Passagem RTW: como comprar uma passagem de volta ao mundo (guia completo)

Passagem de volta ao mundo (RTW): guia completo

A passagem de volta ao mundo (ou bilhete RTW) é o sonho de todo (a) viajante que quer dar uma volta ao mundo antes de morrer. Isso, por que, nem todos (as) possuem tempo, oportunidade, ou querem fazer longas viagens que podem durar anos.

Nós já demos, aqui no Instinto Viajante, todas as dicas de como comprar passagens aéreas e também cruzeiros marítimos baratos.

Hoje, falaremos sobre a passagem RTW ou passagem de volta ao mundo. Elas possibilitam viajar pelo mundo com uma passagem de avião única. Seria um sonho?

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Tickets RTW ou passagem de volta ao mundo unem diversas passagens aéreas em uma única compra. Foto: karangkraf.com

O que é a passagem de volta ao mundo (RTW)?

passagem RTW (round the world ticket) é, basicamente, uma forma de viajar pelo mundo de maneira mais conveniente. A ideia é que você não se preocupe em reservar voos ao longo do caminho. Você irá pré-reservar todos os voos e concentra-los para uma volta ao mundo com passagem única – mais simples e cômodo.

As passagens de volta ao mundo também costumam ter preços mais baixos do que comprando trajetos individualmente.

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seta-instinto-viajante Como funciona a passagem de volta ao mundo e onde comprar?

As passagens de volta ao mundo são pacotes de voos vendidos por alianças entre companhias aéreas do mundo inteiro, que compartilham seus voos. Ou seja, você adquire uma passagem aérea que pode ser usada para a empresa e seus parceiros.

Por exemplo, se você comprar uma passagem de volta ao mundo da Star Alliance, seu bilhete só servirá para empresas parceiras desta companhia, como por exemplo, Avianca e American Airlines. Idem para reservas com a SkyTeam (onde está a Gol), ou OneWorld (que inclui a LATAM, antiga TAM), etc.

Portanto, ao voar para um destino que a companhia principal (na qual você comprou sua passagem) não realiza, você irá embarcar em uma companhia parceira. Em suma, você não realizará todos os trechos com apenas uma companhia aérea.

É importante lembrar que as alianças feitas para passagens de volta ao mundo não incluem companhias aéreas low cost, por exemplo, Ryanair (Europa) ou Air Asia (Ásia). O que garante que o serviço não será nivelado por baixo (isto é, por companhias de baixo custo) em nenhum lugar do mundo.

Regras das passagens de volta ao mundo

As passagens de volta ao mundo (RTW) possuem muitas condições e regras que você precisa atentar-se. Por isso, sempre leia atentamente os termos da empresa escolhida para não frustrar sua viagem de volta ao mundo. Veja algumas dessas regras gerais a seguir.

  • São válidas por até 10 dias e até no máximo 1 ano, a partir da primeira data de embarque;
  • Você precisa sair de um país e regressar para o mesmo, independente da cidade;
  • O roteiro precisa ser definido ao reservar, ainda que as datas fiquem em aberto;
  • Existem passagens para primeira classe, executivas, e econômicas, e crianças de até 11 anos têm desconto;
  • As datas e horários podem ser alterados sem custos adicionais, (sem haver mudanças nos destinos, e de acordo com a disponibilidade). Exemplo: Se você reservou o trajeto Amsterdam – Rio de Janeiro, poderá mudar a data e hora sem taxas. Contudo, se quiser mudar de Amsterdam para São Paulo será preciso pagar uma taxa (cerca de US$ 125-150);
  • A companhia aérea escolhida para o seu primeiro voo é a responsável por emitir sua passagem única e administrar todas as mudanças até o fim da viagem;
  • Bagagem máxima: 23 KG por pessoa;
  • A passagem RTW gera milhas para acumular.

As principais alianças de companhias aéreas do mundo são Star Alliance, OneWorld, e SkyTeam, e cada uma possui regras e condições próprias. Veja a seguir.

✈ Passagem volta ao mundo Star Alliance

As passagens de volta ao mundo da Star Alliance normalmente seguem um sistema de quantidade de milhas. Eles vendem X milhas, que podem ser distribuídas pelos trechos de sua escolha (dependendo do tipo pode ter limitações de regiões). Exemplo: pacotes de 29.000, 34.000, ou 39.000 milhas. Para dar uma ideia melhor, com 29.000 milhas você consegue comprar voos por cerca de 3 continentes (fora do seu); com 34.000 milhas é possível comprar para 4 continentes; e com 39.000 chega a 5 ou 6 continentes.

Existem bilhetes de primeira classe, executivos, e de classe econômica; e cada um permite fazer no máximo 15 paradas (a parada é considerada quando você fica 24 horas em um lugar). Há ainda, uma passagem mais econômica da categoria “Starlite”, que pode ser usada por apenas um passageiro e dá direito a 26.000 milhas, e no máximo 5 paradas.

Em suma, quanto mais milhas, mais destinos de viagens que poderá visitar, e mais caro será.

A passagem da Star Alliance requer que o país de origem seja o mesmo de retorno, podendo variar a cidade. Outra regra importante é que você pode ir e voltar dentro de um mesmo continente, mas não entre continentes diferentes, neste caso precisa manter-se sempre em uma única direção, sem retornos. Exemplo: você pode voar da Holanda para São Paulo e, em seguida, para o Rio de Janeiro. Mas não pode ir da Holanda para São Paulo e, em seguida, regressar para a Holanda.

Outra coisa que pode causar transtorno é que todas as conexões, trechos alternativos, e setores de superfície/deslocamento terrestre (trechos da viagem que são feitos por terra e não voando) gastam suas milhas compradas. Exemplo: se você voar do Rio de Janeiro para Amsterdam, e depois de Amsterdam para o Vietnã, a quilometragem de Amsterdam para o Vietnã gasta suas milhas, mesmo que você faça esse trajeto por terra, em um trem ou ônibus, ou que voe com uma companhia aérea low cost.

A Star Alliance é formada por 28 companhias, que disponibilizam 1.330 destinos de viagem, em 192 países. Mais informações sobre a Star Alliance: Perguntas frequentes

✈ Passagem volta ao mundo OneWorld

As passagens de volta ao mundo da OneWorld normalmente oferecem duas opções. Um que se baseia em milhas e outro que se baseia em segmentos.

A passagem que segue o sistema de milhas possui praticamente as mesmas regras da Star Alliance. Por exemplo, a Global Explorer, que é a mais tradicional da OneWorld, possui opções de 26.000, 29.000 ou 39.000 milhas para classe econômica; e 34,000 milhas para primeira classe, executiva, ou econômica.

A outra possibilidade é a OneWorld Explorer, que é vendida de acordo com a quantidade de continentes visitados, com pacotes de 3 a 6 continentes, e sem limites de quilometragem, mas restrito ao máximo 16 segmentos (ou 16 voos, já que segmento inclui conexões). Exemplo: Se você quer ir de Amsterdam para Bangkok, mas o trajeto inclui uma conexão, são contados dois voos.

As vantagens da passagem OneWorld Explorer são que: é permitido voar por companhias aéreas que não fazem parte da aliança; não são contados os trajetos feitos por terra ou com outras companhias low cost; e não há limite de quilometragem. Cada segmento vale um voo, independente de ser um curto de 1 hora, ou longo, de 12 horas. Resumindo, você compra 16 voos para usar pelo mundo, o que pode ser ótimo para realizar trajetos muito longos.

A OneWorld é formada por 15 empresas, que disponibilizam 1.000 destinos de viagem, em 160 países. Mais informações sobre a OneWorld: Global Explorer | OneWorld Explorer

✈ Passagem volta ao mundo SkyTeam

Os bilhetes RTW SkyTeam também são bem parecidos com da Star Alliance, baseados em milhas. Os pacotes são de 26.000, 29.000, 33.000, e 38.000 milhas, e no máximo 16 segmentos (ou 16 voos, já que segmento inclui conexões).

A OneWorld é formada por 20 empresas, que disponibilizam 1.064 destinos de viagem, em 179 países. Mais informações sobre a SkyTeam: Guia de referência rápida SkyTeam

Outras empresas que vendem passagens de volta ao mundo:

Viaje com o melhor seguro viagem internacional: World Nomads (link afiliado)

seta-instinto-viajante Como comprar e quanto custa uma passagem de volta ao mundo?

As passagens de volta ao mundo (RTW) normalmente custam entre US$ 3.000 – 11.000, de acordo com os critérios de cada empresa (quantidade de milhas, paradas, continentes, voos, etc).

Passagens mais simples, com poucas paradas, como para dois ou três destinos, custam próximas de US$ 1.500.

A passagem de volta ao mundo pode ser comprada diretamente com as companhias aéreas ou através de buscadores de passagens aéreas RTW, onde, normalmente, é mais barato. Alguns deles:

As vantagens de comprar com um desses sites:

  1. Buscam o menor preço dentre todas as companhias disponíveis no mundo (exceto low cost)
  2. Permite voar para qualquer lugar e em qualquer direção
  3. Não possuem limite de quilometragem
  4. Trechos feitos por terra não reduzem seus voos

Dentre os sites, considero o Airtreks o melhor, principalmente por que eles não possuem uma passagem de volta ao mundo única, mas sim junta diversos trechos de diferentes companhias aéreas, de acordo com os preços mais baixos, e de forma independente das alianças.

Mas se você for estudante também vale muito a pena consultar o STA Travel.

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seta-instinto-viajante A passagem de volta ao mundo vale a pena?

Depende. Muitos blogueiros de viagem defendem e aumentam os pontos positivos das passagens RTW, mas elas não são só um mar de rosas. Podem ser boas opções ou nem tanto assim, depende da sua proposta, estilo de viagem, e momento da vida.

Pontos positivos

Esses bilhetes são ótimos se você tiver um planejamento fixo e ajudam a ter menos preocupações. Você economizará tempo e um pouco de dinheiro (principalmente nas rotas mais populares, onde comprar passagens individuais provavelmente sairá mais caro). Outro ponto positivo é que você acumulará milhas durante a viagem.

E passagens como a OneWorld Explorer são ótimas se você deseja vários voos de longa distância, podendo mistura-los com outros tipos de transporte no meio da trip.

Resumindo, se você voa para os destinos mais populares do mundo, respeita os dias, horários, trajetos, e está conforme as regras, terá uma boa viagem e sem dores de cabeça.

Pontos negativos

Por outro lado, te lembro que é muito difícil realizar uma viagem sem imprevistos, mudanças de última hora e liberdade. Todos (as) os (as) viajantes que conheço não fazem quase nada do que planejam.

Você pode mudar roteiros, ficar mais tempo em alguns lugares e menos em outros, ou até mesmo ter um acidente ou ficar doente.

Outra coisa é que as alianças nem sempre possuem voos para destinos fora da rota turística. O que significa que se você escutar falar muito bem de um lugar que só os moradores locais conhecem, vai ser difícil chegar lá, sem atrapalhar seu planejamento de viagem.

Mesmo que você consiga seguir seu roteiro do início ao fim, minha opinião é que viajar sem liberdade é jogar fora as melhores histórias da viagem. Quando visitei a Bolívia tinha todos os meus dias planejados e me arrependi profundamente, pois com dias completos não poderia fazer quase nada que não havia planejado – faltava tempo.

Além disso, essas passagens possuem uma série de condições e regras que podem não agradar você. E dar uma volta ao mundo com 16 paradas para mim não é uma volta ao mundo, desculpe.

Conclusão

Contudo, não há uma resposta concreta. Você precisa pesar os prós e contras deste tipo de viagem, considerando suas possibilidades, objetivo, e gosto pessoal. De toda forma, não deixe de cogitar essa opção, e caso queira fechar negócio, aconselho buscar algo pelo Airtreks, que, em geral, possuem valores mais baratos, mais voos, e menos regras.

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Se você for fazer uma longa viagem como essa não deixe de ler a respeito do Jet lag e como evita-lo.

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Foto cabeçalho dicas passagem de volta ao mundo: freepik.com


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