80-100/dia, por pessoa. O quilo do chocolate a partir de a$ 250-300.

Custo dos transportes: Bariloche possui serviços de táxi e remis que saem em média a$ 50-200 por trajetos curtos a médios. Ônibus variam entre a$ 7-18, de acordo com a distância.

Custo dos principais passeios e atividades: A entrada para parques nacionais custam entre a$ 100-130 para residentes do Mercosul (como o Brasil) e a$ 150-180 para outros estrangeiros. Aerosillas (teleféricos) em cerros custam, em média, a$ 150 (a$ 75 para crianças e idosos. menores de 5 anos grátis). teleférico cerro Otto (com visita a confeitaria giratória e ônibus de ida e volta do centro), a$ 300 / a$ 220, crianças de 6 a 12 anos e maiores de 65 anos / até 5 anos, grátis; canopy (tirolesa) no cerro López (com traslado e atividades recreativas), a$ 800.

Preços dos principais passeios guiados: Circuito Chico, a$ 280; cerro Campanario, a$ 180 (sem incluir Aerosillas); Passeio de meio dia ao cerro Catedral com traslado e guia, a$ 280 (sem incluir teleféricos que custam: a$ 370, na baixa temporada, a$ 390, na média, e a$ 460, na alta); Tour Circuito Chico + cerro Catedral (sem telféricos) a$ 560; visitas ao cerro Tronador e Ventisquero Negro / visita a El Bolsón e Lago Puelo / ou visita a Villa La Angostura e cerro Bayo, custam, cada uma, a$ 740 (sem incluir entrada no parque para o cerro Tronador; e teleférico do cerro Bayo); San Martin de Los Andes pela Ruta de los 7 lagos, a$ 900; passeio de barco para Ilha Victoria e Bosque de Arrayanes com traslado / ou passeio de barco para Puerto Blest e Cascata Los Cantaros, a$ 780 / a$ 390, crianças até 12 anos; até 4 anos, grátis (não inclui entrada para o parque nacional e taxa de embarque, a$ 43; no caso do passeio Puerto Blest, há opção de incluir o Lago Frias por mais a$ 300).

Preços dos passeios exclusivos de inverno: Passes diários para esquiar no cerro Catedral custam a$ 770, na baixa temporada; a$ 910, na média; e a$ 1.065, na alta; Passes diários para a pista de principiantes do cerro Catedral custam a$ 525, na baixa temporada; a$ 640, na média; e a$ 775, na alta (ambos são comprados nas bilheterias do cerro Catedral e dão direito ao uso de todos os teleféricos, exceto o “Cable Carril“); existem ainda pacotes de vários dias, e o acesso para pedestres custa a$ 215. Transfer de ida e volta ao Cerro Catedral, a$ 250; batismo de Ski em Jardim de Neve (traslado + acesso a pista + equipamento por 3h + 2h de aula), a$ 1200; batismo de ski clássico (equipamento + 2h de aula), a$ 850 (média e alta temporada) / a$ 750 (baixa temporada) – não inclui passe de principiante do cerro Catedral; Noche Nórdica, a$ 2.900 / a$ 2.300, crianças de 6 a 10 anos; Ski nórdico (passe + equipamento + aula), a$ 890; traslado ao Centro de Ski Nórdico, a$ 220; Roca Negra, a$ 1.900 / a$ 1.500, até 11 anos (em julho) / e a$ 1.500 todas as idades (em junho); El Refugio Arelauquen, a$ 3.000 / a$ 2.400, crianças de 6 até 10 anos (sem traslado); Jantar La Cueva, a$ 3.000 (sem traslado) / a$ 3.250 (com traslado de ida e volta do cerro Catedral); After ski La Cueva, a$ 2.800 (sem traslado); Circuito diurno La Cueva, a$ 1.950 (valor por moto-esqui, para até 2 pessoas); circuito diurno de quadriciclos, a$ 970 (valor por quadriciclo para até 2 pessoas); Montanha e Tango no Refugio Berghof, a$ 1.500 / a$ 1.125, crianças de 4 a 11 anos; Culipatin (esqui-bunda) e trenó em Piedras Blancas, no cerro Otto, a partir de a$ 600 / a$ 400, crianças até 11 anos, na baixa temporada; e a partir de a$ 900 / a$ 600, crianças até 11 anos, na alta temporada.

Veja mais passeios e preços.

seta-instinto-viajante Comprar ou alugar roupas e equipamentos para esquiar em Bariloche?

Muitos se perguntam se vale mais a pena comprar roupas e equipamentos para esquiar em Bariloche, ou aluga-los. A resposta é: alugue! Esses produtos são caros, então pense de forma prática: em qual ocasião você irá utilizar novamente essas roupas e equipamentos? E se irá utilizar, com que frequência?

A maioria dos brasileiros não terão possibilidade de uso tão frequente que valha a pena o investimento. Portanto, a menos que você pretenda seguir no esporte, alugue. Se você pretende seguir, mas nunca esquiou, alugue também, pois não existe a garantia de que irá gostar, então teste antes.

Vale a pena você comprar coisas que têm utilidade no dia-a-dia, como gorros, cachecóis, calça e blusa segunda pele. As luvas não são alugadas pelas empresas, portanto será preciso comprar.

Alugar roupas e equipamentos de esqui e snowboard no centro de Bariloche provavelmente sairá mais barato e terá mais opções do que nas estações de esqui, mas existe o inconveniente de ter de carregar as coisas. Considere alugar roupas no centro e equipamentos nas estações. Nas calles Mitre e San Martín estão a maioria das lojas que alugam roupas para esquiar em Bariloche. Preços e tipos de equipamentos são muito variados, portanto pesquise antes de fechar negócio.

seta-instinto-viajante Quanto gasta para esquiar em Bariloche?

Para esquiar em Bariloche você deve considerar os seguintes custos: aluguel da roupa + aluguel de equipamento de esqui + passe para o centro de esqui (ingresso) + meio de elevação (teleférico) + aulas (opcional). Há passeios de agências e escolas de esqui que fazem pacotes com tudo incluso, alguns vantajosos. Considerar também serviço de traslado, after ski e lanches, caso faça uso.

Custo médio para esquiar em Bariloche (1 dia)*: a$ 200 (aluguel de roupa para neve) + a$ 400 (aluguel de equipamento completo de esqui ou snowboard) + a$ 910 (passe para o centro de esqui cerro Catedral) + a$ 390 (meio de elevação) + a$ 200 (2h de aula em grupo) + a$ 250 (traslado ida e volta) + a$ 100 (lockers para guardar seus pertences) = a$ 2.450.

* essa é uma estimativa de custo para esquiar em Bariloche por dia, mas é claro que cada loja terá um valor e qualidade de equipamentos, e alugar tudo por vários dias irá gerar um melhor custo-benefício.

seta-instinto-viajante Dicas para economizar em Bariloche

Tenha em conta que sua viagem será bem mais barata fora do inverno. E mais barata ainda durante primavera e outono.

Supermercados – Hospedar-se em lugares que permitem cozinhar e realizar suas compras no supermercado para preparar seu próprio café da manhã, almoço e janta é uma das formas que você mais irá economizar viajando para Bariloche. Os supermercados grandes de Bariloche são: Todo, Uno, Carrefour e La Anônima, esse último costuma ser o mais barato e com mais opções, e verdurerias (sacolões) podem ter bons preços para frutas, legumes e verduras.

Socialize – Faça amigos na viagem, vocês poderão passear juntos mais barato e até cozinhar junto. Quanto mais pessoas cozinham juntas, mais barato sai.

Telefone – Compre um chip local se desejar navegar na internet fora do WiFi ou ligar. Ativar seu serviço de roaming brasileiro deixará suas contas bem maiores.

Tenedor libre – Se você costuma comer bem, existem vários restaurantes em Bariloche que oferecem tenedor libre, um buffet do estilo como quanto quiser por um preço fixo. Em geral, custam a partir de a$ 150-200.

Pague em pesos argentinos – Muitos lugares aceitam cartões e outras moedas, como reais, euros e dólares, mas quase sempre é melhor pagar em pesos argentinos. Na hora de usar cartões lembre-se das taxas para saques e compras, tanto do seu banco, quanto do IOF.

Água – Diversos moradores locais bebem água diretamente da torneira e não há relatos de incidentes por isso. A água pode ter um sabor diferente do Brasil, mas é potável. Sempre pergunte antes de beber.

Serviços conjuntos – Consulte se sua hospedagem possui parcerias com agências de turismo, isso pode render algum desconto nas atividades. Existem também opções de hospedagens que incluem traslados desde o aeroporto e para passeios, pergunte. Ao definir seus passeios, tente realizar todos com a mesma agência e pleitear descontos. A mesma dica serve para grupos grandes, que possuem maior facilidade em negociações com passeios e hospedagens.

Esquiar mais barato em Bariloche – Se você possui nível iniciante, existe a opção de esquiar no cerro Otto, no Winter Park, que é menos profissional e mais barato que o popular cerro Catedral. Se sua prática com o esqui não for tão boa quanto você pensava, ainda terá a opção de visitar o Parque Piedras Blancas, que fica bem próximo, e se divertir em suas pistas de culipatin (esqui-bunda).

Faça passeios por conta própria – Bariloche possui muita informação por todos os lados, e as pessoas costumam ser gentis, dois fatores que facilitam muito realizar passeios por conta própria. Tenha em conta que alguns mais distantes valerão mais a pena tomar traslados, mas nem todos. Visitar as cidades vizinhas, como Villa la Angostura e El Bolsón, de ônibus também é muito mais barato.

Passeio de barco – O passeio para a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes é bem mais barato saindo de Villa la Angostura, como mencionamos aqui.

Ande de ônibus – O sistema de transportes de Bariloche não é perfeito, mas funciona. Ande de ônibus para chegar na maioria dos pontos turísticos e economize muito com traslados.

Alugue uma bike – Alugar uma bicicleta é uma ótima opção para realizar passeios de curta e média distância, como por exemplo o Circuito Chico.

Alugue um carro – Se sua intenção é conhecer Bariloche, mas também passear pelos arredores, como El Bolsón, Villa la Angostura, San Martín de los Andes, ou outras localidades, considere alugar um carro. Provavelmente sairá mais em conta do que pagar passagens de ônibus e traslados, principalmente se você estiver em grupo ou família.

Leve lanches – Ao sair para passeios longos, trekking, ou caminhadas em refúgios de montanha, tome um café da manhã reforçado, e leve seu lanche e sua garrafa d’água. Os locais costumam ter lanchonete, mas são caros.

Pesquise – Ao fechar passeios ou aluguéis de roupas e equipamentos em Bariloche, pesquise! Os preços costumam variar bastante, principalmente para alugar equipamentos.

Hospedagem – As opções de hospedagens próximas ao Centro e Centro Cívico costumam ser mais baratas.

Flyers – Em Bariloche é comum encontrar promoções com flyers que são distribuídos nas ruas. Normalmente rendem um percentual de desconto em algo ou algum brinde. Flyers podem ser encontrados com distribuidores de rua, em agências ou hotéis e hostels.

Descontos – Leve seus documentos e pergunte pelos descontos para estudantes, crianças e idosos, vários lugares e passeios de barco possuem.

Leve tudo que precisar – Nós lemos em muitos blogs de viagem sobre deixar para comprar as coisas na Argentina, mas o que vimos foi desvantagem em fazer isso. Para nós, o melhor se você quiser economizar, é levar tudo do Brasil, como remédios (alguns inclusive são diferentes), itens de higiene pessoal, repelente, protetores solar e labial, tintas de cabelo, roupas, etc. Alguns medicamentos de uso corriqueiro, como Neosoro, é muito mais caro em Bariloche e na Argentina, em relação ao Brasil.

Carona – A cultura de pedir e oferecer carona é comum na Argentina, sendo uma possibilidade para se deslocar para os arredores ou cidades vizinhas.

→ Veja também: Manual com todos os truques para viajar de carona mais fácil

seta-instinto-viajante Como são as estradas em Bariloche e região?

As estradas de Bariloche e seus arredores são, em geral, asfaltadas e em boas condições. Não há pedágios próximos. Alguns acessos são de rípio (pedra e areia). Tenha mais precaução nos meses de chuva e neve.

seta-instinto-viajante Horários dos bancos, museus e comércios em Bariloche

A maioria dos comércios funcionam de segunda a sábado, das 9h as 13h, e das 16h as 21h (o intervalo longo durante a tarde é devido a siesta ou sesta, tradicional soneca da tarde na Argentina – quase tudo fecha). Aos domingos, geralmente funcionam de 18h as 21h.

Bancos funcionam de segunda a sexta, das 8h as 13h. Os principais lugares para sacar são: HSBC (Av. San Martin, 192); Banco Galicia (calle Quaglia, 307); Link Mitre / Cabal (calle Mitre, 762); Banco Patagonia (calle Moreno, 127); Santander Río (calle Mitre, 520); Banco Macro (calle Mitre, 433); e Banco La Nación) (calle Mitre, 178).

E museus normalmente funcionam de terça a domingo, cada um com seus horários específicos.

seta-instinto-viajante Que documentos preciso para viajar para Bariloche, quanto tempo posso ficar e quais as vacinas?

Para viajar como turista, os residentes de países do Mercosul (como Brasil), não necessitam vistos, apenas passaporte válido, ou carteira de identidade original (precisam apenas estar em boas condições e com foto identificável, a informação de que necessita ter sido tirada nos últimos 5 ou 10 anos não é oficial).

O tempo máximo é de 3 meses. Caso queira ficar mais tempo é preciso cruzar qualquer fronteira e retornar, renovando a permanência em mais três meses; ou ir até a Dirección Nacional de Migraciones (antes de vencer o prazo) para solicitar.

Atenção: Os documentos acima são os únicos aceitos. Não são aceitos como documento de viagem – Certidão de Nascimento (mesmo para recém nascidos ou menores de idade) ou carteira de motorista.

Não é necessária vacina contra febre amarela para visitar Bariloche. Veja a lista de documentos e recomendações atualizadas para viajar para a Argentina

seta-instinto-viajante Quais as principais festas de Bariloche?

A principal festa de Bariloche é a Fiesta del Chocolate (Festa Nacional do Chocolate), que ocorre durante a Semana Santa, em abril, no Centro Cívico, com música e atividades relacionadas ao chocolate, normalmente com uma comemoração pública e distribuição de chocolates, no domingo de páscoa.

Dentre os principais eventos esportivos em Bariloche estão: a Semana de la Aventura Patagónica, o Open Shimano, e o Encuentro de Kayakistas. Os eventos de neve são: Fiesta Nacional de la Nieve (em junho, no cerro Catedral) e Semana Internacional de Esquí (em agosto), além de diversas competições de esqui e snowboard.

Outras festas populares em Bariloche: Fiesta del Curanto (comida tradicional suíça, na Colonia Suiza), Fiesta de la Cerveza ArtesanalFiesta de las Colectividades (se associa a Bariloche, mas acontece em Dina Huapi), Fiesta Nacional de la Trucha, e conciertos del Camping Musical en Llao Llao (para amantes de música clássica).

seta-instinto-viajante Quantos dias para uma viagem para Bariloche e roteiros que podem ser combinados

Quantos dias para conhecer Bariloche?”

3, 5 ou 7 dias – 3 dias são uma boa possibilidade para realizar alguns dos principais passeios em Bariloche. Para os que desejam ver um pouco mais, acampar no parque Llao Llao e/ou descansar com calma, 5 dias é um bom número. Pelo menos 5 dias (melhor que sejam 7) também se você deseja passear um pouco pelas cidades vizinhas e esquiar, pois as condições climáticas podem não ajudar. * Não estamos considerando os dias de chegada e saída.

E depois?

Viajar para o norte – San Carlos de Bariloche, Villa la Angostura e San Martín de los Andes compõem um corredor turístico muito popular na Argentina, principalmente no verão e inverno. Sendo assim, uma ótima possibilidade é seguir viagem para o norte, visitando Villa la Angostura, e o lindo caminho da Ruta de los 7 lagos, até San Martín de los Andes (vale muito a pena!).

→ Veja também:

Também pela Ruta de los 7 lagos, a 65 km de Villa La Angostura, está a Villa Traful, um lugar lindo nas colinas, em meio a natureza, depois de uma estrada de terra. O principal ponto de interesse é o lago Traful que quase sempre forma um espelho d’água.

Ou viajar para o sul – Descendo está o imperdível povoado de El Bolsón, uma cidadezinha encantadora com dezenas de refúgios de montanha, natureza privilegiada, trekking, e centro de esqui menos lotado. Famosa também por suas cervejas artesanais (produz cerca de 80% das cervejas artesanais da Argentina) e por ser um povoado de origem hippie, com uma grande feira de artesanato em sua praça principal. Vale a pena pelo menos um dia em El Bolsón. Em seu entorno também estão Lago Puelo, El Hoyo, Epuyén, lindos povoados bem pequenos.

Se você tiver mais dias de viagem, lugares clássicos de conhecer são El Calafate e Ushuaia, na Argentina; e Puerto Natales e Torres del Paine, no Chile.

Se você tem muitos dias e quer explorar apenas Bariloche também é uma boa opção. Veja tudo que há para fazer aqui.

seta-instinto-viajante Bariloche é segura? Dicas de segurança e possíveis perigos em Bariloche (para homens e mulheres)

Roubos e violências: San Carlos de Bariloche é uma das maiores cidades da Patagônia, se assemelhando mais a uma cidade grande comum (com características e problemas sociais similares), do que aos pequenos povoados tranquilos típicos dessa região. Isso não significa que Bariloche é uma cidade perigosa, mas sim que deve-se estar atento (a) (diferente da maior parte da Patagônia, que é muito tranquila). Você não deve cancelar sua viagem por isso ou deixar de realizar passeios e caminhadas pela região, apenas estar atento (a).

Centro: normalmente tranquilo e movimentado, mesmo a noite. Quase sempre com rondas policiais.

Cerro Otto: é um ponto de interesse muito movimentado no inverno, mas fora de época é um local onde vêm acontecendo pequenos roubos nos últimos meses. Nós subimos caminhando e infelizmente fomos roubados por 3 pessoas. Seja por nossa experiência, seja pelo que ouvimos das pessoas que vivem em Bariloche, recomendamos que se for visitar essa linda montanha, vá de carro, remis/táxi ou carona, pois a maior chance de acontecer algo é caminhando pela trilha. Se desejar substitui-lo, indicamos subir o cerro Campanario, pois é o que possui a vista mais linda de Bariloche.

Carona: viajar de carona é geralmente seguro e não parece uma cidade com riscos de violência à mulher e/ou alto índice de assédio sexual.

Incêndios: Os parques e bosques de Bariloche possui alto risco de incêndios, não faça fogo. Se for necessário, sempre prefira o uso de fogareiros.

Hipotermia e afogamento: Os riscos de hiportemia e afogamento ao mergulhar nos lagos e cachoeiras fora do verão são altos. Evite se descuidar principalmente das mãos, pés, pescoço e orelhas no inverno

Poluição: Aproveite os lagos para tomar banho fora do inverno e coletar água. Mas lembre-se de não poluir com lixos, guimbas de cigarro, absorventes e afins. Ao tomar banho nas águas não use nenhum produto, nem sabonete. Ao escovar os dentes, pegue água com algum recipiente e não jogue pasta de dente no lago. Se necessitar urinar e defecar, faça longe das trilhas e águas. Papel higiênico também é lixo, caso seja impossível de levar, enterre-o.

Animais de estimação: A entrada de “mascotas“, como eles dizem, é proibida nos parques. Portanto, seu cão, gato ou outros animais não poderão ir.

Repelente: Não vimos necessidade de levar, pois não há mosquitos na cidade para tal.

Filtro solar, protetor labial e óculos: Levar filtro solar, protetor labial e manteiga de cacau são recomendados durante o ano inteiro, devido ao clima seco e alta incidência de raios UV. Tanto no verão, quanto no inverno, recomendamos levar óculos escuros, seja pelo sol, seja pelo reflexo provocado pela neve.

Animais peçonhentos ou venenosos: Não há registros de cobras, escorpiões, aranhas ou afins que ameacem a vida de um ser humano na região.

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seta-instinto-viajante Bariloche dicas – os conselhos e dicas de viagem para Bariloche

Cartões – Libere seu cartão de débito e/ou crédito junto da sua operadora, no Brasil, antes de viajar. Mas não conte apenas com esse meio de pagamento. Muitos lugares de Bariloche aceitam cartões, mas há algum problema com as máquinas argentinas que faz com alguns cartões passem e outros não, ou que um cartão passe em um lugar e em outro não. Isso ocorre principalmente com cartões de chip e ninguém sabe bem o porque. Conosco os cartões não passavam, mas sempre que tentávamos uma segunda vez, funcionava. Portanto, tente duas vezes, mas tenha sempre outra opção de pagamento.

Teleféricos – Antes de realizar algum passeio, informe-se com as pessoas e autoridades se os ascensores (teleféricos) estão funcionando, pois é comum permanecerem desativados em casos de chuvas e nevascas fortes. Em muitos casos, o teleférico é uma opção, mas há a possibilidade de subir a pé, como no cerro Otto e no cerro Campanario.

Evite filas – Ao sair para esquiar em Bariloche, evite descer no último horário, caso queira evitar uma fila enorme.

Esquiando pela primeira vez – Procure visitar o parque invernal antes de alugar seus equipamentos para verificar se esquiar realmente será uma boa ideia. Há pessoas que não suportam o frio ou o esforço físico. O mesmo serve para o aluguel de equipamentos, tente ir antes para medir corretamente as roupas e material, para evitar a possibilidade de notar algum desconforto apenas em cima da hora. Considere a possibilidade de esquiar em parques menos badalados (como no cerro Otto), pois para esquiadores de primeira viagem uma pista mais profissional pode não ser necessária.

Saia cedo – Para visitar El Bolsón, Villa la Angostura ou San Martín de los Andes, saia cedo para aproveitar bem o dia, principalmente esse último, devido a Ruta dos 7 lagos. Dias de sol são excelentes para realizar estes passeios. Conhecer Villa la Angostura, a Ruta dos 7 lagos e San Martín de los Andes em apenas um dia é algo complicado, tente reservar um dia apenas para Villa la Angostura e outro para os outros para aproveitar bem.

Melhores fotos – Suas fotos são melhores quando tiradas pela a manhã ou no final da tarde. Veja outras dicas.

Radiação – Os raios ultravioletas e a incidência solar são fatores de preocupação na Patagônia argentina. Leve protetor solar e use-o constantemente, inclusive para ir a neve.

Para esquiar – Ao sair para caminhar nas montanhas ou esquiar, sempre leve equipamentos adequados (nada de calça jeans nas montanhas) e calcule seus horários. O clima da Patagônia é traiçoeiro, tenha cuidado. Leve sempre protetor solar, óculos escuros e água. Em relação ao frio, saiba que cabelo molhado pela manhã pode congelar (é sério!) e que a melhor combinação é uma blusa + casaco de moletom + casaco de material sintético por cima (casacos de lã não suportam bem o frio e não isolam vento e umidade). Leve uma pomada do Brasil para dores musculares e pancadas.

Passeios de barco – Durante os passeios de barco é comum ver turistas (e profissionais influenciando os mesmos) dando biscoitos para as gaivotas para tirar fotos. Não faça isso, alimentar animais não é natural e nem bom para a vida selvagem.

Transporte público – Os ônibus de Bariloche não aceitam dinheiro, é necessário comprar o cartão SUBE (mesmo usado nos ônibus de Buenos Aires) no Terminal ou nos vários kioskos (tabacarias) espalhados pela cidade. Se você não possuir o cartão, mas necessitar tomar um ônibus, peça para algum passageiro pagar e você dar o dinheiro, é uma prática comum entre os moradores. O SUBE custa a$ 20 e vem sem crédito (a$ 0), mas pode ser usado até a$ -10.

Mergulhar – Sim, ainda que seja Patagônia, e nós termos uma ideia de que é sempre frio, é possível mergulhar nas praias em boa parte da primavera e no verão.

Gorjetas – Na Argentina, é comum dar propinas (gorjetas) para prestadores de serviços, seja em hotéis, traslados ou restaurantes, mas não é algo obrigatório, caso você não queira. Os restaurantes não cobram 10%, mas é comum ver uma taxa de cubiertos no cardápio, espécie de couvert, ainda que não tenha música.

Baterias – Cheque suas baterias na noite anterior aos passeios. Ficar sem bateria no momento das atividades podem frustrar sua trip.

Alimentação – Dificilmente você encontrará arroz e feijão nos restaurantes. Mas caso sinta falta, são vendidos nos mercados (mais caro que no Brasil). Se você é vegetariano ou vegano, a Argentina é difícil para uma boa alimentação, mas possível. Confira sempre nos ingredientes dos produtos que comprar, pois é comum biscoitos/bolachas utilizarem grasa, ou seja, banha animal.

Idioma – Não se preocupe se você não falar espanhol/castelhano, pois as pessoas – em geral – possuem boa vontade em ajudar, e a cidade está acostumada com o grande turismo brasileiro, possuindo muitos guias, informações e materiais em português.

Supermercados – Os supermercados da Patagônia não fornecem sacolas plásticas (bem legal!). Leve uma bolsa retornável ou compre uma para levar suas coisas. Caso não tenha ou não queira, alguns mercados dão caixas de papelão. Ao comprar garrafas de cerveja, perceba que há um valor a mais que deve ser pago caso você não tenha cascos para substituir. Esse valor pode ser recuperado na compra seguinte ao levar os cascos.

Lua de mel – Sim, Bariloche é um destino de viagem legal para sua lua de mel, seja vocês um casal convencional ou de mochileiros.

Beber na rua – Na Argentina é proibido consumir bebidas alcóolicas nas ruas.

Dirigir no inverno – Tenha muito cuidado ao dirigir na neve e saiba que pode ser necessário alugar ou comprar correntes para por nos pneus.

Tenha um seguro internacional – Viaje com um seguro viagem para acidentes. Recomendamos a World Nomads (link afiliado).

seta-instinto-viajante Tipo e voltagem das tomadas em Bariloche

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Tomada padrão em Bariloche, Argentina – Tipo I. Imagem: viagem.uol.com.br

 

A voltagem é de 220 V e as tomadas são TIPO I. A frequência padrão é 50 Hz.

→ Veja também: Todos os padrões de tomadas e frequências usadas pelo mundo

seta-instinto-viajante Outras informações importantes sobre Bariloche

Código telefônico: +54 (Argentina) 2944 (Bariloche). Para adicionar pessoas a aplicativos como WhatsApp pode ser necessário começar por +549 ou 00549 | Para ligar a cobrar para o Brasil desde Bariloche, disque 0800-9995500.

Moeda: Peso argentino (a$ ou ARS).

Bancos: A cidade possui serviços de casas de câmbio de moeda e saques internacionais, no centro, principalmente próximas ao Centro Cívico e calle Mitre. O Banco de la Nación também realiza trocas. Geralmente as casas de câmbio só aceitam notas grandes, como $ 50, $100, etc.

Idioma: Espanhol e Castelhano (variação do espanhol).

Divisão territorial: Região > Província > Departamento > Cidade > Bairro

Altitude média: 893 M.

Fuso-horário: Igual ao Brasil, GMT-3 (esteja atento quando houver horário de verão no Brasil)

Números para emergências: 100 (Bombeiros), 101 ou 911 (Polícia), 107 (Ambulância), 103 (Proteção civil) e 105 (Emergência ambiental). Consulados brasileiros na Argentina: +54 11 4515-6500 (Buenos Aires), +54 3772 42-5444 (Corrientes), +54 351 468-5919 (Córdoba).

Informações turísticas: O principal centro de apoio ao turista é a Secretaria de Turismo de San Carlos de Bariloche, no Centro Cívico, no centro. Lá há mapas com as atrações e guia de Bariloche. Há muitos informes em português devido a grande presença de turistas brazucas na cidade. Bem próximo daí também está a Intendencia del Parque Nacional Nahuel Huapi (Av. San Martín, 24), e a Asociación Argentina de Guías de Montaña (calle Güemes, 691).

Telefones e endereços úteis

Secretaria de Turismo | Centro Cívico | (0294) 429850
Club Andino Bariloche | (0294) 154636960
Intendencia del Parque Nacional Nahuel Huapi | (0294) 4423111
Hospital emergências | (0294) 422300
Aeropuerto Internacional de Bariloche | (0294) 4405016
Terminal de Ônibus de Bariloche | (0294) 432860

Valores e dados de maio de 2016 com atualizações para a temporada de neve de Bariloche de 2016

Obrigado pela leitura e boa viagem!

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