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Turismo na Tailândia: coisas importantes antes de viajar para a Tailândia

Turismo na Tailândia - O que saber antes de viajar para a Tailândia

10 coisas que você precisa saber antes de viajar para Tailândia

Viajar para Tailândia está na lista de desejos de muitas pessoas, principalmente depois de saberem como o turismo é barato por lá. Com paisagens extraordinárias, cultura exótica para nós e preços médios bem menores que o Brasil, a Tailândia atrai cada vez mais mochileiros. O país oferece uma infinidade de atrações, como visitar templos milenares, conhecer mais sobre o Muay Thai, ir até uma reserva de elefantes, mergulhar em alguma ilha paradisíaca ou provar a culinária local.

No entanto, com uma cultura tão diferente da nossa, é importante você saber algumas particularidades antes de viajar para a Tailândia. Do respeito ao rei e à imagem de Buda, até o sexo explícito, veja agora no Instinto Viajante o que esperar da Tailândia e como evitar mal entendidos e situações desagradáveis.

Nossa lista prévia:

  1. É possível comer comidas não condimentadas
  2. Você pode se locomover por aplicativos
  3. A prostituição no país é explícita
  4. É fácil ir de ônibus para o Camboja
  5. Não é possível ingressar em todos os países vizinhos por terra
  6. Os tailandeses não toleram o uso da imagem de Buda
  7. A Tailândia é considerada o país do sorriso (mas será que é?)

E mais 4 curiosidades! Vamos lá!

Nota: Baht é o nome da moeda da Tailândia e aqui vamos nos referir como THB. Quando tiver US$ me refiro à dólares estadunidenses.

Turismo na Tailândia: o que é importante saber antes de ir

1. É possível comer comidas não condimentadas

Tailandia Comida Apimentada
Na Tailândia, comida apimentada é algo muito comum. Neste prato, o famoso red curry tailandês. Foto: Jennifer Causey Styling: Claire Spollen.

A comida da Tailândia é uma das mais gostosas e diversificadas do mundo. Como em quase toda culinária asiática, são bem condimentadas, com pratos ricos em curry, a exemplo da Índia. Espere encontrar uma variedade de pratos com curry amarelo, verde e vermelho, mas a sua verdadeira essência está na pimenta em si.

Eles comem muita pimenta mesmo!

E não é só de versões em pó ou em pedacinhos que estamos falando... até as pimentas inteiras (o fruto todo) são consumidas de maneira natural e estão presentes em muitas refeições.

No entanto, é possível “encher a barriga” com pratos tailandeses maravilhosos mesmo se você não suporta pimenta. Para isso, quando for comer em restaurantes ou explorar as exóticas street foods (comidas de rua), escolha pratos que já não tenham muitos condimentos em sua composição e peça para tirar a pimenta. Você pode solicitar “no chilli” ou “no spicy” que eles entendem facilmente, mesmo que não falem inglês.

Isso funciona bem porque as comidas são todas feitas na hora e é tranquilo pedir para não colocar pimenta no seu prato, pois eles realmente seguem seu pedido.

Só tenha em mente que, mesmo sem pimenta, você sempre acaba sentindo um saborzinho dela, pois a panela já está tão impregnada que fica quase impossível não ter um gostinho curtido.

Dica: não adianta escolher uma sopa de curry verde e pedir para tirar o condimento, isso não vai acontecer! Peça alimentos mais neutros, como: Pad Thai (macarrão de arroz tailandês) e Spring rolls (rolinhos primavera ou vietnamitas).

2. Você pode se locomover por aplicativos

Turismo na Tailandia - Carro Grab app de transporte
Carro Grab na Tailândia, aplicativo de transporte similar ao Uber. Foto: Brent Lewin/Bloomberg.

Apesar de não existir Uber na Tailândia ainda, você consegue usar carros e motos de aplicativos de transporte. O mais indicado é o Grab (similar ao Uber) e que costuma ser mais barato do que alugar moto e carro ou pedir um táxi ou tuk tuk.

Além disso, como os preços são avisados previamente, você não corre o risco de sofrer scams (golpes de motoristas que acontecem principalmente em Bangkok), e sabe exatamente quanto vai pagar no final.

Dica: Lembre-se de ativar o roaming do seu celular ou comprar um chip de dados local para usar internet. Você os encontra em lojas como AIS ou True Move (operadoras locais) em Shoppings, aeroportos ou lojas de conveniência, como o Seven Eleven. Evite comprar perto de locais turísticos, como a Khao San Road, pois os preços costumam ser mais caros. Os preços, normalmente, são THB 150 para aproximadamente uma semana e THB 550 para até 30 dias. Versões com velocidade Mega - Mbps (ao invés de Gigas - GB) são mais baratas, rápidas e não te deixam na mão.

3. A prostituição no país é explícita

Turismo na Tailândia - Cidade de Pattaya
O turismo sexual na Tailândia é um problema comum. A cidade de Pattaya, próxima da Bangkok, é uma das mais afetadas pela prática. Foto: Kieu Lin.

Não se assuste, mas infelizmente a prostituição na Tailândia é muito acentuada. É um dos países com maior índice de “turismo sexual”, sendo quase impossível não notar ao caminhar pelas ruas. O nível de atividade é alto principalmente para chamar a atenção de turistas e atrair renda para as tailandesas.

Em algumas cidades, a situação é ainda mais descarada que em outras, casos das áreas litorâneas e da capital.

Pattaya, uma praia localizada na região central da Tailândia (perto de Bangkok), é considerada a “capital do sexo” tailandesa.

Para você ter ideia do apelo sexual no país, em Bangkok, ocorre o Ping Pong Show. Uma atração cheia de tabus, que acaba despertando a curiosidade em muitos turistas, mas baseada no turismo sexual. Toda a base do show é focada no pompoarismo e inclui uma série de comportamentos um tanto quanto “bizarros” pelas moças tailandesas. Lógico que tudo depende de gosto e do quão aberta é a sua mente para a questão, mas o problema é que muitas vezes as meninas que participam do show são exploradas e prefeririam não estar ali.

Independente de ética e opinião, devemos sempre respeitar o próximo, e é bom saber que a sexualidade ultrapassa vários tabus na Tailândia, para evitar surpresas e até mesmo frustrações na sua viagem.

4. É fácil ir de ônibus para o Camboja

Complexo Angkor Wat, Siem Reap, Camboja
Complexo Angkor Wat, em Siem Reap, Camboja - um dos cenários do filme Tomb Raider, com Angelina Jolie. Foto: Trips Avvy.

Saindo da Tailândia, é muito tranquilo viajar de ônibus para outros países do Sudeste Asiático. Um dos roteiros mais comuns é ir de Bangkok, na Tailândia, para Siem Reap, no Camboja, pois é barato e fácil encontrar passagens de ônibus. As passagens custam cerca de THB 750, valor ótimo para uma viagem internacional. Uma dica é adquirir diretamente em uma agência local, como na Khao San Road (Bangkok), por exemplo.

Siem Reap é a cidade mais famosa do país e possui um complexo considerado Patrimônio Mundial da Humanidade, o Angkor Wat. Se você já assistiu ao filme Tomb Raider, vai lembrar de estruturas incríveis e cenas que foram filmadas dentro do complexo.

A viagem para o Camboja vale muito a pena e, pasme: o país é ainda mais barato que a Tailândia!

Você consegue se alimentar com US$ 2, fazer massagem com US$ 1 e comprar calças típicas asiáticas (aquelas confortáveis e cheias de elefantes) por apenas US$ 3 (!!!). Se você gosta de happy hour, saiba que já encontrei chope por apenas US$ 0,50! Paraíso???

O Camboja possui uma vibe completamente diferente da Tailândia, ampliando sua vivência na viagem.

É possível curtir muito Siem Reap em apenas dois ou três dias de viagem. De lá, você pode retornar para Bangkok ou aproveitar o aeroporto internacional para viajar por outros destinos asiáticos. Se sua intenção for viajar barato, é possível ir até o Vietnã por terra pagando cerca de US$ 14.

Dica: A moeda mais usada no Camboja é o dólar e é interessante que você leve dinheiro em espécie, visto que os locais dificilmente aceitam cartões de crédito. Caso você não queira ficar andando com dinheiro, é possível sacá-lo facilmente em qualquer ATM (caixa eletrônico) em ruas ou áreas mais turísticas.

5. Não é possível ingressar em todos os países vizinhos por terra

Shwedagon Pagoda - Yangon - Myanmar
Santuário Stupa Shwedagon Pagoda, em Yangon, Myanmar. Foto: Telegraph.co.uk.

Aposto que você se animou com a ideia de ir para o Camboja por terra e baratinho, né?

Mas, calma! Essa facilidade não é uma regra para todos os países vizinhos. Para ir da Tailândia até Myanmar, por exemplo, é necessário tomar um voo (no caso dos brasileiros).

O grande problema é que as passagens aéreas para lá costumam ter o preço um pouco salgado, comprometendo o orçamento da viagem. Mesmo assim, não desanime, se você tiver com pouca grana, ainda pode seguir viagem por terra para: Laos, Vietnã, Camboja e Malásia.

Para ir da Tailândia para Laos e Vietnã, é mais fácil achar trajetos partindo da região norte e nordeste, incluindo cidades como Chiang Mai e Pai. Caso o destino seja Camboja, é possível partir do norte, mas é muito mais fácil se você estiver em Bangkok. Já para a Malásia, o mais fácil é ir desde as praias, principalmente Krabi, a porção continental.

6. Os tailandeses não toleram o uso da imagem de Buda

Outdoor Buda não é decoração na Tailandia
Outdoor na Tailandia alertando que a imagem de Buda não é decoração, senso comum no país. #BuddhaIsNotForDecoration. Foto: Jasmine / @chuutzaw.

Como a maioria das pessoas sabem, a Tailândia é majoritariamente budista.

É muito comum vermos muitos templos e estátuas de Buda em suas várias formas enquanto viajamos pelo país. No entanto, eles não costumam simpatizar com o uso da imagem de Buda vinculados à estética, principalmente em tatuagens e objetos decorativos.

Você pode notar repulsas e reações negativas ao usar uma camiseta, quiser comprar um souvenir, ou possuir alguma tatuagem com desenhos de Buda. Pois eles consideram tal prática um verdadeiro desrespeito com a imagem da divindade e não curtem tal comportamento (sendo um senso comum).

Você encontra vários outdoors (principalmente nas proximidades dos aeroportos) repudiando tais comportamentos, além de cartazes em pequenos comércios. Há inclusive a hashtag #BuddhaIsNotForDecoration que circula pela internet e trata do tema.

Embora você consiga comprar objetos relacionados à Buda e até fazer tatuagens com o tema, atente-se a esse fato e saiba o quanto isso não é bem visto pela cultura local. Na minha opinião, evitar tais compras e usos, para respeitar o desejo da população é algo fundamental em sua viagem. Se for um grande desejo seu, deixe-os para usar em outros países que não tenham problema com isso. Decore o mantra: "nosso país, nossas regras. País deles, regras deles".

7. A Tailândia é considerada o país do sorriso (mas será que é?)

Pesquisando sobre sua viagem para Tailândia você irá ouvir e ler muitos traços marcantes da cultura deles. Um dos rótulos mais mencionados é o “The Land of Smiles”, em português, A Terra do Sorriso.

Mas não foi muito o que vi por lá na prática...

Criar expectativa, positiva ou negativa, é sempre ruim. Tente evitar isso.

Mas, morando algum tempo na Tailândia, percebi que os tailandeses não são tão simpáticos como ouvimos. Claro que, como tudo na vida, existem exceções. No entanto, o fato é que eles, normalmente, sorriam para mim apenas quando queriam me vender algo (e olhe lá).

Em geral, as pessoas não costumam ser tão sorridentes. Se comparados com outras porções asiáticas, como a China, por exemplo, os tailandeses sorriem mais. Porém, o povo brasileiro e africano, por exemplo, são bem mais naturalmente alegres.

Portanto, não se assuste se você não encontrar o "país do sorriso" ao viajar para Tailândia.

8. As mulheres girafas são quase escravas

Apesar de ser um passeio que desperta interesse por proporcionar o contato com uma cultura diferente e interessante, os tours para visitar as mulheres girafas da Tailândia omitem um problema sério.

As tribos Karen (ou Kayin) e Kayan (ou Padaung), popularmente conhecidas como mulheres com pescoço de girafa, são originárias de Myanmar, mas uma parte de seu povo se encontra refugiada na Tailândia.

A principal curiosidade dessas tribos indígenas são os usos de argolas em seus pescoços. O que dá a falsa impressão de que seus pescoços são mais longos, mas não passa de impressão. O que ocorre de fato é que seus ombros e costelas descem com o peso dos anéis que chegam a pesar 10 KGs.

Contudo, por trás do interesse turístico há um problema político-social grave. Tais mulheres migraram para Tailândia para fugir de conflitos étnicos em sua terra natal, no entanto, para garantir a permanência em terras estrangeiras, passaram a ter a quase obrigatoriedade de fomentar essa atração turística como preço para manter sua sobrevivência e “liberdade”.

O lugar é mencionado por muitos como um zoológico humano e me faz lembrar um pouco os "safaris" feitos em favelas do Rio de Janeiro hoje em dia. Explorações turísticas lastimáveis e que geram dúvidas em viajantes conscientes.

Mulheres girafas Tailândia tribo Karen Kayin Kayan Padaung
Mulheres girafas da Tailândia - Refugiadas das etnias Karen, Kayin, Kayan, e Padaung que migraram de Myanmar. Foto: Holiday Idea.

A Tailândia desrespeita os acordos e regulamentações da ONU para refugiados e proibiu expressamente a saída de qualquer uma das mulheres da tribo Karen das áreas demarcadas pelo governo. Assim, elas são obrigadas a passar a vida submetidas a um turismo exploratório.

Caso elas se coloquem contra, não recebem mais a ajuda do governo tailandês e podem ter dificuldades para encontrar um novo lar. Além disso, muitas têm medo que seus filhos sejam prejudicados, pois já construíram família e laços na região e possuem, inclusive, filhos tailandeses.

Mas afinal, devemos ou não visitar a tribo?

Tudo depende das suas questões morais e de como você responde à situação. Você pode não visitar e não contribuir com esse turismo no mínimo questionável, repudiando a situação.

Por outro lado, ir é ajudá-las de alguma forma, pois a venda de produtos locais (como brincos, bolsas e lenços) acaba se tornando o principal sustento e fonte de renda para essas famílias vindas do Myanmar. Mas será que faz sentido tal relação comercial?

É comum ver turistas que sequer se comunicam com as mulheres antes de disparar sua metralhadora de flashs, tratando-as como uma exposição não humana. Ou seja, a situação é muito complexa. Esse relato da Beatriz disseca mais sobre o assunto e poderá nortear melhor se você quer ou não visitar as "mulheres girafas" na Tailândia.

9. O tráfico humano é muito presente no país

Não quero lhe assustar, mas o tráfico humano na Tailândia é mais comum do que se imagina! Aliás, tanto tráfico humano, quanto trabalho escravo são situações mais comuns do que imaginamos em diversos países, inclusive no Brasil - infelizmente. Todavia, na Tailândia é possível notar mais explicitamente.

Por todas as regiões do país você vai encontrar propagandas do governo repudiando a situação e atentando os locais. No entanto, você muito provavelmente não sofrerá com isso e nem precisa se sentir ameaçado (a). Afinal, a Tailândia é um país muito seguro para viajar.

O grande problema é com os próprios asiáticos. Isso acontece, sobretudo, pelo alto índice de prostituição no país, que acaba atraindo uma visibilidade e comércio mundial para tal localidade.

Crianças do Laos, Camboja e Vietnã são vítimas recorrentes de tráfico humano e trabalham de maneira forçada na indústria do sexo tailandesa. É uma situação bastante triste e que merece atenção das autoridades locais. Mas é importante que você saiba sobre essa questão para não se assustar quando encontrar vários outdoors sobre esses temas ao fazer turismo na Tailândia.

Mais sobre o assunto:

10. Muitos animais sofrem maus tratos e são vítimas de tráfico ilegal

Reserva de elefantes livres na Tailandia
Santuário / Reserva de elefantes verdadeiramente livres na Tailândia. Não colabore com turismo onde animais são dopados e explorados! Foto: Asian Elephant Projects.

Sabe aquelas atrações turísticas que envolvem animais, principalmente tigres e elefantes? Desconfie de todas elas para não acabar financiando uma atividade repudiável sem perceber. Inclusive dos que se denominam "santuários" e "reservas", pois muitas vezes não são.

Esses "passeios turísticos" estão localizados principalmente na região de Chiang Mai, mas também é possível encontrá-los em outras áreas, como na Ilha de Koh Samui e na Praia de Phuket. A grande questão é que, na verdade, a maioria dos animais são vítimas de maus tratos e tráfico ilegal, o que afasta muitas pessoas conscientes desses "passeios".

Embora seja totalmente possível visitar uma reserva de elefantes tendo a plena certeza que o local é ético, vale uma pesquisa bem elaborada para fazer tal afirmação. Infelizmente, muitos animais são provenientes de atividades ilegais de tráfico (o que é muito comum no Sudeste Asiático) e acabam vivendo em condições precárias e sofrendo maus tratos constantes pela exploração turística local.

É muito comum ver manchetes asiáticas relatando a morte de um elefante que não aguentou passar o dia todo carregando turistas, sofrendo intensamente com o calor e cansaço físico.

Além disso, muitas pessoas questionam quais substâncias são administradas para os tigres, que passam horas “parados” tirando fotos com turistas – principalmente no famoso Tiger Kingdom, localizado em Chiang Mai - Tenhamos bom senso: será que faz parte da natureza do animal fazer isso?

Domado ou drogado, a certeza é que é não natural. Não precisa ser vegano pra ter bom senso.

Sou contra quase todos os passeios que envolvem reservas de animais, pois pesquisando bem, "no fundo no fundo", quase sempre há algo ilegal ou imoral envolvido. Entretanto, se você tiver MUITA vontade de fazer algum passeio do tipo, pesquise MUITO, converse com pessoas antes de escolher um desses atrativos turísticos e priorize os que tenham uma área realmente gigantesca onde os animais possam viver mais próximos de sua natureza.

Também pense bem ao querer comprar objetos de feirinhas locais que têm animais como borboletas, gafanhotos e outros insetos com beleza extraordinárias, normalmente oriundos do tráfico ilegal e que costumam ser comercializados nos mercados como Catuchak, na feira de domingo de Chiang Mai e na Khao San Road.

11. Wai, o cumprimento dos tailandeses

Wai - cumprimento na tailandeses
Saudação Thai conhecida como "wai", clássico ato de unir suas mãos no peito e inclinar-se para a outra pessoa. Tal gesto demonstra respeito na Tailândia. Foto: Koh Samui Sunset.

O povo tailandês normalmente não se cumprimenta com apertos de mãos, beijos ou abraços. O mais comum é a saudação Thai conhecida como "wai", que é aquele clássico ato de unir suas mãos no peito e inclinar-se para a outra pessoa, similar ao que se vê em rezas e orações. Isso é como um "oi" na Tailândia.

Suas mãos podem ficar na altura do coração, do nariz ou da testa. Como a cabeça é considerada sagrada, quanto mais altas suas mãos e maior for sua inclinação ao fazer a reverência, maior é seu sinal de respeito.

Em geral, cumprimentar com as mãos na testa é feito diante de monges, considerados representantes divinos pelos tailandeses. Figuras públicas também costumam receber tal cumprimento.

No caso dos Monges, eles não são obrigados a retribuir a reverência, mas entre pessoas "comuns" é desrespeitoso não fazê-lo.

Nota: o Wai não é feito de adultos para crianças, nem para pessoas que estejam trabalhando em algo. Este último, reza a lenda, que é para não atrapalhar a pessoa, e não por noções de superioridade.

Considerações finais sobre o turismo na Tailândia

Visitar a Tailândia é uma experiência única na vida e que com certeza vale a pena! Não é por acaso que o país está anualmente entre os mais visitados do mundo.

Porém, lembre-se que é uma cultura exótica para brasileiros e muito diversificada, portanto, abra sua mente ao desembarcar do avião. Pense no quão diferente é para eles visitar o Brasil.

Assim, com certeza você evitará alguns sustos e mal entendidos, aproveitando melhor sua viagem pela Tailândia e Sudeste Asiático.

E aí, o que mais soou "esquisito" pra você nessas peculiaridades da cultura da Tailândia? Conta pra mim nos comentários!

Foto cabeçalho: Pablo Gonzalez